Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/09/2018

Queridos filhos,

As Minhas palavras são simples, mas repletas de amor materno e de preocupação. Filhos MEUS, sobre vocês se alargam sempre mais as sombras das trevas e do engano, Eu os chamo em direção a luz e a verdade, Eu os chamo na direção de Meu Filho. Somente Ele pode converter o desespero e a dor em paz e serenidade, somente ELE pode dar esperança nas dores mais profundas. O MEU FILHO é a VIDA do mundo, e quanto mais O conhecerem, mais se aproximarão DELE e mais O amarão porque o MEU FILHO é AMOR e o AMOR muda tudo.

ELE torna maravilhoso também aquilo que sem amor pareça para vocês insignificante. Por isso novamente os digo que vocês devem amar muito se desejarem crescer espiritualmente. EU sei, apóstolos do MEU AMOR, que não sempre fácil, porém, filhos MEUS, também as estradas dolorosas são caminhos que levam ao crescimento espiritual, à fé e ao MEU FILHO.

Filhos MEUS, rezem, pensem em MEU FILHO durante todos os momentos do dia, elevem as suas almas até ELE e EU recolherei as suas orações como flores do jardim mais belo e as darei de presente ao MEU FILHO.

Sejam realmente apóstolos do MEU AMOR, deem a todos o AMOR de MEU FILHO, sejam jardins com as flores mais belas.

Com a oração ajudem os seu sacerdotes para que possam ser pais espirituais cheios de amor para todos os homens.

Obrigada.

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

Fazei o que ele vos disser

Evangelho do dia 12/10/2014 - João 2,1-11

Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.

Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.


O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!” Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele. 

- Palavra da Salvação.
- Gloria a vós Senhor!


Comentário do Evangelho

Com o episódio das bodas de Caná, João quer afirmar que Jesus é o novo e verdadeiro esposo da humanidade. De fato, o simbolismo do matrimônio foi amplamente empregado no Antigo Testamento para conotar o relacionamento entre Deus e seu povo (Os 2,16-25; Is 1,21-23; 49,14-26 etc.). O próprio João Batista apresenta Jesus como o esposo (1,15.27.30; cf. 3,29). O texto, portanto, deve ser entendido simbolicamente. Partindo de uma festa de casamento num povoado, o evangelista monta um texto no qual Jesus é apresentado como esposo definitivo da humanidade, o único capaz de trazer vinho novo e insuperável. O vinho é símbolo do amor (cf. Ct 1,2) e sua abundância está associada à vinda do Messias. Outro detalhe importante: seguindo a contagem dos dias mencionados em 1,19-51, o episódio de Caná acontece no “sexto dia” da primeira semana simbólica do Evangelho de João. Esse detalhe é importante pois, de acordo com Gn 1,26ss, a humanidade surgiu no sexto dia da criação. Em Caná, portanto, irá nascer “a nova humanidade”, esposa de Jesus, “o novo e definitivo esposo” que traz o vinho do amor insuperável. Todavia, a “hora” desse “vinho” ainda não chegou. Chegará na cruz (19,30.34).

O episódio está dividido em duas partes: vv. 1-5 e vv. 7-10. O v. 6, que descreve as talhas vazias, funciona como eixo de todo o episódio e separa as duas partes. Na primeira, temos uma introdução (vv. 1-2) e a intervenção da mãe de Jesus, nomeada três vezes (vv. 1.3.5). Na segunda (vv. 7-10), a figura central é o mestre-sala, também ele nomeado três vezes (vv. 8-9). Jesus e os serventes são como que o fio condutor de todo o episódio. Aparecem tanto na primeira parte quanto na segunda. O v. 11 é a interpretação do fato.

a) Vv. 1-5: A mãe de Jesus é a personificação da fidelidade a Deus

Após a indicação do tempo e lugar em que é celebrado o casamento (não se trata de pura indicação cronológico-geográfica, mas teológica), o evangelista acrescenta: “a mãe de Jesus estava lá” (v. 1) Com isso João quer dizer que ela pertence à antiga Aliança. E o seu papel será esclarecido nas ações que ela cumpre a seguir.

O v. 2 põe em cena Jesus. O Messias é convidado a participar da Aliança antiga. Entrando em cena, põe em ação um movimento irreversível. O vinho, sinal da alegria e do amor conjugal (cf. Ct 1,2; 7,10) vem a faltar na festa de casamento (v. 3). Isso significa que a alegria e o amor devem ser recriados pelo Messias, o novo esposo da humanidade.

