Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 15/06/2018

"Queridos filhos, também hoje de modo particular desejo convidá-los à Eucaristia. Que a Missa seja o centro das suas vidas ! Em particular, queridos filhos que a Eucaristia esteja nas suas famílias: as famílias devem ir à Santa Missa e celebrar Jesus. Jesus deve ser o centro das suas vidas ! Por isso renovem, queridos filhos, a oração familiar e caminhem em direção a Jesus. Obrigada, queridos filhos, por terem respondido também hoje ao MEU chamado"

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

Está com problemas para alcançar seus objetivos? Tente o trabalho em equipe

Em casa, no trabalho, na igreja... Boas equipes aceitam trabalho e são uma ótima ferramenta para o sucesso

Quantas vezes você desistiu de tentar resolver um problema ou realizar um projeto? Às vezes, simplesmente não parece possível alcançar nossos objetivos; ficamos impressionados com o número de coisas que precisam ser feitas e as diversas atividades e habilidades necessárias. Talvez o problema seja que estamos tentando fazer sozinhos – ou não coordenamos nosso trabalho adequadamente com os outros.
Hoje, mais do que nunca, o trabalho em equipe é uma necessidade básica se quisermos que as coisas sejam feitas – seja em casa, no trabalho ou na igreja. É fundamental para o sucesso, porque através do trabalho em equipe, podemos alavancar os diferentes conhecimentos, habilidades, disponibilidade etc., de um grupo de pessoas, de modo a multiplicar a produtividade de cada pessoa e reduzir seus esforços, aumentando, assim, a eficiência.
Às vezes, uma equipe se forma naturalmente – por exemplo, toda família deve ser uma equipe. Outras vezes, as equipes são o resultado de nossa própria iniciativa ou são impostas a nós por uma organização onde trabalhamos ou somos voluntários. Em todos os casos, no entanto, existem certos fatores que devemos levar em conta.
Para desenvolver um trabalho em equipe saudável, precisamos começar com a base correta:
Primeiros passos antes de lançar um projeto em equipe
Defina objetivos. Estes devem ser específicos e realistas, e devem ser compartilhados e discutidos com toda a equipe.
Defina funções. Delegar funções dá maior ordem e evita redundâncias e perda de tempo – ou pior, nenhuma atividade falha devido à falta de organização. Se a equipe é uma família, por exemplo, quem é responsável pelas finanças? Quem lava a louça? Em uma equipe mais formal, quem é o secretário? 
Especifique as regras. Primeiro, a equipe deve concordar sobre quem é o líder e colocar seu apoio nele ou nela. (Muitas vezes, especialmente na família ou no trabalho, os papéis de liderança são predeterminados). Então, os membros da equipe devem se comprometer com o cumprimento de suas tarefas de maneira oportuna. Outras regras também serão necessárias, como procedimentos a serem seguidos, relatórios etc.
Disponibilidade para resolver conflitos. É extremamente importante ser capaz de resolver conflitos imediatamente e em particular, sem culpar publicamente os outros. Conflitos sempre surgirão em uma equipe e podem levar a sérios problemas, até mesmo à desintegração da equipe. Pode ser útil definir maneiras de lidar com conflitos, incluindo um árbitro neutro para ajudar a resolver divergências persistentes. 
Saiba como celebrar sucessos. É importante celebrar os seus pequenos sucessos ao longo do caminho, uma vez que estes sempre trarão mais motivação para ir atrás dos principais objetivos. Se sua equipe estiver encarregada do ministério de jovens em sua paróquia, comemore o fim dos retiros ou atividades com uma festa de pizza; no final do ano letivo, antes de todos saírem de férias, faça uma peregrinação mariana a um santuário favorito.
Como você pode melhorar o trabalho em equipe? Use os 5 Cs…
Mais e mais especialistas estão aconselhando equipes profissionais a usar os “5 Cs”, que são uma maneira fácil de lembrar muitos dos pontos listados acima.
Complementaridade: Cada um dos membros de uma equipe tem habilidades diferentes, então cada um deve se encarregar de uma determinada seção ou tarefa.
Coordenação: A equipe precisa de um líder que coordene e organize todo o trabalho.
Comunicação: Deve haver comunicação ideal entre todos os membros da equipe. Ninguém pode permanecer isolado ou deixar de dar sua opinião, porque todas as partes do quebra-cabeça são necessárias para atingir o objetivo.
Confiança: Os membros da equipe devem confiar em seus colegas de equipe e saber que não estão trabalhando por interesses pessoais, mas pelo bem comum e pelo sucesso compartilhado.
Compromisso: Deve haver um compromisso por parte de todos os membros da equipe para atingir o objetivo principal.
A maneira exata de implementar essas ideias depende de cada equipe; embora os princípios básicos sejam os mesmos, uma coisa é estar em um ambiente de negócios, e outro estar em uma equipe de voluntários ou trabalhar com sua família como uma equipe para ajudar uns aos outros a crescer em responsabilidade, maturidade, amor e santidade.
Em todo caso, o trabalho em equipe pode ser uma grande ajuda; afinal de contas, o próprio Cristo escolheu uma equipe – os doze apóstolos – para estabelecer a Igreja na Terra. Aplique esses princípios da melhor maneira possível, e você pode ter certeza de que verá os resultados, especialmente se o Espírito Santo for, pelo menos implicitamente, parte de sua equipe.

