Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/04/2018

“Queridos filhos,

Através do Grande Amor do PAI CELESTIAL, EU estou com vocês como sua MÃE e vocês estão comigo como MEUS filhos, como Apóstolos do Meu Amor que sem cessar, reúnem-se em torno de MIM.

Filhos MEUS, vocês são aqueles que, como a oração, devem abandonar-se totalmente ao MEU FILHO, a fim de que não sejam mais vocês a viverem, mas o MEU FILHO em vocês; de modo que todos aqueles que não O conheçam, O vejam em vocês e desejem conhecê-lo.

Rezem para que eles vejam em vocês uma humildade decidida e bondade, disponibilidade a servir os outros; que vejam que vocês vivem a sua vocação no mundo com o coração, em comunhão com o MEU FILHO. Que eles vejam em vocês mansidão, ternura e amor ao MEU FILHO, como também aos seus irmãos e irmãs. Apóstolos do MEU AMOR, vocês devem rezar muito e purificar os seus corações de odo que sejam vocês os primeiros a caminhar no caminho do MEU FILHO de modo que sejam vocês os justos unidos pela JUSTIÇA do MEU FILHO.

Filhos MEUS, como MEUS Apóstolos vocês devem estar unidos na comunhão que flui do MEU FILHO, a fim de que os MEUS filhos que não conhecem o MEU FILHO reconheçam uma comunhão de amor e desejem caminhar no caminho da vida, no caminho da unidade com o MEU FILHO.

Obrigada.”

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

Conheça a Bíblia: livros sapienciais

Sua dose diária de cultura bíblica, aproveite!


O termo “Sabedoria” tem uma vasta gama de significados. Pode ser descrito como aplicação da mente à aquisição de conhecimentos, a partir da experiência humana; habilidade prática no exercício de uma actividade profissional ou para fugir a situações de perigo; prudência na linguagem e no comportamento; discernimento em ajuizar aquilo que é bom ou mau para o ser humano; capacidade para detectar as formas de sedução e de engano.

A SABEDORIA

A sabedoria é, pois, um conhecimento baseado na experiência acumulada ao longo da vida e enriquecida através de várias gerações, que se fixou gradualmente em máximas, sentenças e provérbios breves e ritmados, recheados de imagens ou comparações.

O povo de Deus apercebeu-se da importância que a sabedoria tinha para a vida, pois não era possível regulamentar todas as áreas da vida apenas pela lei de Moisés e pela palavra dos profetas. Havia, portanto, espaços a preencher por opções e iniciativas pessoais. Daí ser preciso adquirir conhecimentos e capacidade crítica para avaliar pessoas e coisas, situações e acontecimentos da vida.

Confrontando o conjunto da sabedoria de Israel com outros corpos literários do AT, não será difícil verificar que os Livros Sapienciais formam um mundo à parte, caracterizado pela fé na sabedoria divina que rege o universo e cada pessoa em particular.

No âmbito sapiencial, o centro de interesse e de atenção desloca-se do povo, enquanto tal, para o indivíduo; da História, para a vida quotidiana; da situação peculiar de Israel, para a condição humana universal; das vicissitudes históricas do povo da Aliança, para a existência no mundo enigmático da criação; das intervenções prodigiosas de Deus, para as relações entre causa e efeito; da esfera da Lei e do culto, para o mundo das opções livres e da iniciativa pessoal; da autoridade de Deus, para a esfera da experiência e da tradição humana; dos oráculos dos profetas, proclamados como palavra de Deus, para o uso de todos os recursos da razão e da prudência, em ordem à orientação da própria vida; da imposição da Lei, para a força persuasiva do conselho e da exortação; do castigo, apresentado como sanção externa, para a consequência negativa, resultante de uma escolha errada ou de um acto insensato.

A sabedoria divina, cósmica, é aquilo que em hebraico se chama “hokmah”; mas o seu conceito pode também ser expresso por “sedaqah” = “justiça”.

Ao contrário da palavra profética, a sabedoria exige o empenho de todas as capacidades e dons de que o ser humano dispõe (Sir 15,14-20; 17,1-14). Mais do que procedendo do alto, como a Lei, a Profecia e a própria História, a sabedoria surge e cresce a partir de baixo, ou seja, da experiência humana. Sábio é quem sabe adaptar-se a esse sistema cósmico, descobrir o seu mecanismo operativo e entrar na sua essência. “Insensato”, ou mesmo “ímpio”, é quem não descortina as regras desse jogo ou não se interessa por elas.

ORIGEM

A reflexão sapiencial deve ter acompanhado o ser humano desde os seus primórdios. Contudo, certas épocas históricas privilegiaram a recolha de tradições e impeliram as novas formulações sapienciais.

