Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/04/2018

“Queridos filhos,

Através do Grande Amor do PAI CELESTIAL, EU estou com vocês como sua MÃE e vocês estão comigo como MEUS filhos, como Apóstolos do Meu Amor que sem cessar, reúnem-se em torno de MIM.

Filhos MEUS, vocês são aqueles que, como a oração, devem abandonar-se totalmente ao MEU FILHO, a fim de que não sejam mais vocês a viverem, mas o MEU FILHO em vocês; de modo que todos aqueles que não O conheçam, O vejam em vocês e desejem conhecê-lo.

Rezem para que eles vejam em vocês uma humildade decidida e bondade, disponibilidade a servir os outros; que vejam que vocês vivem a sua vocação no mundo com o coração, em comunhão com o MEU FILHO. Que eles vejam em vocês mansidão, ternura e amor ao MEU FILHO, como também aos seus irmãos e irmãs. Apóstolos do MEU AMOR, vocês devem rezar muito e purificar os seus corações de odo que sejam vocês os primeiros a caminhar no caminho do MEU FILHO de modo que sejam vocês os justos unidos pela JUSTIÇA do MEU FILHO.

Filhos MEUS, como MEUS Apóstolos vocês devem estar unidos na comunhão que flui do MEU FILHO, a fim de que os MEUS filhos que não conhecem o MEU FILHO reconheçam uma comunhão de amor e desejem caminhar no caminho da vida, no caminho da unidade com o MEU FILHO.

Obrigada.”

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

Curiosidades sobre a Via-Sacra

O que é? Como surgiu? Qual seu objetivo? Como se reza? A recitação da Via-Sacra dá indulgências?

O que é a Via-Sacra?

É um piedoso exercício em que meditamos o doloroso caminho que Jesus percorreu desde o pretório de Pilatos até ao Calvário, onde foi crucificado e morreu pela nossa Redenção.

Como surgiu a prática deste exercício?

A origem deste santo exercício é devida ao Coração amante e desolado da SS. Virgem. Esta pobre Mãe, depois da Ascensão de Jesus ao Céu, tinha por único consolo banhar de lágrimas o caminho que o seu querido Jesus tinha regado com o seu sangue divino… – Os fiéis imitaram o exemplo de Maria, e de todas as partes do mundo afluíram, à custa de mil perigos e incômodos, a Jerusalém, para venerar os santos lugares e ganhar as indulgências concebidas pelos Sumos Pontífices. – Mas a Igreja, Mãe piedosa, para poupar incômodos a seus filhos e lhes facilitar os meios de santificação, concedeu as mesmas indulgências de Jerusalém aos que visitassem as catorze Cruzes ou Estações da Via-Sacra, devidamente eretas.

Qual é o objetivo desta devoção?

O fim desta devoção é exercitar nas almas os sentimentos – de gratidão e amor para com Nosso Senhor Jesus Cristo, que tanto sofreu por nós, de contrição dos nossos pecados, que foram a causa dos sofrimentos do Salvador, de imitação dos exemplos de heroicas virtudes, que Jesus nos deixou na sua Paixão e Morte. Não admira, pois, que este Exercício agrade tanto ao nosso amável Redentor e produza, nas almas que o praticam, abundantes frutos de santidade.

Indulgências anexas à Via-Sacra

Concede-se indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da Via-Sacra piedosamente. Com o piedoso exercício da Via-Sacra renova-se a memória das dores que sofreu o divino Redentor no caminho do pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até o monte Calvário, onde morreu na cruz para a nossa salvação. Para ganhar a indulgência plenária, determina-se o seguinte:

– O piedoso exercício deve-se realizar diante das estações da via-sacra, legitimamente eretas.

– Requerem-se catorze cruzes para erigir a via-sacra; junto com as cruzes, costuma-se colocar outras tantas imagens ou quadros que representam as estações de Jerusalém.

– Conforme o costume mais comum, o piedoso exercício consta de catorze leituras devotas, a que se acrescentam algumas orações vocais. Requer-se piedosa meditação só da Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada estação.

– Exige-se o movimento de uma para a outra estação. Mas se a via-sacra se faz publicamente e não se pode fazer o movimento de todos os presentes ordenadamente, basta que o dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto os outros ficam em seus lugares.

– Os legitimamente impedidos poderão ganhar a indulgência com uma piedosa leitura e meditação da Paixão e Morte do Senhor ao menos por algum tempo, por exemplo, um quarto de hora.

– Assemelham-se ao piedoso exercício da via-sacra, também quanto à aquisição da indulgência, outros piedosos exercícios, aprovados pela competente autoridade: neles se fará memória da Paixão e Morte do Senhor, determinando também catorze estações.

– Entre os orientais, onde não houver uso deste exercício, os Patriarcas poderão determinar, para lucrar esta indulgência, outro piedoso exercício em lembrança Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Como se reza a Via-Sacra?