Segunda, 18/06/2018 - Javier Fiz Pérez / Aleteia

Como eu deveria orar para Deus?


Os discípulos de Cristo pediram a Ele para ensiná-los a orar. Eles viviam em uma sociedade onde a oração ritualística e recitada era comum, mas era claro para eles que Jesus não orava dessa maneira. Em vez de dar-lhes orações para recitar, Ele lhes deu um modelo ou esboço para usar. Claramente, Ele queria que eles aprendessem a se comunicar de forma significativa na oração - não simplesmente para usar as palavras de Deus ou de outra pessoa. O modelo que Ele deu a eles está em Lucas 11 e Mateus 6. No relato de Mateus, os versículos 5-8 e 14-15 amplificam o modelo com um pouco mais de informação do que Lucas dá.

Muitas pessoas simplesmente repetem os versos 9-13 como uma oração mecânica, a chamada “Oração do Senhor”. Ao fazê-lo, eles inconscientemente desobedecem a instrução de Jesus para evitar orações repetitivas (verso 7). Em vez disso, Ele nos encoraja a aprender a orar espontaneamente.

Olhando para o modelo de Jesus, o primeiro ponto a notar é que devemos nos dirigir a Deus como nosso Pai. Mais do que orientação em “o caminho certo para orar”, isto introduziu os discípulos ao conceito de que nosso Pai celestial estava convidando-os a um relacionamento familiar com Ele e uns com os outros. Devemos falar com Deus com o mesmo calor que usaríamos ao falar com nossos pais físicos - de maneira respeitosa, amorosa e conversacional. A referência à “morada no céu” de Deus nos lembra que sua perspectiva é diferente e superior à nossa.

Em nossas orações, devemos reconhecer o “nome” de Deus, uma referência ao Seu grande ofício e caráter santo. Nossas orações podem incluir elogios ao que Ele fez, como agradecer a Ele por características de Sua maravilhosa criação. Ou podem incluir louvor por Seus atributos, como Sua natureza misericordiosa e perdoadora.

No segmento seguinte da oração modelo, Jesus disse que devemos orar com frequência para que Deus estabeleça o Seu Reino na terra.

A parte de orar que vem naturalmente para a maioria das pessoas é pedir a Deus que nos abençoe com o que queremos! Devemos nos sentir à vontade para pedir o que precisamos e até o que podemos desejar além de nossas necessidades, de acordo com a vontade de Deus. Claro, precisamos nos precaver contra o egoísmo. É fácil para as orações se tornarem uma lista de compras divina.

Uma parte verdadeiramente vital da oração inclui o auto-exame espiritual e o arrependimento, um processo pelo qual reconhecemos e nos afastamos dos pecados. Antes que possamos verdadeiramente nos arrepender, precisamos saber o que é pecado e o que Deus espera de nós. Ao orarmos pelo perdão por nós mesmos, devemos estender o perdão aos outros.

A oração é uma parte essencial da vida de um cristão. Muito de aprender a orar vem através da prática - quanto mais uma pessoa ora, mais ela aprenderá a fazê-lo efetivamente. Jesus indicou que devemos orar diariamente. A qualquer hora do dia e em qualquer circunstância, podemos oferecer orações instantâneas. Mas o tipo de oração que Ele falou em Lucas 11 e Mateus 6 é mais longo e mais reverente. Exemplos bíblicos de oração indicam que geralmente devemos orar este tipo de oração de joelhos em privacidade.


Se um cristão deseja manter e crescer em seu relacionamento com seu Pai celestial, ele deve estar disposto a dedicar tempo adequado à oração. A Bíblia não dá comprimento, e Jesus advertiu contra o pensamento de que Deus está de alguma forma satisfeito com orações longas e elaboradas (Mateus 6: 7). Por outro lado, precisamos ter o cuidado de não negligenciar a Deus limitando-nos a um período de tempo definido para a oração. Conforme você ganha experiência e seu relacionamento com Deus cresce, você descobrirá que o tempo passa rapidamente, e até se torna difícil orar sobre tudo que é importante para você. Esse crescimento aumentará a qualidade do tempo gasto em oração.


Segunda, 18/06/2018 - Por: José Gomes  (Texto de responsabilidade do autor)

Festas Juninas e a Teologia da Festa

A festa nos abre para a transcendência, para a eternidade

Ser cristão não significa ser triste nem ser estranho ao lazer, à festa, à hilaridade. Um velho adágio lembra que “um santo triste é um triste santo”. A beleza, a estética, a arte são manifestações do Absoluto. Nelas o mistério escondido se faz tocável. Vamos hoje refletir sobre a teologia da festa.

1A festa e a comunidade. Uma das melhores maneiras de se reunir a comunidade é a festa. Ela tem a função de fomentar a comunhão, possibilitar a partilha, unir a comunidade. A festa facilita o encontro, o estar juntos, o diálogo e a reciprocidade.

2. A festa e a criatividade. Por ocasião da festa, a criatividade humana tem uma ocasião propícia para se exercitar. As pessoas desenvolvem seus dons, oferecem suas qualidades, despertam suas potencialidades. A festa ativa a fantasia e nos torna criativos.

3. A festa e a cultura. Nos festejos populares, encontramos as grandes expressões culturais dos povos. Por meio das festas, a cultura se perpetua no tempo, nascem novos incentivos culturais, e o povo se expressa mais espontaneamente.

