Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/09/2017

Queridos filhos !

Quem melhor do que EU poderia falar para vocês do Amor e da existência do MEU FILHO ?

Vivi com ELE, EU sofri com ele, vivendo a vida terrena, EU provei da dor porque era MÃE.

MEU FILHO amou com pensamentos e obras o PAI CELESTIAL, o DEUS VERDADEIRO, e como ME dizia veio para redimi-los. EU escondi a minha dor com o amor. Vocês, filhos MEUS, tem numerosas perguntas, não compreendem a dor, não compreendem que através do Amor de Deus devem aceitar a dor e suportá-la. Todas as pessoas provam-na em maior ou menor medida, mas com a paz na alma e em estado de graça a esperança existe.

Este é o MEU FILHO, DEUS, nascido de DEUS. As SUAS PALAVRAS são sementes de Vida Eterna e semeadas nas boas almas produzem muitos frutos.

MEU FILHO suportou a dor porque tomou para si os pecados de vocês.

Por isso vocês, filhos MEUS, Apóstolos do MEU Amor, vocês que sofrem, saibam que as suas dores se tornarão luz e glória.

Filhos MEUS, enquanto vocês suportam a dor o CÉU entra em vocês, e em todos em torno de vocês é dado um pouco de Céu e muita esperança !

Obrigada !

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

JESUS E A PALAVRA

Com a chegada do mês de setembro, tantas comunidades se reúnem em torno da bíblia para ler, estudar e orar. O costume de dedicar um mês ao Livro Sagrado é costume tipicamente brasileiro. A escolha do mês de setembro ao invés de qualquer outro mês do ano se deve ao fato que no final deste, no dia 30 mais especificamente, celebramos a memória de São Jerônimo. Este santo viveu no século V e dedicou sua vida ao estudo e tradução dos textos sagrados. A ele foi dada a importante tarefa de atualizar a tradução da bíblia do latim, já que na época existiam tantas versões. Para poder beber nas fontes originais, este gênio viajou a Terra Santa, aprendeu as línguas necessárias a essa árdua tarefa e não se furtou nem mesmo o interesse de fazer amizades com os rabinos para que o ajudassem nessa obra. Concluído o importante trabalho esta versão ficou conhecida como a Vulgata, ou seja, uma tradução destinada a todos aqueles que podiam ler.
Nenhum de nós pode negar a importância do texto sagrado em nossa vida eclesial. Ela acompanha tantas celebrações, é presença obrigatória nos sacramentos administrados, muitas vezes é lida no inicio de nossas reuniões e atividades. Existe um interesse da parte dos fiéis de ler e conhecer mais a bíblia, basta pensar nos numerosos inscritos aos cursos que são oferecidos, mesmo quando isso não se traduz numa perseverança efetiva. Em nossa diocese temos a alegria de contar com o CEBI que durante muitos anos tem trabalhado, semeando o estudo da Palavra de Deus em tantos lugares e comunidades.
O texto sagrado é o sinal tangível desse amor de Deus por nós. Quando alguém está com problemas, geralmente a primeira atitude é aquela de fechar-se e cortar qualquer tipo de comunicação com os outros. Quando alguém ama, a comunicação se torna consequência e sinal de abertura e totalidade. Quando Deus fala através do texto sagrado, é um sinal de que Ele nos ama, que nos deseja falar, comunicar o seu amor. E como é belo perceber que a Palavra de Deus escrita tem essa capacidade de falar no profundo do coração, de tocar a intimidade das pessoas e de assim corrigir, consolar e falar à humanidade de todos os tempos.
Esse amor à Bíblia, não deve, porém, fazer-nos esquecer de que esta não é a única fonte de nossa fé. Muitos ficam angustiados quando algumas coisas não estão explicitamente escritas na bíblia. E colocam em dúvidas essas ideias e afirmações. Alguns entendem que devem imitar pessoas de outras denominações religiosas que sabem até de cor textos inteiros da bíblia e que diante de qualquer argumentação são rápidos em citar um sem número de versículos e trechos. Pensando que a verdade de uma afirmação está na quantidade de versículos citados.
O uso do texto sagrado em disputas inúteis para provar qual é a verdadeira fé tornou-se uma mania quase obsessiva e transformou a Palavra de Deus em instrumento de desentendimentos e separações, de brigas doutrinais e de agressões mútuas, nada mais contrário ao sonho de Jesus. Como livro composto a partir de tantos textos em culturas e em momentos diversos da história, faz da bíblia um texto de uma riqueza inestimável, mas também instrumento facilmente manipulável. Qualquer estudioso do texto sagrado sabe muito bem que com conhecimentos básicos e qualquer artimanha se pode juntar conjuntos de versículos para justificar quase qualquer tipo de ideia e afirmação.
Na verdade, pode parecer até estranho, contudo a Palavra de Deus é muito mais do que aquilo que nós encontramos no texto escrito. O último versículo do evangelho de João (21, 25) diz claramente: “Restam muitas outras coisas feitas por Jesus. Se quiséssemos escrevê-las uma por uma, penso que os livros escritos não caberiam no mundo”. Então, o próprio evangelista afirma que existem muitas coisas que não estão escritas. Por isso, que quando dizemos que a nossa religião é católica e APOSTOLICA, estamos exatamente afirmando que à base de nossa fé se encontra o testemunho dos apóstolos. E algumas coisas desse testemunho foram escritas e transmitidas na bíblia e outras não. Sendo assim, cada vez mais devemos recuperar essa dimensão apostólica de nossa fé, para resistirmos à tentação de biblicismo, que seria virar uma religião do livro, ou seja aonde tudo tem de ser escrito senão seria mentira.
A Palavra de Deus é muito mais ampla. Ela é Jesus! Cristo é a Palavra de Deus e dentro daquilo que Ele revelou, algumas coisas foram escritas e outras foram transmitidas oralmente é o que chamamos de Tradição. Talvez alguém poderia objetar: mas se não está escrito como podemos saber que seja verdadeiro. Em primeiro lugar o conjunto de ensinamentos que nos chegaram através da Tradição, não pode está em contraste com a bíblia: a Palavra oral não pode existir em dissonância daquela escrita. E outro instrumento valiosíssimo para discernir essa Palavra é o Magistério da Igreja que ao longo dos séculos lê e interpreta legitimamente esse tesouro da nossa fé.
Sendo assim as fontes da nossa fé se encontram na Bíblia (Palavra de Deus escrita) e na Tradição (Palavra de Deus oral) que é legitimamente interpretada pelo Magistério da Igreja. Isso em nada diminui a importância dos Textos Sagrados que constituem uma riqueza para a nossa fé. Conhecer essa Palavra é fonte de renovação para a nossa pastoral.

Fonte: jcenews
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