Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/09/2017

Queridos filhos !

Quem melhor do que EU poderia falar para vocês do Amor e da existência do MEU FILHO ?

Vivi com ELE, EU sofri com ele, vivendo a vida terrena, EU provei da dor porque era MÃE.

MEU FILHO amou com pensamentos e obras o PAI CELESTIAL, o DEUS VERDADEIRO, e como ME dizia veio para redimi-los. EU escondi a minha dor com o amor. Vocês, filhos MEUS, tem numerosas perguntas, não compreendem a dor, não compreendem que através do Amor de Deus devem aceitar a dor e suportá-la. Todas as pessoas provam-na em maior ou menor medida, mas com a paz na alma e em estado de graça a esperança existe.

Este é o MEU FILHO, DEUS, nascido de DEUS. As SUAS PALAVRAS são sementes de Vida Eterna e semeadas nas boas almas produzem muitos frutos.

MEU FILHO suportou a dor porque tomou para si os pecados de vocês.

Por isso vocês, filhos MEUS, Apóstolos do MEU Amor, vocês que sofrem, saibam que as suas dores se tornarão luz e glória.

Filhos MEUS, enquanto vocês suportam a dor o CÉU entra em vocês, e em todos em torno de vocês é dado um pouco de Céu e muita esperança !

Obrigada !

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

Existe um fundamentalismo católico?

O professor italiano Massimo Introvigne, sociólogo, presidente do Centro de Estudos sobre Novas Religiões e delegado da OSCE para o combate à discriminação religiosa, publicou recentemente o ensaio “Fundamentalismo: das origens ao Estado Islâmico”. Ele aborda inicialmente, porém, o fundamentalismo em geral, o que abrange inclusive as manifestações fundamentalistas do cristianismo. Se nas igrejas regidas pelo dogma da “sola scriptura” (ou seja, as protestantes) há uma interpretação estrita e literal da Bíblia, no catolicismo há o risco de uma interpretação “fixista” da Tradição.

O blog conversou com Massimo a este respeito.

- O senhor pode explicar melhor esta questão?

Introvigne: Como o papa Francisco reiterou na missa de abertura do sínodo, a Tradição na Igreja é concebida como “viva”. Ela não é um código normativo fixo, um manual para confrontar comportamentos – incluindo os do próprio papa – e ver se eles são ortodoxos ou não. Não existe em nenhuma livraria um livro chamado “A Tradição” e que contenha toda a Tradição. Existe o “Catecismo da Igreja Católica”, é claro, mas o de São João Paulo II não é igual ao do Concílio de Trento. A Tradição é um depósito vivo e, para saber o que é a Tradição hoje, é preciso se voltar ao Magistério. O fundamentalismo católico, no entanto, pensa que a Tradição é um conjunto fechado de teses, com base nas quais se pode julgar também o papa de hoje e até declará-lo heterodoxo. 

Precisamente porque não existe nenhum livro chamado “A Tradição”, o fundamentalista constrói a tradição que ele mesmo prefere e se coloca no lugar do papa como a última instância para definir o que é a Tradição.

- Em geral, como o senhor definiria o fenômeno do fundamentalismo?

Introvigne: Eu acho que a metáfora do voo, usada por São João Paulo II no início da “Fides et Ratio”, é aceitável também para os sociólogos. Para voar, precisamos de duas asas, a fé e a razão. Se a asa da fé se hipertrofia e a fé engole a razão, o avião cai. É o fundamentalismo. Se a asa da razão se hipertrofia e engole a fé, temos o laicismo, e o avião cai do mesmo jeito.


- Hoje, também por causa da difusão das mídias sociais, acontecem ataques pesados contra ​ao Santo Padre, com tons que ultrapassam a mera discordância e chegam a acusá-lo até de compromisso com o mundo, de antipapa e não ser nem mesmo católico. São minorias barulhentas, são uma retaguarda “fixista”?

Introvigne: Eu diria que assistimos à manifestação aberta do fundamentalismo católico. Ele já existia antes e também criticava São João Paulo II (pensemos no encontro ecumênico de Assis) e Bento XVI. Mas avança mascarado, enquanto agora, com o papa Francisco, se manifesta abertamente. O Magistério nos diz tudo o que precisamos saber sobre o fundamentalismo: ele é uma perversão da religião e da fé. Ele também é tecnicamente subversivo, porque subverte a dinâmica, divinamente instituída, da autoridade da Igreja: tira a autoridade do papa com o pretexto de dar toda a autoridade à Tradição, representada no cabeça de turno desta ou daquela facção fundamentalista.

- Uma das características do fundamentalismo é o uso de violência física, muitas vezes impune, como infelizmente vemos em muitos países, a maioria na Ásia, mas não somente, e de maioria muçulmana (Paquistão, áreas dominadas pelo Estado Islâmico, Arábia Saudita, Irã), mas também nos lugares da preponderância hinduísta ou budista. Em princípio, essa violência é hoje muito menos forte no cristianismo e quase completamente ausente no catolicismo. Isto é uma simplificação ou corresponde a um valor real?

Introvigne: É um dado real. O catolicismo contém em si os anticorpos contra a violência. Você pode pensar em todos os males dos católicos fundamentalistas, mas não pode acusá-los ​​de violentos. Eles não são.

- Como sair do fundamentalismo? Há um modo em comum ou cada fé tem -"ou deveria ter" - a sua própria maneira de superá-lo?

Introvigne: O modo em comum foi indicado por São João Paulo II e foi dominante no Magistério de Bento XVI: nem separação, nem confusão, mas colaboração – na distinção – entre a fé e a razão. Cada religião, no entanto, tem a sua especificidade e precisa encontrar as formas de autocrítica e de superação do fundamentalismo.


Quinta, 15/10/2015 - Aleteia, Lucandrea Massaro / Postado por: Paulo Alves
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