Existem muitos modelos de meditações. Aqui deixamos apenas uma sugestão:

Oração preparatória

Meu Senhor Jesus Cristo, que seguistes, com amor infinito, o Caminho doloroso do Calvário, e aí morrestes, num patíbulo de infâmia, dai-me a graça de Vos acompanhar e de unir as minhas lágrimas ao vosso Sangue precioso… Tenho ardente desejo de consolar o vosso Coração, tão bom e tão amargurado pelos nossos pecados, e de me associar à vossa dolorosa Paixão e Morte… Quem me dera sofrer e morrer por Vós, que sofrestes e morrestes por mim!… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos… Dignai-Vos, meu querido Senhor, conceder-me as Indulgências com que o vosso Vigário enriqueceu este santo exercício, e recebei-as em satisfação dos meus pecados e em sufrágio das almas do Purgatório. – Ó Maria, Rainha dos Mártires, dai-me o amor e o sofrimento com que acompanhastes ao Calvário o vosso inocentíssimo Filho… Amém.

ESTAÇÃO I

Jesus condenado à morte

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus está diante de Pilatos… A que estado O reduziram!… A cabeça coroada de espinhos…; a face banhada em sangue…; todo o corpo lacerado…; os ombros cobertos com um pedaço de púrpura…; as mãos atadas… Inspira compaixão o amabilíssimo Jesus!… Todavia Pilatos, para agradar aos ingratos Judeus, condena à morte o inocente Filho de Deus… Jesus ouve com serenidade a sentença e aceita resignado a morte para salvação dos pecadores… Ó Jesus, eu merecia a morte eterna no inferno; e Vós, o Deus de vida, quisestes morrer para me salvar!… Seja bendita a vossa Bondade infinita!… Dai-me a graça de viver e morrer no vosso santo amor… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça nunca mais tornar a ofender-Vos.
Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO II

Jesus Cristo levando a Cruz

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus é despido do manto de púrpura, e coberto de seus vestidos, para que todos O reconheçam e insultem… Apresentam-lhe a Cruz… O Salvador estende os braços e, num transporte de ternura, aperta-a ao Coração… e banha-a de lágrimas… E, pondo-a aos ombros chagados, encaminha-se para o Calvário… “Onde ides, meu bom Jesus:” – “Vou morrer por ti: depois da minha morte, lembra-te de mim e ama-me!”

Ó Jesus, essa Cruz era-me devida a mim, que sou pecador, e não a Vós que sois inocente… Mas o inocente quis pagar pelo pecador… Sede sempre bendito, ó Senhor! Abraço, por vosso amor, todos os desprezos e contrariedades da vida… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a Vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO III

Jesus cai pela primeira vez

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

O Filho de Deus sai do pretório, oprimido pelo peso da Cruz… Está cheio de amor, mas exausto de forças!… Tem derramado tanto sangue! Depois de alguns passos, obscurecem-se-lhe os olhos, verga sob a Cruz e cai por terra, penetrando mais e mais os espinhos na sua delicada Cabeça”… Avalia o seu martírio!… Os algozes enfurecem-se e, com blasfêmias e golpes, ultrajam e ferem o Cordeiro divino…

Ó Jesus, Vós caístes sob o peso da Cruz, porque eu me precipitei num abismo de iniquidades… Estendei-me a vossa mão, para que me levante e, auxiliado pela vossa graça, percorra confiadamente o caminho da virtude e da santidade… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO IV

Jesus encontra sua Mãe

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Que encontro doloroso! Que olhares de desolação! Maria vê seu Filho desfalecido e desfigurado e não lhe pode valer… Jesus vê sua santa Mãe aflita e desolada, e não a pode consolar… Não falam com os lábios, falam com os corações: “Minha Mãe, minha pobre Mãe!” – “Meu filho, meu querido Jesus!” E estas palavras traduzem um oceano de afetos e de dores… Duas vítimas inocentes, unidas pelo mesmo sacrifício…

Ó Jesus, ó Maria!… Eu, com os meus pecados, fui a causa dos vossos tormentos!… E Vós amastes tanto a minha pobre alma… – Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos. – Ó Maria, eu Vos consagro a minha alma e o meu corpo. Amparai-me, defendei-me sempre, mas, sobretudo na hora da minha morte.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO V

Jesus ajudado pelo Cireneu

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus está fraco e tão abatido, que, a todo o momento, parece morrer… E é o Senhor do Paraíso, que rege e governa todas as criaturas!… Os judeus, temendo que a vítima lhes faleça no caminho e não possa chegar ao lugar da infâmia, obrigam Simão Cireneu a levar a Cruz do Redentor…