4. A festa e os novos relacionamentos. A festa propicia comunicação, relacionamentos novos, início de grandes amizades. Festejar é, antes de tudo, encontrar- -se. A festa aproxima as pessoas, congrega as famílias, movimenta as cidades.

5. A festa e a reconciliação. Quantos inimigos voltam a se abraçar e quantos adversários dão-se as mãos por ocasião de uma festa. As mágoas são desfeitas, e a paz volta aos corações, pois a festa tem “um poder nidificador”, um poder de reconciliação.


6. A festa e a saúde. Muita gente é doente porque não usufrui de seu direito ao lazer, porque não sabe se alegrar, não gosta da festa. Ser cristão não é ser sisudo, nem estranho. A festa é terapêutica, porque ela descontrai, anima, consola, faz esquecer os negativismos. Quantas pessoas se curam depois que se abrem ao humor, à hilaridade, à festa. Precisamos lutar para que todos os brasileiros possam gozar de seu direito a ter férias e lazer.

7. A festa e o cotidiano. Um dos maiores inimigos do ser humano é a rotina. Ela é o cupim das belezas essenciais. Tem o poder de bagatelizar as mais altas experiências e profundezas da vida. A festa vem quebrar a rotina, romper com a chatice da monotonia. Ela renova o entusiasmo pelas coisas comuns, restaura o gosto de viver, inspira vibração ao cotidiano.

8. A festa e o pecado. Festa não é bagunça. Requer ordem, respeito, dignidade. Festa sem ética é anarquia e, às vezes, pecado. Quantas festas são pura exploração do dinheiro do povo, contribuindo para a alienação da consciência social. Os romanos enganavam o povo com “pão e circo”. Outra sombra da festa é viver um contínuo balanço de “sombra e água fresca”, relegando o trabalho para o segundo plano. “Certos lazeres só estimulam o desejo de dinheiro, de agressão e de erotismo” (R. Clair). Quanto mau gosto em certos esportes atrevidos. Um futebolismo sem limites é ótimo ópio para a consciência crítica dos brasileiros. Enfim, festa sem ética degenera em corrupção e permissivismo.

9. A festa e Deus. Nem a técnica, nem o progresso conseguem preencher o coração humano. Na experiência da festa, decretamos a ineficácia da máquina e do progresso material. “Só Deus basta”, dizia Santa Teresa. Construir o mundo sem Deus é construí-lo contra o homem. O materialismo mutila a pessoa humana fazendo dela “um excepcional de corpo robusto e alma franzina” (T. L. Penido). A festa rompe com o materialismo e encaminha o homem na direção de Deus, que é a suprema alegria e plenitude. A sociedade atual, dilacerada pelo materialismo, corre loucamente atrás das seitas, dos orientalismos e das mistificações. “O homem moderno é mágico.” Sem Deus, andamos desenfreadamente em busca de magias, astrologia, macumba, horóscopos e outras mistificações.

10. A festa e a eternidade. Quando festejamos, suspendemos o relógio, rompemos com o cotidiano e com a fragilidade das coisas. A festa nos abre para a transcendência, para a eternidade; livra-nos da prisão do mundo e das coisas e nos impulsiona à direção do além, do eterno. Festejar é gritar que as coisas são insuficientes e que tendemos para o infinito.

Por Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida, via A12


Sexta, 15/06/2018 - A12 / Aleteia

A amizade em tempos de redes sociais



"A amizade é um tesouro. É o maior presente que podemos receber"

Jaume Aymar (Barcelona, ​​1957) – professor de filosofia na Universidade da Catalunha – afirma que “se uma amizade for autêntica, durará para sempre”. Ele conversou com a Aleteia sobre o tema “amizade e ressentimento”. Segundo ele, a “traição” é o posto da amizade.

A amizade é face a face

É um paradoxo que, em um mundo com tantas redes, contatos e mídia, tenhamos uma falta tão dramática de comunicação.

“Algo deu errado. A amizade é fundamentalmente face a face. Novas tecnologias podem ajudar a manter ou mesmo recuperar amizades, mas a amizade é individual e face a face”, disse ele.

Amizades devem ser cuidadas

“O que mais se opõe à amizade é a traição; é antiamizade. Cristo diz aos apóstolos: ‘Vós sois os meus amigos’, e um dos amigos o trai. Se você já experimentou a traição, sabe que isso causa um tremendo impacto. Há um salmo que diz: ‘Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar’”, acrescentou.

“Amizades devem ser cuidadas. Você tem que nutri-las porque elas podem definhar”, ele recomenda. “Se uma amizade é verdadeira, acredito que é para durar para sempre. Uma amizade quebrada pode ser restaurada, mas não é fácil. Isso pode ser feito, mas o ressentimento pode ser um obstáculo”.

A ajuda da mediação

Uma amizade é prejudicada, por exemplo, quando você não pode falar, quando o diálogo falha.

“Hoje existem terapias de mediação que podem ajudar as pessoas a lidar com um conflito. O mediador estabelece uma distância que pode ajudar os dois lados a entender melhor o que está acontecendo”, disse Aymar.

“A mediação tem que ser consensual. Se ambos os lados aceitarem, então não é uma imposição; em vez disso, o mediador se torna um árbitro para quem ambos apresentam suas questões. A mediação é o primeiro passo para a reconciliação”.

