Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/02/2018

Queridos filhos !

Vocês a quem o MEU FILHO ama, vocês a quem EU amo imensamente com o MEU AMOR MATERNO, não permitam que o egoísmo e o amar muito a si mesmo reinem no mundo. Não permitam que o amor e a bondade fiquem escondidos. Vocês que são amados, vocês que conheceram o AMOR do MEU FILHO, lembrem-se que ser amado significa amar. Filhos MEUS, tenham fé: quando vocês tem fé, vocês são felizes e difundem a paz. As suas almas exultam de alegria. Nestas almas está o MEU FILHO: quando se doam pela fé, quando se doam pelo amor, quando fazem o bem ao próximo, o MEU FILHO sorri em suas almas. Apóstolos do MEU AMOR, ME dirijo a vocês como MÃE, os reúno em torno de MIM porque desejo conduzí-los no caminho do AMOR e da FÉ, no caminho que leva até a LUZ DO MUNDO. EU estou aqui pelo AMOR e pela FÈ; porque desejo abençoá-los, porque EU desejo, com a MINHA BENÇÂO MATERNA, dar a vocês força e esperança no seu caminho. Porque a estrada que conduz ao MEU FILHO não é fácil, é cheia de renúncias, de dar-se, do sacrifício, do perdão e muito, muito amor mas este caminho conduz à paz e à alegria. Filhos MEUS, não acreditem nas vozes falsas que falam de coisas falsas e de luzes falsas: vocês, filhos MEUS, voltem para a SAGRADA ESCRITURA. Com imenso amor EU os vejo e, PELA GRAÇA DE DEUS, EU ME MANIFESTO A VOCÊS. Filhos Meus, caminham COMIGO. Que as almas de vocês exultem de alegria.

Obrigada.

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

O que é heresia? Dois exemplos iniciais

 Infelizmente ou necessariamente, no decorrer da história da Igreja, muitas vezes ocorreram divisões e separações na Igreja, por vários motivos, gerando novas comunidades confessionalmente cristãs, inclusive devido a uma compreensão equivocada de determinados elementos da doutrina cristã. Por causa disso, aos poucos, surgiu a problemática da heresia como também do cisma e da apostasia. Mas qual seria a diferença entre estes termos?

O Código de Direito Canônico que rege a tradição da Igreja, promulgado no dia 25 de janeiro de 1983 pelo papa João Paulo II, no Cân. 751 diz: 

“Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deva crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela; apostasia, o repúdio total da fé cristã; cisma, a recusa de sujeito ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos”.

Vemos neste trecho que a heresia tem relação com uma postura de se negar ou de se duvidar de maneira persistente e contínua alguma verdade de fé ensinada pela Igreja como algo divinamente revelado. Enquanto a apostasia configura um abandono total da fé cristã. E o cisma uma rejeição explícita da autoridade papal.

Desde os primórdios do cristianismo a Pessoa e o exemplo de vida de Jesus de Nazaré sempre geraram certo desafio de compreensão. Num primeiro momento a fé no Mistério da Encarnação gerava certo escândalo para alguns. Como o Deus criador e onipotente poderia ter se tornado humano assumindo tal realidade com suas fragilidades, como a fome, o sofrimento, a morte?

Conceber Jesus de Nazaré como alguém que tivesse uma dimensão tanto humana quanto divina parecia algo inconcebível para muitos judeus.

Nesse contexto surgiram duas correntes religiosas que expressam bem a dificuldade que alguns tinham de conciliar o humano e o divino na Pessoa de Jesus Cristo, aparecendo assim os primeiros desvios da fé cristã. Por um lado, temos o docetismo, que relativizava ou negava profundamente a humanidade em Cristo, – seu nascimento, sua paixão, enfim a realidade concreta da Encarnação. Jesus teria assumido o humano de forma aparente e não real.

Por outro lado, encontramos o ebionismo, no extremo oposto. Para este, reconhecer tanto a divindade quanto a humanidade em Cristo feriria a fé monoteísta. Assim, na perspectiva ebionista, Jesus foi apenas um grande homem e profeta que no momento de seu batismo recebeu a Força de Deus, mas não era Deus.

Esses dois modos de conceber a Pessoa de Cristo não foram aceitos na comunidade cristã. São João Evangelista e a tradição joanina salienta continuamente que o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Há uma afirmação contínua do realismo da Encarnação nos textos joaninos, tanto no Evangelho como na primeira Epístola de São João.

Santo Inácio de Antioquia (séc.s I-II) foi um grande bispo e Padre da Igreja, isto é, um importante escritor do período antigo que colaborou profundamente na elaboração da doutrina cristã e na sua defesa. Sofreu o martírio em Roma por amor a Cristo e sempre defendeu uma cristologia que afirmasse tanto a humanidade quanto a divindade de Cristo. Na sua Carta aos Efésios (7,2), ele diz: “Existe apenas um médico, carnal e espiritual, gerado e não gerado. Deus feito carne, Filho de Deus e Filho de Maria Virgem, Vida verdadeira na morte, Vida primeiro passível e agora impassível, Jesus Cristo Nosso Senhor”. 

Percebemos, desta maneira, que desde o início da Igreja já havia uma fé clara no Mistério de Cristo como Deus e homem, e uma postura de recusa a qualquer pensamento que negasse este dado da Revelação.
 
 Esta é a primeira parte de uma série de postagens relacionadas entre si, adaptadas do conteúdo do recém-lançado (e precioso) opúsculo do Prof. Dr. Joel Gracioso, “Heresias: tão antigas e tão novas” (Kenosis; DDM, 2015), que publicaremos em capítulos, rezando e pedindo a Nosso Senhor que renove, nos corações dos homens, o amor sincero pela Verdade.
 
Fonte:
GRACIOSO, Joel, Heresias: tão antigas e tão novas. São Paulo: Kenosis; DDM, 2015, pp. 8-11.
 
Sábado, 01/08/2015 - Fonte: O Fiel Católico / Postado por: Paulo Alves
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