Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/08/2018

“Queridos filhos,

Com amor materno os convido a abrirem os seus corações à paz, a abrirem os seus corações ao MEU FILHO, a cantar em seus corações o amor ao MEU FILHO, porque somente através deste amor chega a paz da alma.

Filhos MEUS, EU sei que vocês tem a bondade, sei que vocês tem o amor, o amor misericordioso. Mas, muitos dos MEUS filhos ainda tem os corações fechados, pensam que podem agir sem colocar os seus pensamentos ao PAI CELESTIAL que ilumina, diante do MEU FILHO que está sempre e novamente com vocês na EUCARISTIA e que deseja ouvi-los.

Filhos Meus, porque não falam para eles ? A vida de cada um de vocês é importante e preciosa porque é um dom do PAI CELESTIAL para a ETERNIDADE, por isso nunca se esqueçam de agradecê-LO e falar com ELE.

Eu sei, filhos MEUS, que para vocês é desconhecido aquilo que virá depois, porém quando chegar o “depois” de vocês, terão todas as respostas. O MEU amor materno deseja que vocês estejam prontos.

Filhos MEUS, com a vida de vocês coloquem sentimentos bons nos corações das pessoas que vocês encontrarem, sentimentos de paz, de bondade, de amor e de perdão. Através da oração escutem o que lhes diz o MEU FILHO e assim o façam.

Novamente os convido a rezarem pelos seus sacerdotes, por aqueles a quem o MEU FILHO chamou; lembrem-se que eles tem necessidade de orações e de amor.

Obrigada.”

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

Festas Juninas e a Teologia da Festa

A festa nos abre para a transcendência, para a eternidade

Ser cristão não significa ser triste nem ser estranho ao lazer, à festa, à hilaridade. Um velho adágio lembra que “um santo triste é um triste santo”. A beleza, a estética, a arte são manifestações do Absoluto. Nelas o mistério escondido se faz tocável. Vamos hoje refletir sobre a teologia da festa.

1A festa e a comunidade. Uma das melhores maneiras de se reunir a comunidade é a festa. Ela tem a função de fomentar a comunhão, possibilitar a partilha, unir a comunidade. A festa facilita o encontro, o estar juntos, o diálogo e a reciprocidade.

2. A festa e a criatividade. Por ocasião da festa, a criatividade humana tem uma ocasião propícia para se exercitar. As pessoas desenvolvem seus dons, oferecem suas qualidades, despertam suas potencialidades. A festa ativa a fantasia e nos torna criativos.

3. A festa e a cultura. Nos festejos populares, encontramos as grandes expressões culturais dos povos. Por meio das festas, a cultura se perpetua no tempo, nascem novos incentivos culturais, e o povo se expressa mais espontaneamente.

4. A festa e os novos relacionamentos. A festa propicia comunicação, relacionamentos novos, início de grandes amizades. Festejar é, antes de tudo, encontrar- -se. A festa aproxima as pessoas, congrega as famílias, movimenta as cidades.

5. A festa e a reconciliação. Quantos inimigos voltam a se abraçar e quantos adversários dão-se as mãos por ocasião de uma festa. As mágoas são desfeitas, e a paz volta aos corações, pois a festa tem “um poder nidificador”, um poder de reconciliação.


6. A festa e a saúde. Muita gente é doente porque não usufrui de seu direito ao lazer, porque não sabe se alegrar, não gosta da festa. Ser cristão não é ser sisudo, nem estranho. A festa é terapêutica, porque ela descontrai, anima, consola, faz esquecer os negativismos. Quantas pessoas se curam depois que se abrem ao humor, à hilaridade, à festa. Precisamos lutar para que todos os brasileiros possam gozar de seu direito a ter férias e lazer.

7. A festa e o cotidiano. Um dos maiores inimigos do ser humano é a rotina. Ela é o cupim das belezas essenciais. Tem o poder de bagatelizar as mais altas experiências e profundezas da vida. A festa vem quebrar a rotina, romper com a chatice da monotonia. Ela renova o entusiasmo pelas coisas comuns, restaura o gosto de viver, inspira vibração ao cotidiano.

8. A festa e o pecado. Festa não é bagunça. Requer ordem, respeito, dignidade. Festa sem ética é anarquia e, às vezes, pecado. Quantas festas são pura exploração do dinheiro do povo, contribuindo para a alienação da consciência social. Os romanos enganavam o povo com “pão e circo”. Outra sombra da festa é viver um contínuo balanço de “sombra e água fresca”, relegando o trabalho para o segundo plano. “Certos lazeres só estimulam o desejo de dinheiro, de agressão e de erotismo” (R. Clair). Quanto mau gosto em certos esportes atrevidos. Um futebolismo sem limites é ótimo ópio para a consciência crítica dos brasileiros. Enfim, festa sem ética degenera em corrupção e permissivismo.

9. A festa e Deus. Nem a técnica, nem o progresso conseguem preencher o coração humano. Na experiência da festa, decretamos a ineficácia da máquina e do progresso material. “Só Deus basta”, dizia Santa Teresa. Construir o mundo sem Deus é construí-lo contra o homem. O materialismo mutila a pessoa humana fazendo dela “um excepcional de corpo robusto e alma franzina” (T. L. Penido). A festa rompe com o materialismo e encaminha o homem na direção de Deus, que é a suprema alegria e plenitude. A sociedade atual, dilacerada pelo materialismo, corre loucamente atrás das seitas, dos orientalismos e das mistificações. “O homem moderno é mágico.” Sem Deus, andamos desenfreadamente em busca de magias, astrologia, macumba, horóscopos e outras mistificações.

10. A festa e a eternidade. Quando festejamos, suspendemos o relógio, rompemos com o cotidiano e com a fragilidade das coisas. A festa nos abre para a transcendência, para a eternidade; livra-nos da prisão do mundo e das coisas e nos impulsiona à direção do além, do eterno. Festejar é gritar que as coisas são insuficientes e que tendemos para o infinito.

Por Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida, via A12


Sexta, 15/06/2018 - A12 / Aleteia
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