Primeiro a pessoa, depois as ideias

“Na amizade, você se concentra primeiro na pessoa, depois nas crenças. É claro que as crenças não são secundárias, pois também condicionam o modo de pensar da pessoa. Mas se você realmente valoriza a pessoa, então você pode superar as diferenças na maneira como você pensa”.

“Acho que temos que ser muito claros e deixar que cada um fale de sua própria identidade, sabendo que há questões sobre as quais não concordaremos, mas que em muitas outras podemos estabelecer um objetivo comum e enriquecer um ao outro”, disse ele.

Confrontos podem ser positivos

“Recuperei algumas amizades da infância, mas a maioria dos amigos fiéis estava presente na minha juventude e na idade adulta”, ele reconheceu. “A amizade é um tesouro. É o maior presente que podemos receber, o máximo relacionamento que as pessoas podem ter. Mesmo quando pensamos de forma diferente, quando somos amigos, podemos dizer isso livremente”.

Ele acrescenta: “Na amizade há momentos em que nos confrontamos, e isso é positivo. Isso nos ajuda a suavizar as coisas. É uma tarefa contínua e uma linda aventura que temos que alimentar”.


Sexta, 15/06/2018 - Miriam Diez Bosch / Aleteia

Papa Francisco: “Explorar as mulheres é pecado contra Deus”

Homilia na Casa Santa Marta: Papa recorda que as mulheres são "o que falta aos homens para serem imagem e semelhança de Deus"

Uma oração “pelas mulheres descartadas, pelas mulheres usadas, pelas jovens que têm que vender a própria dignidade para ter um emprego“. Esta é a exortação do Papa Francisco na missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Casa Santa Marta, quando refletiu sobre o Evangelho de hoje, escrito por São Mateus, e as palavras de Cristo: “Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério” e “todo aquele que repudiar sua mulher, a expõe ao adultério“.

Jesus muda a história

Francisco recorda como as mulheres são “o que falta a todos os homens para serem imagem e semelhança de Deus”: Jesus pronuncia palavras fortes, radicais, que “mudam a história”, porque até aquele momento a mulher “era de segunda classe”, dizendo com um eufemismo, “era escrava”, “não gozava sequer de plena liberdade”, observa o Papa.

E a doutrina de Jesus sobre a mulher muda a história. Uma coisa é a mulher antes de Jesus, outra coisa é a mulher depois de Jesus. Jesus dignifica a mulher e a coloca no mesmo nível do homem, porque utiliza aquela primeira palavra do Criador, ambos são “imagem e semelhança de Deus “, os dois; não primeiro o homem  e depois, um pouquinho mais em baixo, a mulher. Não, os dois. E o homem sem a mulher ao lado – tanto como mãe, como irmã, como esposa, como companheira de trabalho, como  amiga –  este homem sozinho não é imagem de Deus.

Até hoje, as mulheres são objeto de desejo

Francisco se concentra em particular no “desejar” uma mulher, evocada na passagem do Evangelho. “Nos programas de televisão, nas revistas, nos jornais – diz – mostram as mulheres como objeto de desejo, de uso”, como em um “supermercado”.

A mulher, talvez para vender uma certa qualidade de “tomates”, torna-se um objeto, “humilhada, sem roupas”, fazendo com que caia o ensinamento de Jesus que a “dignificou”.

E – acrescenta – não é preciso ir “tão longe”: isso acontece também “aqui, onde vivemos”, nos “escritórios”, nas “empresas”, as mulheres “objeto da filosofia usa e joga fora”, como material de descarte”, em que nem parecem ser “pessoas”:

Isto é um pecado contra Deus Criador, rejeitar a mulher, porque sem ela nós homens não podemos ser imagem e semelhança de Deus. Há uma fúria contra a mulher, uma fúria feia. Mesmo sem dizer isso … Mas quantas vezes as jovens precisam se vender para ter um emprego, como objeto usa e joga fora? Quantas vezes? “Sim, padre eu ouvi naquele país …”. Aqui em Roma. Não ir longe.

Olhe ao nosso redor para ver a exploração

O Papa se pergunta o que veríamos se fizéssemos uma “peregrinação noturna” em certos lugares da cidade, onde “muitas mulheres, muitos migrantes, muitos não-migrantes” são explorados “como em um mercado”: os homens se aproximam destas mulheres não para dizer “boa-noite”, mas “quanto custa?”, recorda Francisco. E para aqueles que lavam “a consciência” chamando-as de “prostitutas”, o Pontífice diz:

Você fez dela uma prostituta, como Jesus diz: quem a repudia a expõe ao adultério, porque você não trata bem a mulher, a mulher acaba assim, também explorada, escrava, tantas vezes.

Portanto, será bom olhar para essas mulheres e pensar que, diante da nossa liberdade, elas são “escravas desse pensamento de descarte”:

Tudo isso acontece aqui, em Roma, acontece em todas as cidades, as mulheres anônimas, as mulheres – podemos dizer – “sem um olhar” porque a vergonha cobre o olhar, as mulheres que não sabem rir e muitas delas que não sabem, não conhecem a alegria de amamentar e de ouvirem ser chamadas de mãe. Mas, mesmo na vida cotidiana, sem ir a esses lugares, esse pensamento feio de rejeitar a mulher, é um objeto de “segunda classe”. Devemos refletir melhor. E fazendo isto ou dizendo isto, entrando neste pensamento desprezamos a imagem de Deus, que fez o homem e a mulher juntos à sua imagem e semelhança. Esta passagem do Evangelho nos ajuda a pensar no mercado de mulheres, no mercado, sim, tráfico, exploração, que vemos; também no mercado invisível, que se faz e não se vê. A mulher é pisoteada porque é mulher.

