Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/08/2018

“Queridos filhos,

Com amor materno os convido a abrirem os seus corações à paz, a abrirem os seus corações ao MEU FILHO, a cantar em seus corações o amor ao MEU FILHO, porque somente através deste amor chega a paz da alma.

Filhos MEUS, EU sei que vocês tem a bondade, sei que vocês tem o amor, o amor misericordioso. Mas, muitos dos MEUS filhos ainda tem os corações fechados, pensam que podem agir sem colocar os seus pensamentos ao PAI CELESTIAL que ilumina, diante do MEU FILHO que está sempre e novamente com vocês na EUCARISTIA e que deseja ouvi-los.

Filhos Meus, porque não falam para eles ? A vida de cada um de vocês é importante e preciosa porque é um dom do PAI CELESTIAL para a ETERNIDADE, por isso nunca se esqueçam de agradecê-LO e falar com ELE.

Eu sei, filhos MEUS, que para vocês é desconhecido aquilo que virá depois, porém quando chegar o “depois” de vocês, terão todas as respostas. O MEU amor materno deseja que vocês estejam prontos.

Filhos MEUS, com a vida de vocês coloquem sentimentos bons nos corações das pessoas que vocês encontrarem, sentimentos de paz, de bondade, de amor e de perdão. Através da oração escutem o que lhes diz o MEU FILHO e assim o façam.

Novamente os convido a rezarem pelos seus sacerdotes, por aqueles a quem o MEU FILHO chamou; lembrem-se que eles tem necessidade de orações e de amor.

Obrigada.”

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

Aprenda a rezar

Uma explicação clara, baseada na tradição da Igreja e na experiência dos santos. Vai perder?

Como fazer para rezar? Trata-se de uma dúvida comum. Os próprios discípulos de Nosso Senhor pediram que Ele lhes ensinasse como fazê-lo [1].

Importa, antes, ter em mente que crescer na vida de oração é crescer no amor. As pessoas, às vezes, acham que a oração consiste em não se sabe que espécie de elucubrações mentais ou intelectuais e acabam perdendo de foco o seu crescimento espiritual. Santa Teresa de Ávila diz, em seu livro Castelo Interior, que o que faz subir às moradas superiores é o amor: “Para aproveitar muito neste caminho e subir às moradas que desejamos, não está a coisa em pensar muito, senão em amar muito” [2].

A oração quer dizer, de acordo com a definição de São João Damasceno, a elevação da alma a Deus[3]. Para proceder à oração mental, também chamada de meditação, é possível cumprir o seguinte método, tradicionalmente recomendado pelos santos e místicos da Igreja.

Primeiro, é preciso preparar-se. A oração é um encontro entre o homem e Deus. Antes, porém, o próprio orante deve se encontrar consigo mesmo, apaziguando e acalmando os seus sentidos e as potências de sua alma. Para tanto, não são necessárias técnicas indianas ou transcedentais, mas tão somente alguns segundos, a fim de sair da agitação da rotina e tranquilizar-se. Depois, é importante colocar-se diante de Deus. Quando vão rezar, muitas pessoas começam a referir-se a Ele como a um terceiro e, ao invés de se encontrarem com Deus, acabam simplesmente por pensarem a Seu respeito

Ora, sem a presença sobrenatural, não há oração. Ao iniciar, pois, este encontro, o orante deve fazer um ato de fé na presença de Deus. Também se pode pedir à Virgem Maria ou ao anjo da guarda que o ajude neste momento de oração. O Opus Dei tem uma oração específica para antes das meditações:
“Meu Senhor e Meu Deus, creio firmemente que estás aqui, que me vês, que me ouves. Adoro-Te com profunda reverência. Peço-Te perdão dos meus pecados e graça para fazer com fruto este tempo de oração. Minha Mãe Imaculada, São José, meu Pai e Senhor, meu Anjo da Guarda, intercedei por mim.” [4]
Depois disso, o homem, primeiro com a sua faculdade cognitiva – a inteligência –, depois com o seu apetite racional – a vontade –, eleva a sua alma a Deus, propriamente. Iluminado pela luz da merarazão natural, o ser humano enxerga mal as coisas, como que tendo a sua visão limitada pela escuridão da noite; assistido pela luz sobrenatural, ao contrário, ele pode ver as coisas como em pleno dia. Por isso, é preciso começar pedindo a Cristo que ilumine a própria inteligência para compreender o mistério do Seu amor e da Sua bondade. Então, o orante deve escolher um mistério da vida de Cristo para contemplar – a Sua paixão, por exemplo –, até que, “ruminando”, por assim dizer, aquela verdade, o seu entendimento se ilumine e ele fique “alimentado” interiormente.

Depois de elevado o intelecto, importa elevar a Deus a própria vontade, da qual nascem, por exemplo, as paixões do amor e do ódio. Sim, na oração, é preciso amar e, ao mesmo tempo, odiar. Por exemplo, ao contemplar a paixão de Cristo, o orante deve tanto amar – com um ato de vontade, dizer: Senhor, Vós me amastes tanto, eu quero Vos amar de volta, entregar a minha vida – quanto odiar os seus pecados, que são a causa do sofrimento de Cristo – com um ato de contrição fervoroso, dizer: Eu detesto os meus pecados, que Vos mataram na Cruz, a minha miséria e ingratidão que Vos fez tanto mal. Estou cansado de não Vos amar. Eu quero Vos amar. Por isso, sento-me como um mendigo na soleira de Vossa porta: dai-me a graça de amar-Vos. A partir disso, então, ele pede a Deus as graças necessárias para amá-Lo, crescer nas virtudes etc.

Por fim, conclui-se a meditação com uma ação de graças e também alguns propósitos.

Quanto tempo se deve gastar nesta oração? O tempo que o orante dispuser para tanto. Santo Afonso Maria de Ligório recomenda aos iniciantes que não passem de meia hora neste exercício, para que não corram o risco de se enfadarem. É possível, no entanto, aumentar este tempo de meditação, à medida que a alma progride no amor. O melhor momento para fazê-la é depois da Sagrada Comunhão, quando Cristo, em Sua humanidade gloriosa, habita em si.

Quanto aos sentimentos, eles são apenas consequências corporais do que acontece na alma durante a oração. Não constituem, pois, a sua essência. Pode acontecer que, na meditação, a pessoa se emocione, sinta arrepios e queira chorar; essas coisas, todavia, nem sempre acontecem e não se deve ficar forçando a sua ocorrência, como se uma boa oração dependesse disso. Os dons carismáticos também não são necessários à oração; tratam-se de graças gratis datae, isto é, dadas de graça. Vêm, portanto, quando Deus quer.

Atente-se, por último, que o caminho e as recomendações aqui indicados não são específicos para determinado grupo ou determinado movimento; são para todos os católicos. À margem os sentimentos, a oração consiste essencialmente na elevação do coração humano a Deus, com a sua faculdade cognitiva e apetitiva, intelecto e vontade. Acolhamos, pois, o imperativo da divina liturgia: “Sursum corda – Corações ao alto!”



Referências:

  1. Cf. Lc 11, 1
  2. Moradas, IV, 1
  3. Cf. Catecismo da Igreja Católica, 2559
  4. Seleta de Orações. São Paulo: Cultor de Livros, 2011. p. 18

Por: Pe. Paulo Ricardo


Quinta, 17/09/2015 - Fonte: Aleteia / Postado por: Paulo Alves.
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