Ó Jesus, Vós sustentais, com um ato da vossa onipotência, o céu e a terra, e precisais de amparo?!… Ó meu bom Deus, a que estado Vos reduziu o vosso amor pela minha alma!… Nunca esquecerei tamanha misericórdia… Pelos merecimentos desta vossa fraqueza, ajudai-me a levar a cruz, que mereço e abraço na qualidade de cristão e de pecador… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO VI

A Verônica limpa a Face de Jesus

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus perdeu toda a sua beleza, – Jesus, o mais belo entre todos os filhos dos homens!… Já se não conhece!… A sua face está toda ferida e banhada em lágrimas e sangue!… Uma piedosa mulher, vencendo os respeitos humanos, aproxima-se de Jesus e limpa-lhe, com um véu, a Face adorável… O Salvador, sempre bom e grato, deixa impressa naquele véu a sua Imagem.

Ó Jesus! Quão feliz foi a Verônica, que Vos limpar a Face desfigurada!… Também eu posso receber esse prêmio… Hoje que os ímpios e os ingratos Vos insultam e blasfemam, dai-me a graça de reparar esses ultrajes…, e, depois, gravai na minha alma a vossa Face divina… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO VII

Jesus cai pela segunda vez

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

O coração de Jesus está pronto a sofrer e a morrer, mas a sua Santíssima Humanidade desfalece!… Caminha com passo trêmulo, incerto, vacilante… O sangue que lhe desfigura a Face, turva-lhe o olhar…; e cai por terra… pela segunda vez… A violência da queda reabre todas as feridas do seu corpo…, os espinhos rasgam ainda mais aquela delicada cabeça!… Os algozes levantam o manso Cordeiro, arrastando-O e ferindo-O!…

Ó Jesus! As minhas repetidas culpas causaram a vossa nova queda… Se eu não tivesse cometido tantos e tão graves pecados, seria menos intenso o vosso sofrimento!… Perdoai-me tamanha ingratidão, pela vossa infinita misericórdia. Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO VIII

Jesus consola as filhas de Jerusalém

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus é sempre bom e generoso!… Umas piedosas mulheres, vendo-O todo ensanguentado e vacilante sob o peso da Cruz, choram e compadecem-se dele!…

Jesus, esquecido dos seus sofrimentos, consola-as e instrui-as, dizendo-lhes que chorem sobretudo os próprios pecados dos homens, que são a causa dos martírios de um Deus e da perdição de tantas almas…

Ó Jesus, dai-me lágrimas, – lágrimas de arrependimento, para que eu chore sempre os meus pecados e os vossos martírios, e assim desagrave o vosso Coração aflitíssimo!… E depois, quando eu agonizar no leito da morte, ah! Vinde consolar e receber a minha pobre alma… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO IX

Jesus cai pela terceira vez

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus, desfalecido e exausto, cai de novo por terra, e novamente fere nas pedras a fronte coroada de espinhos… Um Deus por terra!… Mas, à vista do Calvário, reanima-se e levanta-se… O amor dá-lhe novas forças!… É tão ardente o seu desejo de morrer pelos homens, ainda que pecadores e ingratos!… Oh! Só um Deus pode amar assim!

Ó Jesus! São tantos e tão graves os meus pecados, que, para os expiar, quase não basta uma só queda de um Deus!… É necessário que muitas e muitas vezes humilheis até à terra a vossa divina Face… Oh! Dai-me a vossa graça, para que deteste os meus pecados e Vos siga no caminho das humilhações e dos sofrimentos… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO X

Jesus despido e amargurado com fel

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Eis o Calvário!… Os algozes arrancam a Jesus a túnica, colada ao seu Corpo lacerado… Abrem-se de novo as feridas…; rebenta mais sangue… Não satisfeitos, amarguram com fel a boca dulcíssima do Redentor… Jesus tudo sofre, com paciência e amor, e oferece todos os seus tormentos ao divino Pai, para a salvação dos pobres pecadores…

Ó Jesus, eu me compadeço dos tormentos que sofreis por mim!… Como hei de agradecer-Vos tamanha bondade?… 

Completai, Senhor, a vossa misericórdia. Despi-me dos meus vícios e paixões…; vesti-me de humildade, de pureza e de caridade…; e tornai-me amargos os prazeres da vida e doces as mortificações e os sofrimentos… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XI

Jesus Cristo pregado na Cruz

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

A uma ordem dos algozes, o Salvador estende sobre a Cruz o seu Corpo lacerado e, levantando os olhos ao céu, apresenta as mãos e pés, para serem traspassados pelos cravos… Aos golpes repetidos do martelo, rasga-se a pele, dilacera-se a carne, rompem-se as veias… O doce Jesus sofre um martírio imenso…; mas não se queixa…; pede, adora e ama!…