Com ternura, Cristo restitui dignidade

Jesus, lembra o Papa, “teve uma mãe”, teve “muitas amigas que o seguiram para ajudá-lo em seu ministério” e para apoiá-lo. E encontrou “tantas mulheres desprezadas, marginalizadas e descartadas”, que ele ajudou com tanta “ternura”, restituindo a elas dignidade.


Sexta, 15/06/2018 - Vatican News / Aleteia

Marcos - 10,32-45

No evangelho temos duas formas de relacionamento com Jesus: uma é caminhar atrás dEle, segui-lo como discípulos, deixar que Ele nos oriente pelo caminho. A outra maneira é estar frente à frente: olhá-lo, admira-lo, escuta-lo. Porém alguns discípulos não estavam de acordo e queriam outra coisa: sentar-se ao seu lado, reinando com Ele, mostrando poder e glória diante dos demais. Jesus esclarece que quem quiser estar com Ele precisa saber que Ele não veio para ser servido, senão para servir e dar a vida pelos demais. O que importa para Cristo são os interesses dos outros, de modo que os últimos sejam os primeiros. 


Deus abençoe você!
Sexta, 15/06/2017 - Por: Inácio Jr.

Última noite da Festa do Sagrado Coração de Jesus em Gravatá na Cohab II, vai fica na história!!


Neste domingo (10) a Capela do Sagrado Coração de Jesus na cohab II em Gravatá-PE , representada pela área pastoral Nossa Senhora de Lurdes, o Pe. Fernando, logo após a procissão celebrou a Santa Missa, com a participação de vários ministros extraordinários da Eucaristia, Marcos e Ana Elizabeth nos encantaram com suas musicas, a comunidade local e convidados de várias localidades do município e de outras cidades, lotaram a Capela do Sagrado Coração de Jesus.

O padre enfatizou com reconhecimento, a dedicação dos colaboradores da comunidade para a realização da festa, que marcou na história da nossa área pastoral, pelo crescimento do numero de fiéis participantes, especialmente na dedicação dos fiéis na promoção do evento.

O padre comentou sobre os noticiários na mídia atual, com tantas notícias ruins; e interrogou, o “porque de tanta maldade…?”

E respondeu que “é a ausência de Deus no coração das pessoas. Porque quem tem Deus no coração não faz mal. Mas acolhe, ama, ajuda”.


E finalizou seu sermão, Deus precisa fazer parte de nossa vida, de nossa família, de nossas ações. Abra seu coração para Jesus” (Pe. Fernando).

A comunidade da cohab II e a equipe de Manezinho da compesa estão de parabéns pela brilhante festa realizada ao Sagrado Coração de Jesus.

No final, depois da missa, tivemos quermesse, bazar e show com músicos locais.


Domingo, 10/06/2018 - Por Paulo Alves.

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Papa Francisco: as redes sociais, espaço de encontro e solidariedade

O Santo Padre, na nova edição de O Vídeo do Papa, convida a criar uma rede digital que respeite a integridade humana das pessoas

O Papa Francisco, em O Vídeo do Papa de junho, afirma que as redes sociais são uma oportunidade de encontro e solidariedade, mas adverte que devem ser usadas respeitando a dignidade dos outros. Ele também enfatiza a importância de construir uma cidadania na rede como um lugar rico em humanidade.

“Peçamos juntos para que as redes sociais não anulem a própria personalidade, mas que favoreçam a solidariedade e o respeito pelo outro na sua diferença”, diz o Papa. “A Internet é um dom de Deus e também uma grande responsabilidade”, acrescentou.

No mundo, atualmente existem 3.196 bilhões de usuários ativos nas redes sociais, que representam 42% da população mundial. Entre as regiões onde tem uma maior concentração, destacam-se América do Norte, com 70% de usuários ativos em relação à população; o norte de Europa, com 66%; a Ásia Oriental, com 64%; e a América do Sul, com 63%.

“Aproveitemos as possibilidades de encontro e de solidariedade que as redes sociais oferecem”, pediu Francisco. “Vamos construir uma verdadeira cidadania na rede e que a rede digital não seja um lugar de alienação”, acrescentou.

“Convivemos com as redes sociais quase sem percebermos, mas, muitas vezes, ao invés de servir como um instrumento de verdadeira comunicação e comunhão, tornam-se um meio de discórdia e desinformação”, comenta o Pe. Frédéric Fornos, SJ, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Juvenil. 
“Façamos das redes sociais um lugar de humanização, de abertura ao outro, à sua cultura, à sua tradição religiosa e espiritual, à sua diferença; lugar de diálogo a serviço de uma cidadania responsável”, acrescentou.


Terça, 05/06/2018 - O vídeo do Papa / Aleteia

Reflexão sobre o Evangelho: - Marcos 10,28-31

Para muitas pessoas é difícil entender que Jesus nos dá realmente cem vezes mais de tudo o que deixamos. Porém para entender isso precisamos olhar três aspectos: primeiro, Jesus diz: por minha causa e por causa do evangelho. Ele não premia aquelas renúncias feitas por obrigação, vaidade ou desejos de aparecer; segundo, Jesus não promete um céu na terra porque tudo está sujeito a perseguições, quer dizer, com incompreensões, críticas e rejeições; terceiro, a promessa se refere sobretudo a relações humanas: casa, irmãos, filhos, etc. Portanto, o que Jesus promete é uma vida comunitária, uma grande família, onde encontramos multiplicados esses afetos e essas relações que podemos renunciar por Ele e pelo Evangelho. 
Não tenhamos medo de dar a vida por aquele que deu a sua vida por nós! 
Deus abençoe você!