A intervenção da mãe de Jesus tem dois aspectos: por um lado mostra a Jesus que “eles não têm mais vinho” (v. 3; estava lá mas toma distância) e, por outro, dá ordem aos serventes: “façam tudo o que ele mandar” (v. 5; não apenas toma distância, mas estimula a buscar o novo que vem a obediência a Jesus). A mãe de Jesus personifica aqui todos os que conservaram a fidelidade a Deus e a esperança em suas promessas. Ela constata que os que não aderem a Jesus “não têm mais vinho”. Para superar esse impasse é preciso aceitar Jesus como Messias, o esposo da comunidade e da humanidade: “Façam tudo o que ele mandar”.

Estranho é o fato de Jesus se dirigir a sua mãe com o apelativo “mulher”. Essa forma de tratamento não se encontra no Antigo Testamento e nem na literatura rabínica. Por isso somos levados a considerar essa mulher como figura simbólica, que supera a individualidade. É a mãe/israel. Jesus faz-lhe ver a necessidade de romper com o passado (ela pertence à antiga Aliança). Jesus não é um a mais, e sim o definitivo, o único, aquele que traz a novidade radical. Essa novidade está ligada à “hora” de Jesus (v. 4; cf. 7,30; 8,20; 12,23.27; 17,1), que será a sua morte na cruz. Nesse sentido, o primeiro sinal (Caná) já aponta para o grande sinal do Evangelho de João: Jesus que dá a vida porque ama até às últimas consequências do amor.

A sequencia do episódio é interrompida pela descrição das seis talhas de pedra destinadas à purificação dos judeus (v. 6). Em torno dessa descrição, João reforça, por contraste, o papel de Jesus enquanto Messias e esposo. As talhas são de pedra (isso evoca as tábuas da Lei) e são seis (as seis festa judaicas relatadas no Evangelho de João, frias, manipuladas e desligadas da vida). As talhas eram destinadas à purificação (conceito que torna difícil o relacionamento com Deus, distanciando-o; um deus que precisa ser “aplacado” com purificações). Estavam vazias (não são capazes de restaurar o relacionamento com Deus). Além disso, o número seis denota provisoriedade, e não obstante as talhas possam conter muito (mais ou menos cem litros cada uma), são ineficazes (estão vazias).

b) Vv. 7-10: Dando o melhor vinho, Jesus se revela o esposo da humanidade

Jesus manda encher as talhas com água. Assim ele passa a oferecer a nova “purificação”, que não irá depender da Lei, pois as talhas não irão conter o vinho novo (observe o que diz o v. 9b: “Os que serviam estavam sabendo, pois foram eles que tiraram a água). A segunda ordem de Jesus: “Agora tirem e levem ao mestre-sala” (v. 8a) confere sentido e valor ao casamento, isto é, ao relacionamento entre Deus e a humanidade. Esse relacionamento íntimo tem como única razão de ser o amor total e a fidelidade plena, representados pelo vinho novo e abundante (mais de seiscentos litros!) que o Messias-esposo oferece.

O mestre-sala é símbolo dos que não reconhecem o dom messiânico que Deus faz em Jesus, o Messias-esposo da humanidade. Ele prova o vinho, constata que há novidade radical no que é apresentado, mas atribui o fato ao noivo: “Você guardou o vinho bom até agora” (v. 10). Não reconhece que, no projeto de Deus, o melhor vem depois, isto é, com Jesus.

c) V. 11: O sinal manifesta a glória de Jesus

O evangelista afirma que em Caná Jesus deu início a uma série de sinais. O sinal de Caná é o protótipo dos demais que se seguirão. Eles têm dupla finalidade: 1. Manifestar a glória de Jesus, isto é, fazer ver que Deus condensou nas palavras e ações do Filho todo o seu projeto de amor fiel (1,14), desde o início até a “hora” de Jesus (17,1). Jesus é a glória de Deus, ou seja, a revelação e mediação últimas do amor sem limites de Deus; 2. Conferindo credibilidade a Jesus enquanto mediador do amor divino, os sinais visam a suscitar a fé dos discípulos que acolhem Jesus e se comprometem lealmente com ele: “seus discípulos acreditaram nele” (v. 11b).

d) Quem é a esposa do Messias-esposo?

Lendo o episódio das bodas de Caná (palavra que significa “adquirir”), percebe-se logo o engano em que caiu o mestre-sala: crê que o melhor vinho tenha sido oferta do noivo. O leitor do evangelho e os serventes sabem muito bem que Jesus é quem dá o vinho novo – o amor sem limites –, pois ele é o Messias-esposo da humanidade. A mensagem, contudo, vai além. O episódio mostra também quem é a esposa do Messias-esposo: ela está representada na “mulher”, a mãe de Jesus (que por sua vez representa o ISRAEL que reconheceu o Messias), nos serventes que sabem de onde vem o vinho novo (v. 9) e que obedecem a Jesus e nos discípulos que acreditam nele (v. 11b). É assim que o Messias-esposo vai conquistando/adquirindo (“Caná”) para si uma esposa.


Vida Pastoral nº 250 ©Paulus 2006
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