A origem do pensamento sapiencial em Israel é tradicionalmente relacionada com a figura de Salomão (1 Rs 3,4-15; 5,9-14), que se tornou protótipo de todos os Sábios. Ele organizou a sua corte em conformidade com o modelo das cortes de outros países mais evoluídos, especialmente o Egipto; promoveu intensas relações políticas e comerciais com os povos vizinhos. Ora isso exigia uma preparação adequada dos funcionários de Israel, tanto a nível central como local, em escolas apropriadas de carácter sapiencial, também à semelhança do que já existia junto de outros povos. Foi Salomão que protagonizou toda essa dinâmica em Israel. Por isso, não é de admirar o facto de lhe terem sido atribuídas obras do género sapiencial muito recentes, que, efectivamente, nada têm a ver com ele. Era o costume antigo da pseudo-epigrafia, que se verifica em muitos casos da Bíblia.

Nos tempos a seguir ao exílio da Babilónia procedeu-se à recolha e fixação do património religioso e cultural de Israel. Da recolha, fixação e ordenamento de todo esse material viriam a surgir os grandes blocos literários do AT, dentre as quais algumas colecções de provérbios. Era necessário preservar a identidade religiosa e cultural de um pequeno povo e relançar a esperança num futuro bem melhor, perante as ameaças de outras culturas dominantes, como a babilónica e, mais tarde, a grega. A esse respeito, é emblemática a passagem de Ne 8,1-8, em que sacerdotes e levitas instruem o povo sobre a lei de Deus. Os homens do culto tornam-se homens do livro. Os profetas estão já em vias de desaparecimento. A palavra de Deus e a sua vontade passaram a ser procuradas no livro, nos textos escritos. Por isso, os responsáveis têm que se dedicar ao estudo, à reflexão, à cultura e à escola. É neste clima de exigência intelectual, onde também aparecem escribas leigos, que se desenvolve a reflexão sapiencial, outrora apanágio do ambiente da corte e dos funcionários do Estado.

Na investigação e procura da sabedoria, Israel não foi totalmente original. Este pequeno povo soube assimilar a sabedoria dos povos vizinhos, sobretudo o Egipto e a Mesopotâmia, e adaptá-la segundo a perspectiva da sua própria experiência religiosa.

OS LIVROS

Os livros resultantes da compilação dos antigos provérbios e das novas reflexões sapienciais recebem o nome de Sapienciais porque ensinam a sabedoria como arte de viver. Job, Salmos, Provérbios, Eclesiastes (ou Qohélet), Cântico dos Cânticos, Sabedoria e Ben Sira (ou Eclesiástico) constituem esse conjunto. Os Salmos são um livro de características especiais, embora integrado neste conjunto.

Ao analisar o conjunto dos Livros Sapienciais do AT, verifica-se uma diferença formal, que acabará por conduzir a uma particularização no próprio conteúdo. Trata-se da distinção entre a sabedoria proverbial e a tratadística ou intelectual. A primeira exprime, em frases breves, verdades universais ou condicionadas por determinadas situações. Geralmente são máximas compostas de um só versículo em duas partes ou dísticos (existem, por vezes, unidades maiores) e encontram-se mais nos livros dos Provérbios, de Ben Sira e em parte do Eclesiastes e da Sabedoria. O seu objectivo é oferecer observações sobre a vida concreta. Seguindo tais instruções, o homem adapta-se à ordem social, que é o reflexo da ordem cósmica.

Esta forma de sabedoria não se ocupa das coisas últimas da existência humana, mas assume o pragmatismo e a crítica face à sociedade em que se desenvolve. A sociedade é considerada como um facto consumado que o sábio não pretende mudar, mas apenas adaptar-se a ela, descobrindo as suas regras do jogo. É uma atitude que difere profundamente da posição assumida pelos profetas da época anterior ao Exílio; mas não se trata de uma atitude alheia à fé.

Diferente é o conteúdo da sabedoria tratadística, que, por vezes, como em Job, assume a forma de diálogo, ou a de um monólogo-confissão, como no Eclesiastes. Ocupa-se essencialmente de problemas fundamentais da existência humana. E a solução que ambos propõem submeter-se aos planos de Deus é tipicamente israelita, mesmo se desligada de qualquer enquadramento histórico. Assim, vemos semelhanças entre Provérbios e Ben Sira. Também Job e Eclesiastes se assemelham no seu temperamento inconformista. A Sabedoria, por seu lado, é uma espécie de enclave tardio, do âmbito cultural grego.

O mundo que o sábio procura conhecer é o mesmo que foi criado por Deus: um mundo que não é fundamentalmente hostil, porque foi criado bom desde o princípio (Gn 1); um mundo que se submete a Deus e do qual o próprio homem é constituído senhor (Gn 1,3-31). A principal preocupação dos Sábios é o destino pessoal dos indivíduos. Daí a importância dada ao problema da retribuição. Mas os Sábios, que tanto apelam à experiência, têm que enfrentar situações de contradição na própria esfera da experiência. É o confronto dramático entre Job e os seus amigos, com estes a defenderem a tese tradicional de que a justiça ou sabedoria leva automaticamente à felicidade, ao passo que a injustiça conduz à ruína. Perante o problema do justo infeliz, não há resposta que satisfaça a compreensão humana. Contudo, o livro sugere que, apesar de tudo, é preciso aderir a Deus pela fé.