Terça, 05/06/2018 - Inácio Jr.

Hoje começa a Novena ao Sagrado Coração de Jesus

"A quem pedirei, ó doce Jesus, senão a Vós, cujo Coração é inesgotável manancial de todas as graças e merecimentos?"

A solenidade do Sagrado Coração de Jesus é uma das três do Tempo Comum. Comemora-se na segunda sexta-feira após a solenidade de Corpus Christi, mas também é cultivada em todas as primeiras sextas-feiras de cada mês. É uma devoção central da fé católica e consiste na veneração do Coração de Jesus, símbolo do mais íntimo do Seu Amor.

A novena ao Sagrado Coração de Jesus que sugerimos abaixo foi composta pelo frei Salvador do Coração da Jesus, terciário capuchinho, e consta em seu livro “A Grande Promessa do Sacratíssimo Coração de Jesus“.

Se possível, deve ser acompanhada pela comunhão durante todos os nove dias ou, pelo menos, no último deles.

1 – Oração Diária

Ó Divino Jesus, que dissestes: “Pedi e recebereis; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á”, eis-me prostrado aos Vossos pés, cheio de viva fé e confiança nessas sagradas promessas, ditadas pelo Vosso Sacratíssimo Coração e pronunciadas pelos Vossos lábios adoráveis. Venho pedir-vos… 
[fazer o pedido]. 
A quem pedirei, ó doce Jesus, senão a Vós, cujo Coração é inesgotável manancial de todas as graças e merecimentos? 
Onde procurarei, a não ser no tesouro que contém todas as riquezas de Vossa clemência e bondade? 
Onde baterei, a não ser à porta do Vosso Sagrado Coração, pelo qual o próprio Deus vem a nós e nós vamos a Ele? 
A Vós, pois, recorro, ó Coração de Jesus. 
Em Vós encontro consolação quando aflito, proteção quando perseguido, força quando oprimido de tristeza e luz quando envolto nas trevas da dúvida. 
Creio firmemente que podeis conceder-me as graças que Vos imploro, ainda que fosse por milagre. 
Sim, ó meu Jesus, se quiserdes, minha súplica será atendida. 
Confesso que não sou digno dos Vossos favores, mas isso não é razão para eu desanimar. Vós sois o Deus de Misericórdia e nada sabereis recusar a um coração humilde e contrito. 
Lançai-me um olhar de piedade, eu vo-lo peço. Vosso compassivo coração achará, nas minhas misérias e fraquezas, um motivo imperioso para atender à minha petição. 
Mas, ó Sacratíssimo Coração de Jesus, seja qual for a Vossa decisão no tocante ao meu pedido, nunca vos deixarei de amar, adorar, louvar e servir. 
Dignai-vos, ó meu Jesus, receber este meu ato de perfeita submissão aos decretos do Vosso adorável Coração, que, sinceramente, desejo satisfeito tanto por mim quanto por todas as criaturas, agora e por todo o sempre. 
Amém.

2 – Orações tradicionais

  • Pai Nosso
  • Ave Maria
  • Glória

3 – Oração final

Doce Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que eu Vos ame sempre e cada vez mais.

Quinta, 31/05/2018 - Redação da Aleteia 


Como surgiu a festa de Corpus Christi?

O único dia do ano em que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas.

Nesta festa, os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.

Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.

Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.

Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.

Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes:

A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos.

O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido.

Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.

São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.

Todas as células e glóbulos continuam vivos.

A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!).

Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia; alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana que tinha visões que solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.

A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Jesus por nós. Mesmo separando seu Corpo e seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Jesus e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui na terra mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.

O centro da missa será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!


Quinta, 31/05/2018 - via Prof. Felipe Aquino / Aleteia

O perdão é o remédio que traz alívio para a alma

O remédio pode até ser amargo, mas precisa ser usado sem moderação

O perdão é uma graça que Deus nos dá para prosseguirmos no caminho após um ferimento profundo. O perdão age como uma cauterização, curando de dentro para fora. Sim, a cicatriz permanece, pois as lembranças são a garantia de que temos uma história. E a palavra “cura” aplica-se perfeitamente neste caso, visto que, por algum motivo, houve uma ferida, e o perdão sobre essa ferida evita, metaforicamente, infecção e até necrose.

A falta de perdão pode virar uma doença real e levar à morte, não a física, à morte espiritual, psíquica e moral. A falta de perdão mata sonhos, projetos, perspectivas etc. Além disso, muitas são as doenças psicossomáticas causadas pela falta de perdão: depressão, ansiedade, pânico, câncer e doenças cardíacas, estão relacionados à falta de perdão (1). (2).

Jesus nos deixa um antídoto: “Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento” (Ef 4,26). Aqui, aplica-se tanto no externo (perdão para com o outro) como internamente (perdão para consigo mesmo).

Às vezes, a falta de perdão é de nós para nós mesmos. Culpamo-nos por tantas coisas, guardamos mágoa, tristeza, ressentimento, revoltas, medos de nós mesmos, mas nos esquecemos de nos perdoar.

