Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/07/2017

“Queridos filhos, os agradeço porque responderam ao Meu chamado e porque se reuniram em torno de Mim, em torno da Sua Mãe Celestial. Eu sei que pensam em Mim com amor e esperança. Eu sinto o amor de cada um de vocês, como também a sede do Meu Amadíssimo Filho, que por meio do Seu Amor Misericordioso, sempre e novamente Me envia até vocês. Ele que era homem e Deus Uno e Trino. Ele que por causa de vocês sofreu com o corpo e com a alma. Ele que se fez pão para dar pão às suas almas, para poder salvá-las.

Meus filhos, os ensino como serem dignos do Seu Amor, para poderem dirigir os seus pensamentos a Ele, para poderem viver o Meu Filho. Apóstolos do Meu Amor, os envolvo com o Meu Manto porque como Mãe desejo salvá-los.

Os peço: rezem pelo mundo inteiro. O Meu Coração sofre. Os pecados se multiplicam, são muitos. Mas com a ajuda de vocês, vocês que são humildes, cheios de amor, escondidos e santos, o Meu Coração triunfará. Amem o Meu Filho acima de tudo, e o mundo inteiro por meio Dele.

Não esqueçam nunca que cada irmão seu leva em si algo de precioso: a alma. Por isso, Meus filhos, amem a todos aqueles que não conhecem o Meu Filho, para que por meio da oração e do amor que vem da oração, eles possam tornarem-se melhores, a fim de que a bondade neles possa vencer, para poder salvarem as almas e terem a Vida Eterna.

Meus Apóstolos, Meus filhos, o Meu Filho pediu que amassem uns aos outros; que isto esteja escrito em seus corações e com a oração comecem a viver este amor.

Obrigada.

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

A banalidade do mal

Este mês, o mundo recorda os quase 70 anos do dia em que a humanidade perdeu sua inocência e viu o lançamento da primeira bomba atômica, no caso, jogada pelo governo dos Estados Unidos da América sobre a população de Hiroshima (no dia 06 de agosto de 1945). Dois dias depois outra bomba norte-americana caía sobre a cidade de Nagazaki, ambas no Japão. No Ocidente, os meios de comunicação divulgaram a noticia de que esse era o único modo de acabar com a guerra. No entanto, desde dois meses antes, no dia 06 de junho, as tropas aliadas tinham conquistado a Normandia e vencido o exército alemão, o que levou à rendição de Hitler e ao fim da guerra na Europa.
A quase indiferença com a qual, naquele momento, a maior parte das nações encarou a destruição das duas cidades, a morte de milhares de pessoas inocentes e as consequências da radiação sobre as gerações seguintes só pode ser compreendida se se toma consciência do racismo ocidental em relação aos orientais. Além disso, sem dúvida, uma cultura de convívio com a morte conduz as pessoas a acharem menos horrível o sofrimento dos outros, principalmente se estão distantes. Alguns anos depois, em Jerusalém, ocorria o julgamento de Adolf Eichmann, o oficial nazista que organizava o transporte dos judeus para os campos de extermínio. A imprensa havia descrito Eichmann como uma espécie de cérebro monstruoso do mal. Como correspondente da revista New Yorker, a filósofa judia Hannah Arendt assistiu ao julgamento de Eichmann e sobre isso publicou o livro que escandalizou muita gente. O livro se intitula: "A banalidade do mal”.
Ao contrário do que dizia a opinião pública, ela afirmou: "Eichmann era um homenzinho insignificante e medíocre, cuja única característica notável era não pensar e não dar o menor sinal de uma autêntica personalidade própria, nem de direita, nem de esquerda e não estar ligando para o bem ou para o mal”. Quanto mais ela o entrevistava, mais se dava conta: era impossível conversar com ele, não porque ele mentisse, mas simplesmente porque não tinha pensamento próprio. Repetia frases prontas e argumentos que aprendeu no exército nazista. Segundo ele, a responsabilidade do que fez não era sua e sim dos chefes que lhe mandaram matar judeus. E isso é que foi grave porque, ao não se dar o trabalho de pensar, ele cometeu um verdadeiro genocídio e se tornou responsável pelo sofrimento e pela morte de milhões de pessoas.
Por revelar essa banalidade do mal e por revelar que algumas organizações judaicas também colaboraram com o nazismo, Hannah Arendt sofreu muitas pressões e incompreensões. Ela revelou que os judeus que tinham muito dinheiro e poder não morreram, nem foram perseguidos. Morreram os pobres e as pessoas comuns. A imprensa e o Estado de Israel se sentiram traídos. Esse conflito é o tema do filme "Hannah Arendt”, ainda em cartaz no circuito das cidades maiores do Brasil. Esse tema poderia parecer restrito a aquele período da história, mas não é. Para muita gente, o mal continua a ser algo de banal e corriqueiro. Quem opta por fazer o bem e se doa na construção de um mundo mais justo tem de aprofundar o seu pensar e constantemente rever o seu modo de agir. Quem faz o mal nem precisa de opção.
Aqui no Brasil, no tempo da escravidão, muitas pessoas de bom coração tinham escravos sem se perguntar sobre isso. Nas operações policiais, há soldados que agridem pobres na rua por serem negros ou estarem mal vestidos. Depois, voltam à casa, beijam a esposa, tomam nos braços o filho pequeno e lhe fazem carinho.
Segundo nos ensina Hannah Arendt, uma sociedade que não faz pensar e não torna acessível a todos a capacidade de aprofundar criticamente a própria história transforma homens e mulheres em pessoas sem responsabilidade moral, mesquinhos executores do que pensa e transmite qualquer programa sensacionalista de rádio ou televisão que transmite os crimes do dia misturados com a propaganda de Coca-cola. Como Poncio Pilatos no julgamento de Jesus, essas pessoas lavam as mãos e deixam o mal se perpetuar, como a banalidade de suas vidas. Para quem crê, Paulo escreveu aos cristãos de Roma: "Não se conformem com esse sistema do mundo, mas se transformem continuamente pela renovação da mente” (Rm 12, 2).

Autor: Marcelo Barros, Monje Beneditino
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