Ó Jesus, dissestes um dia que, pregado no madeiro, teríeis atraído a Vós todos os corações… Atraí o meu coração com a força suave e irresistível do vosso amor; pregai-o na vossa Cruz bendita, para que nunca mais se afaste de Vós… Está-se tão bem aos vossos pés!… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XII

Jesus Cristo morre na Cruz

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pobre Jesus! Quanto sofre!… Está pendente de três cravos!… Não encontra o menor alívio!… Todos concorrem para O atormentar… E Ele pensa em todos… Pensa na Mãe, e dá-lhe João por amparo… Pensa em nós, e dá-nos Maria por Mãe… Como Jesus é bom!… Mas Ele morre… Inclina a cabeça…, solta o último suspiro… Morreu… Um Deus morreu por mim!…

Deixai-me, ó Jesus, abraçar-me aos vossos pés ensanguentados; e deixai-me viver e morrer aqui!… Ah! É justo que a criatura viva e morra pelo seu bom Deus, que viveu e morreu pela sua miserável criatura! – Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XIII 

Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos 13.jpg(aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. 

Tomaram o corpo de Jesus e O envolveram em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar (Jo 19, 38-40).

A Providência traça com perfeição as linhas da História. José de Arimatéia, além de ser nobre, era muito relacionado com Poncio Pilatos, reunindo portanto as condições favoráveis para dele obter a autorização necessária para que Jesus não fosse enterrado como um condenado qualquer, mas sim como uma pessoa ilustre. Quem, a não ser José, teria coragem de se apresentar ao governador romano para lhe pedir o corpo de um crucificado? Por isso, a respeito dele comenta S. João Crisóstomo: “Veja-se o valor deste homem; põe-se em perigo de morte, atraindo sobre si as inimizades de todos, por seu afeto a Jesus Cristo…”

Que graça insígne destes a este José! A de poder descer da cruz, com o auxílio de Nicodemos, o Divino Corpo, vítima de valor infinito, e de sepultá-Lo.

Ó Sagrado Corpo de Jesus, vendo-Vos assim sem vida, sinto meu coração gemer. Essas mãos que deram ordens aos mares e às tempestades, expulsaram os vendilhões do Templo e fizeram o bem por todo Israel, já não se articulam. Os Vossos pés, que caminharam sobre as águas e trilharam todos os caminhos em busca dos necessitados, não se movem. A Vossa voz, que fazia estremecer os fariseus, mas perdoava com doçura os pecadores arrependidos, já não se faz ouvir. Uma só chaga Vos cobre de alto a baixo.

Ó Virgem Dolorosa, eu Vos imploro a insigne graça de manter diante de mim, pelo resto da minha vida, essa terrível imagem da gravidade do pecado. Perdão, minha Mãe, perdão! E ajudai-me a nunca mais pecar!

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XIV

Jesus no santo sepulcro

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus está encerrado no sepulcro… A sua aniquilação não poderia ser mais completa… É o Deus da vida, mas aqui não vive… Contempla-O pela última vez… A sua fronte está rasgada pelos espinhos; os olhos, fechados; os lábios, mudos; as mãos e os pés, traspassados; o Coração, ah! O Coração, que tanto amou e sofreu, já não bate!… Jesus, o bom Jesus, está morto e sepultado!…

Ó Jesus, adoro-Vos no santo sepulcro! Eis o que ganhastes com o vosso amor excessivo por mim, ingratíssimo pecador!… Seja sempre bendita a vossa misericórdia!… Dai-me a graça de me esconder do mundo e de viver no vosso Coração dulcíssimo… 

Ali encontrarei a paz, a felicidade, o Paraíso. – Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais Vos tornar a ofender.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

Oração Final

Ó Jesus! Seja sempre bendito o vosso Coração amantíssimo…! Ó meu Deus, quem teria sido capaz de dar uma só gota de sangue por mim?… E Vós o destes todo… até à última gota… para salvar a minha alma!… Todavia, quantas vezes, para agradar às criatura, Vos tenho desprezado, meu sumo Bem!… Oh! Perdoai-me, pelo vosso sangue precioso!… Quero, para o futuro, amar-Vos de todo o meu coração… e cumprir fielmente a vossa santíssima vontade… Amparai-me sempre com a vossa graça… Concedei-me que o meu último alimento seja o vosso Corpo adorável; que a minha última palavra seja o vosso Nome bendito; que o meu último suspiro seja um suspiro de amor e de arrependimento… Ó Jesus, pela desolação imensa que sofrestes no Calvário, especialmente quando a vossa Alma se separou do vosso Corpo divino, tende piedade da minha alma, depois de Vos ter seguido nas breves tribulações da vida, segui-Vos-ei na felicidade eterna do Paraíso…Amém.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai, segundo as intenções do Sumo Pontífice.


Terça, 27/03/2018 -  Felipe Aquino  


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