Fora isso, protelamos as conversas de reconciliação, os pedidos de perdão aos que amamos ou vivem mais próximos de nós. Esse protelar, essa demora, vai azedando as relações, abrindo espaço para a mente criar e projetar situações irreais. Por isso, ter pressa para reconciliar-se é importante. Claro que não se deve atropelar nada, é preciso dar tempo para si mesmo, entender os sentimentos e até as reações diante de uma situação que exija reconciliação. Contudo, não mais que tempo suficiente para rezar e buscar o momento da reconciliação, caso contrário, corremos o risco de desistir da reconciliação e optar por um “deixa pra lá”, e acabar por não resolver a situação.

O perdão é chave, remédio e dom

Pensando no perdão ainda, podemos dizer:

Perdão é chave que abre e fecha as portas das relações, dos sentimentos, a porta da confiança e da esperança.

Perdão é remédio. Na hora pode ser amargo, mas faz bem, alivia o mal-estar interior, traz alívio para alma.

Perdão é degrau que nos eleva, aproxima-nos do Cristo que tomou sobre si nossas culpas, mas também nos perdoou dos nossos pecados.

Perdão é dom, é presente que vem com recomendação: não reter. Jesus explica com clareza: “70 vezes 7” é o número das vezes que devemos perdoar a cada dia (cf. Mt 18,22). Eu bem creio que essa seja a média de vezes que Ele nos perdoa a cada dia, e por isso nos orienta.

Perdão é medida, revela o quão raso ou o quão profundo podemos ser, e aqui nos lembramos também do Evangelho de Mt 7,2b: “Com a mesma medida que medirdes vós sereis medidos.”

Aqui se vai a lista com que podemos comparar o perdão. Mas quero dar espaço para que, neste momento de oração, o Senhor mesmo vá trazendo ao seu coração as comparações que lhe sejam mais úteis.

Peçamos ao Senhor, que é rico em misericórdia e quis Ele primeiro nos dar o seu perdão, que nos ensine a perdoar, a sermos como Ele: “Lentos para a cólera e rápidos para a misericórdia” (Sl 103,8-9).

Oração

Senhor, nós Te pedimos que, à medida que formos percebendo em nós a necessidade de perdão, que se dilate também o desejo e a decisão de perdoar. Que, diante das situações mal resolvidas, a Tua luz tenha o poder de afugentar as trevas e nos conceder a força de buscar as resoluções necessárias: dar e receber perdão, rever a situação e rever-se diante dela, reconciliar, retomar, recomeçar. Senhor, que o “degrau” do perdão nos faça, de forma concreta, abraçar a Tua cruz. 
Senhor, eu Te peço que, nesta oportunidade que agora se revela, eu possa fazer essa experiência profunda de perdoar a mim mesmo, de recordando-me dos que me causaram alguma dor, ofensa ou mal, e eu os possa perdoar e amar. Também Te peço, Senhor, perdoa-me! Dá-me a coragem de buscar e dar o perdão. Que eu não o retenha. Amém.

Por Carla Picolotto, via Canção Nova

Referências bibliográficas:
1-Arilson Barbosa Amaral: Bacharel em administração, professor, escritor, teólogo, terapeuta na prevenção do uso de drogas, pesquisador, psicanalista clínico, palestrante e conferencista.
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/psicologia/doencas-psicossomaticas/19962
2-Sandra Assis Maia, teóloga, terapeuta familiar especializada em psicanálise, terapia ortomolecular e aconselhamento, tricologista
https://www.dm.com.br/opiniao/2015/07/as-consequencias-da-falta-de-perdao.html



Quinta, 31/05/2018 - Aleteia

Sem força nas pernas, mulher vai à Missa em carrinho de mão

Quais são seus motivos para não ir à missa?

Padre, eu não vou à Missa no domingo porque…
– Moro longe.
– Não tenho transporte.
– É muito cedo.
– É muito tarde.
– Domingo é dia de descanso.
– Eu já fui domingo passado.
– Estava com visitas.
– Fui convidado para um aniversário.
– Estava chovendo.
– Meu papagaio morreu.
– etc. etc. etc.

Enquanto isso, Dona Josefa, lá no Piauí, perdeu a força das pernas, e pede que a levem num carrinho de mão, para não ficar sem a Sagrada Comunhão!

Qual sua desculpa agora??? Não ter fé o suficiente.

Padre Gabriel Vila Verde

Obs: a foto foi divulgada por Dom Edilson Soares Nobre, bispo de Oeiras, Piauí. 


