Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/07/2017

“Queridos filhos, os agradeço porque responderam ao Meu chamado e porque se reuniram em torno de Mim, em torno da Sua Mãe Celestial. Eu sei que pensam em Mim com amor e esperança. Eu sinto o amor de cada um de vocês, como também a sede do Meu Amadíssimo Filho, que por meio do Seu Amor Misericordioso, sempre e novamente Me envia até vocês. Ele que era homem e Deus Uno e Trino. Ele que por causa de vocês sofreu com o corpo e com a alma. Ele que se fez pão para dar pão às suas almas, para poder salvá-las.

Meus filhos, os ensino como serem dignos do Seu Amor, para poderem dirigir os seus pensamentos a Ele, para poderem viver o Meu Filho. Apóstolos do Meu Amor, os envolvo com o Meu Manto porque como Mãe desejo salvá-los.

Os peço: rezem pelo mundo inteiro. O Meu Coração sofre. Os pecados se multiplicam, são muitos. Mas com a ajuda de vocês, vocês que são humildes, cheios de amor, escondidos e santos, o Meu Coração triunfará. Amem o Meu Filho acima de tudo, e o mundo inteiro por meio Dele.

Não esqueçam nunca que cada irmão seu leva em si algo de precioso: a alma. Por isso, Meus filhos, amem a todos aqueles que não conhecem o Meu Filho, para que por meio da oração e do amor que vem da oração, eles possam tornarem-se melhores, a fim de que a bondade neles possa vencer, para poder salvarem as almas e terem a Vida Eterna.

Meus Apóstolos, Meus filhos, o Meu Filho pediu que amassem uns aos outros; que isto esteja escrito em seus corações e com a oração comecem a viver este amor.

Obrigada.

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

Se queres, podes limpar-me...

EVANGELHO DO DIA 15/02/2015 - Marcos: Mc 1,40-45

Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero: fica curado!”. No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. Então Jesus o mandou logo embora, falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade; ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.
 
- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!    


COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Querer é poder? Não para nós. Só para Deus. O que está ao nosso alcance é a atitude do leproso deste Evangelho, que faz uma aposta no querer de Deus e se abandona plenamente ao toque de suas mãos.
 
É fácil? Não. É difícil? Também não. É uma questão de fé, não de humano esforço. E existem vários níveis de fé. Se entro em um ônibus, faço um ato de fé no motorista. Se sofro uma cirurgia, faço um ato de fé no anestesista e no cirurgião. Trata-se de uma atitude de abandono que realizamos como algo inevitável.
 
É diferente a fé do leproso. No caso dele, a única inevitável era a certeza de seu mal, a realidade de sua exclusão social, a fatalidade de seu destino. No entanto, pulsa em seu íntimo uma força que supera toda limitação da natureza humana. Quando Jesus se referiu a esta força, afirmou que ela poderia transportar montanhas (cf. Mt 17,20).
 
No mínimo, este Evangelho poderia ensinar-nos o segredo da oração cristã. Levando em conta não as nossas forças, mas o poder e a bondade daquele a quem nos dirigimos, nossa oração se torna onipotente.
 
Eis a reflexão de Pascásio Radbert [785-860 d.C.]:
 
“Este leproso nos dá excelente conselho sobre a maneira de rezar. Ele não põe em dúvida a vontade de Senhor, como se recusasse crer em sua bondade, mas, consciente da gravidade de suas faltas, não quer presumir essa vontade. Quando diz que o Senhor, se o quiser, pode purificá-lo, ele faz bem em afirmar desse modo o poder que pertence ao Senhor, bem como sua fé inquebrantável. É que, para obter uma graça, requer-se a fé pura e verdadeira, tanto quanto a atuação do poder e da bondade do Criador.
 
A fé pura, vivida no amor, mantida pela esperança, paciente na espera, humilde em sua afirmação, firme na confiança, cheia de respeito em sua oração e de sabedoria naquilo que pede, está certa de ouvir, em toda circunstância, esta palavra do Senhor: ‘Eu o quero!’
 
Tendo presente ao espírito esta resposta admirável, nós devemos reagrupar as palavras segundo o seu sentido. Assim, o leproso disse para começar: ‘Senhor, se queres...’, e o Senhor: ‘Eu o quero’. Tendo o leproso acrescentado: ‘Tu podes limpar-me’, o Senhor ordenou com o poder de sua palavra: ‘Sê limpo!’ Verdadeiramente, tudo que o pecador proclamou em uma autêntica confissão de fé, a bondade e o poder divinos logo o realizaram por graça.”
 
Pausa para reconhecer: não é verdade que rezamos pouco? Não é verdade que não esperamos muito de Deus? Não é verdade que a certeza de nossa falta de méritos trava nossa oração, como se Deus fosse médico só para os sadios?
 
Bendito leproso, que acredita mais no Médico que em sua própria lepra!
 
Orai sem cessar: “Lava-me, Senhor, de toda a minha culpa!” (Sl 51,4)


Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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