Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/10/2017

Queridos filhos,

Falo a vocês como MÃE, com palavras simples mas cheias de amor e de preocupação, que ME foram confiados por MEU FILHO. É ELE que, do ETERNO PRESENTE, fala a vocês com palavras de vida e semeia o amor nos corações abertos, Por esta razão os peço, apóstolos do MEU AMOR, tenham os corações abertos, sempre prontos à misericórdia e ao perdão.

Pelo MEU FILHO, perdoem sempre ao próximo porque assim vocês terão a paz. Filhos MEUS, preocupem-se com a alma de vocês porque é a única coisa que pertence a vocês realmente. Vocês se esqueceram da importância da família.

A família não deveria ser lugar de sofrimento e de dor mas local de compreensão e de ternura. As famílias que vivem segundo o MEU FILHO, vivem em amor recíproco.

Quando o MEU FILHO era ainda pequeno, ELE ME dizia que todos os homens são SEUS irmãos; por isso lembrem-se, apóstolos do MEU AMOR, que todos os homens que vocês encontrarem são família, irmãos pelo MEU FILHO.

Meus filhos, não gastem seu tempo pensando sobre o futuro, se preocupando. Que sua única preocupação seja viver bem cada momento de acordo com MEU FILHO. Lá está – paz para vocês!

Filhos MEUS, não esqueçam nunca de rezar pelos seus sacerdotes. Rezem para que possam aceitar todos os homens como seus próprios filhos e segundo o MEU FILHO, sejam pais espirituais. Obrigada.


OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

Servir, atitude básica do ser humano

“Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve!” (Lc. 22,27)

Quando o tema é Igreja, um dos pontos essenciais que deve permear nossas reflexões é o do SERVIÇO. Servir é uma das atitudes básicas do ser humano. Uma pessoa sadia não tem grandes dificuldades de sair de si mesmo e ir ao encontro das necessidades dos outros (alteridade). Nessa tarefa, todos nós podemos colaborar pois, como nos diz um ditado popular: “Ninguém é tão rico que não necessite de algo e ninguém que seja tão pobre que não tenha algo para dar”.
A Igreja é servidora por excelência. Diante da acusação de alguns intelectuais de que a Igreja está fechada em si mesma, que ela se auto-promove perante  o mundo,  gostaríamos de frizar que  o objetivo da Igreja não é ela mesma mas o anúncio de Cristo e de sua Salvação oferecida a todos os homens. A Igreja também luta pela promoção e dignidade do ser humano, bem como pelo resgate dos valores inerentes  à vida humana, principalmente em uma sociedade como a nossa em quem tais valores são negados.
Ao refletir sobre o serviço na Igreja precisamos começar falando do fundamento da Igreja, o próprio Cristo Jesus. Foi ele quem por primeiro, através de seus gestos e palavras, manifestou seu profundo amor ao próximo quando, desprendo-se de si, colocava-se em  atitude de acolhimento e serviço a todos aqueles enfermos e atormentados que com o coração sincero o procuravam. “ Eu vim  para que tenham vida , e a tenham em abundância” ( Jo 10,10) .
Para melhor enfatizar com deveria ser vivenciado pelos seus seguidores o amor-ágape, o amor-serviço, antes de sua Paixão em que se entregaria  totalmente por amor aos homens, num gesto profético e de grande significado, Jesus que é  Mestre e Senhor coloca-se como SERVO de todos e lava os pés de seus discípulos. “ Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer  a mesma coisa que eu fiz. Se vocês compreenderem isso e o puserem em prática, serão felizes.” (Jo 13, 15-17).
A Igreja aprendeu do próprio Cristo que é preciso se colocar a disposição dos homens, ir ao encontro de suas necessidades levando a todos a salvação e a esperança, principalmente nos momentos de maiores dificuldades. Com Cristãos não podemos ficar indiferentes diante dos sofrimentos alheios. “ As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”. (Gaudium et Spes 1.)
Enquanto estrutura viva e dinâmica, a  Igreja possui vários serviços, carismas e ministérios; há graus maiores e menores quanto a responsabilidade, há serviços e funções abertas aos leigos (catequese, piedade, promoção humana e social) e outras reservadas apenas aos membros da hierarquia (sacramentos da Eucaristia e Reconciliação). Na hierarquia eclesiástica há os que zelam  pela unidade dos cristãos, guardam a moral e os costumes e a fé apostólica (bispos); há aqueles que anunciam a Palavra ( presbíteros); os que servem o altar e se colocam a serviço da caridade (diáconos).
É bom lembrar que a dignidade do cristão não está na função ou ministério que desempenha, mas no Batismo. Por meio do batismo somos incorporados à Cristo e à sua Igreja e, com nossas vidas, colaboramos para a edificação do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja. Como nos diz um sábio sacerdote próximo de nós, “Na Igreja ninguém é insubstituível, porém todos são indispensáveis”.
Diante da grande variedade de ministérios na Igreja, como estamos refletindo especificamente sobre o serviço, gostaríamos de falar um pouco sobre os diáconos, visto que o serviço é a marca principal de seu ministério. Segundo a Constituição Dogmática Lumem Gentium , os diáconos “servem o povo de Deus na diaconia da  liturgia, da palavra e da caridade. O diácono deve administrar solenemente o batismo, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar o matrimônio, levar o Viático aos moribundos, ler a Escritura aos fiéis, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e às orações dos fiéis, administrar os sacramentais, oficiar exéquias e enterros”. (LG 73). São Policarpo de Esmirna ainda exorta os diáconos para que no seu ministério: “ Misericordiosos e diligentes, procedam de harmonia com a verdade do Senhor que se fez servidor de todos”.
Servir é vocação de todo homem, principalmente dos que levam o nome de cristãos. Como Igreja devemos servir a humanidade anunciando ao mundo Cristo e seu Reino. Através de nossas vidas,  precisamos testemunhar a presença amorosa e salvadora de Deus que sempre vem ao encontro de seus filhos e nunca os abandona.

Pe. Paulo Sérgio Carlos OCC
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