Também o livro do Eclesiastes, embora com uma perspectiva diferente de Job, realça a insuficiência das respostas tradicionais ao problema do justo infeliz, dentro da perspectiva terrena; mas não admite que a felicidade possa ser exigida como algo devido necessariamente ao homem, pois não se pode pedir contas a Deus.

Ben Sira assume plenamente a doutrina tradicional dos Provérbios e exalta a felicidade do sábio (Sir 14,20-15,10); mas sente-se perturbado perante a ideia da morte e intui que, afinal, tudo depende dessa última hora (Sir 11,26).

Foi o livro da Sabedoria, originário do ambiente cultural grego onde a filosofia platónica proporcionava a ideia da imortalidade espiritual, sem a necessária ligação com o elemento material que veio afirmar pela primeira vez e de um modo explícito: «Deus criou o homem para a imortalidade» (Sb 2,23). Um novo caminho se abre à reflexão sapiencial sobre o destino do justo infeliz: depois da morte, a alma fiel gozará de uma felicidade eterna junto de Deus, enquanto os ímpios receberão o devido castigo (Sb 3,1-12).

É sintomática a insistência dos sábios de Israel na ideia do temor de Deus, sobretudo no período mais tardio: «O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.» (Pr 1,7) É que, sem o temor de Deus, qualquer tipo de sabedoria perde o seu próprio fundamento e, por isso, a sua validade para uma recta condução da vida.

PERSONIFICAÇÃO DA SABEDORIA

Na fase do desenvolvimento sapiencial anterior ao Exílio, a sabedoria parece limitar-se ao âmbito da experiência histórica e religiosa de Israel.

Mas, depois do Exílio verifica-se uma evolução substancial: a partir daí, a sabedoria tende a ser considerada como uma realidade autónoma, distinta de Deus e do homem. Quer dizer: começa a surgir um processo da personificação da sabedoria. Para além de uma sabedoria proverbial, que regula com sucesso a vida do homem, os sábios começam a desvendar e a admirar uma sabedoria observável a partir da ordem, harmonia e movimento do Universo. É o que o livro do Génesis no capítulo 1 apresenta em linguagem catequética, e os Salmos Sl 8,19 e Sl 104 apresentam em forma de oração.

O próprio livro do Deuteronómio fala de «leis tão sábias» dadas a Israel que provocam a admiração dos outros povos vizinhos (Dt 4,5-8). Ben Sira chega mesmo a identificar a sabedoria com a lei do Altíssimo (Sir 24,22-23) e diz que a sabedoria estabelece a sua morada em Israel sob a forma de lei (Sir 24,8). Também o livro dos Provérbios fala da sabedoria presidindo à obra da criação (Pr 8,25-36). Trata-se sempre da mesma sabedoria que leva o homem ao encontro com o universo de Deus e ao encontro com o Deus do Universo.

A apresentação da sabedoria como um ser distinto de Deus e do homem, que age por si ou seja, como uma pessoa mais do que qualquer outra coisa ou aspectos, quer sobretudo realçar a preciosidade e autenticidade dessa mesma sabedoria. Temos aqui algo que ultrapassará os limites da simples personificação literária, mas que ainda não chega verdadeiramente ao conceito de “hipóstasis”, guardando o seu mistério, que o Novo Testamento virá, em parte, desvendar.

No prólogo dos Provérbios, vemos a sabedoria a convidar para a sua mesa (Pr 9,1-6); a ameaçar quem a rejeita, porque a vida ou a morte do homem depende da sua capacidade de acolher ou de rejeitar a sabedoria (Pr 8,25-36). Ela pertence à esfera de Deus: só Ele a possui verdadeiramente e pode enviá-la como companheira e amiga do homem. É por isso que Ben Sira e o autor do livro da Sabedoria se dirigem a Deus em atitude de oração, pedindo o dom da sabedoria (Sb 8,21; Sir 39,5-6).

LEITURA CRISTÃ

Por meio dos sábios, e num ambiente de mentalidade sapiencial, Israel faz uma leitura do seu passado histórico, perscrutando a sabedoria de Deus em acção na vida das grandes personagens do passado (Sir 44-50), conduzindo o povo no período mais significativo da sua História: o Êxodo (Sb 10-12; 16-19).

Em síntese, mediante a aplicação da inteligência e da reflexão, a sabedoria acaba por constituir a mentalidade dominante no Judaísmo do pós-exílio, recuperando e actualizando, tanto o património peculiar de Israel enquanto povo da aliança, como a sua experiência humana mais vasta, comum a outros povos da região do Médio Oriente.

Esta teologia sobre a sabedoria prepara já o ambiente para o NT, onde Jesus aparece como aquele que é «mais sábio do que Salomão» (Mt 12,42), a «sabedoria de Deus» (1 Cor 1,24.30), o único meio de salvação para todos (Jo 14,6), porque Ele é a sabedoria incriada que incarnou no seio da humanidade.


                                    Livros Sapienciais




Segunda, 05/09/2016 - Capuchinhos / Aleteia
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