Quinta, 31/05/2018 - Pe. Gabriel Vila Verde / Aleteia

Apagão dos combustíveis reforça a necessidade de descarbonizar o transporte

Foto: Paralisação dos caminhoneiros na Rodovia
Presidente Dutra, no Rio de Janeiro.
Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil
Este texto  foi produzido pelas organizações Observatório do Clima, Instituto de Energia e Ambiente (Iema), Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (Seeg) e World Resources Institute (WRI) para o Blog da Redação:
A atual greve dos caminhoneiros está mostrando de forma inequívoca que a excessiva dependência dos combustíveis fósseis é um sério problema de segurança nacional. A exemplo do que já ocorreu no passado, quando as crises de energia elétrica alavancaram programas e iniciativas de eficiência energética e diversificação da matriz, o caos que o Brasil vive atualmente pode ajudar a lançar luzes sobre o futuro que queremos.
“É muito oportuno discutir a eletrificação do sistema de transporte brasileiro. Quase 15% de toda carga transportada no Brasil é o próprio combustível que viaja milhares de quilômetros para chegar aos postos para abastecer os veículos. Num sistema de transporte baseado em eletricidade isto desapareceria, pois a energia circula pelo sistema integrado de energia elétrica”, explica Tasso Azevedo, coordenador do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (Seeg).
“Postos de recarga podem ser instalados de forma rápida em qualquer lugar e, ainda, serem carregados com energia solar no local. Embora o investimento inicial seja alto, os custos de operação dos veículos elétricos são muito mais baixos. Apesar dos óbvios benefícios, a eletrificação do transporte tem sido solenemente ignorada nas políticas de transporte, mobilidade e desenvolvimento da indústria automobilística no Brasil, como mostra de forma escancarada o Plano Rota 2030”, destaca.
Passados mais de 40 anos da criação do Proálcool, e mais de 10 anos da criação do programa de incentivo da produção e do uso de biodiesel, mais de 80% da energia que movimenta nosso sistema de transportes ainda é de origem fóssil: gasolina, querosene de aviação e óleo diesel.
Ter alternativas tecnológicas à mão é fundamental, mas não parece ser suficiente. “Para quem busca sistemas de transporte livres de combustíveis fósseis, estas crises revelam pistas sobre algumas questões de natureza não tecnológica que precisam ser enfrentadas, bem como acerca de atores sociais que devem ser levados em conta no debate sobre descarbonização dos sistemas de transportes”, explica André Ferreira, do Instituto de Energia e Ambiente (Iema).
Entre as razões estruturais que precisam ser abordadas está a excessiva dependência do transporte rodoviário, que os sistemas político e econômico têm enorme dificuldade em abordar. Entre os países de grandes dimensões, o Brasil é o que mais depende dos caminhões. Aqui estes respondem por 65% da carga transportada, enquanto na Austrália respondem por 53%, na China por 50%, no Canadá por 43%, nos EUA por 32% e, na Rússia por somente 8% (em tkm). Vale observar que o caminhão é o mais perdulário dos modos de transporte: para transportar uma tonelada de carga útil por 100 quilômetros, os caminhões gastam – no Brasil – 2,3 litros de diesel, enquanto os trens gastam 0,4 litros e os navios 0,3 litros.
Carlos Rittl, do Observatório do Clima, diz que “o Brasil parece se esforçar demais para chegar atrasado no futuro. Enquanto vemos avançar mundo afora trens e caminhões com energia solar, internet das coisas e blockchain na logística de transportes, entre outras inovações, governo e políticos se restringem a discutir o preço e os subsídios aos combustíveis fósseis. Nenhum deles, durante esta crise, sequer mencionou a necessidade de revermos nossa dependência de estradas e combustíveis fósseis para transportar cargas atravessando este país continental. No país do sol, dos ventos e dos biocombustíveis, o futuro vira fumaça”, completa.
A política de preços da Petrobras certamente tem papel na crise atual. Ao tentar corrigir o subsídio excessivo dado pelo governo anterior adotando como baliza os preços do petróleo no mercado internacional – e não sua planilha de custos –, a empresa criou uma situação difícil de administrar para aqueles que têm nos combustíveis fósseis um insumo essencial.
Para Rachel Biderman, do WRI Brasil, “é importante usar essa crise para refletirmos sobre nossa excessiva dependência do petróleo, que nos faz vulneráveis a interesses econômicos e políticos, além de causar enormes impactos na saúde e no meio ambiente. Além dos preços abusivos, estamos reféns também da falta de uma política energética focada nas energias renováveis, perdendo na competição com outras economias emergentes que já aderiram às mesmas em combate às mudanças climáticas”.
A injustiça do sistema tributário, claro, também tem seu papel, assim como os têm o preço internacional do petróleo que dobrou nos últimos 12 meses, o dólar que ficou mais caro entre abril-maio, a prolongada crise econômica, o excesso de oferta de capacidade de transporte por caminhões, o ambiente de ‘salve-se o mais forte’ pelo qual setores econômicos buscam arrancar benesses do estado, os problemas localizados nos contratos de concessão de rodovias e muitos outros fatores, entre eles a falta de legitimidade do governo Temer.
O movimento atual, que se desdobra em uma crise de mobilidade de pessoas e cargas, faz lembrar, em alguns aspectos, os movimentos de junho de 2013, deflagrados em função de aumentos nas tarifas de transporte público. Ambos relacionados a transportes, ambos falando de custos, em cuja composição o óleo diesel é parte importante tanto das tarifas de ônibus quanto do custo do frete de cargas. Ambos escancarando a fragilidade das políticas públicas, do planejamento e das regras tributárias; ambas revelando a força de novos atores sociais e sua falta de confiança nos “tomadores de decisões”.
Em 2001, o apagão da eletricidade revelou nossa profunda dependência das usinas hidrelétricas. Em 2018, a crise do diesel está revelando que, no estágio atual, sem os combustíveis fósseis, cargas e pessoas perdem a mobilidade em nossa sociedade. Se ainda é difícil entender o quadro socioeconômico que gerou a greve dos caminhoneiros associada ao locaute das empresas de transporte rodoviário, não é difícil perceber que ele exige saídas sustentáveis – e não a repetição do mesmos modelos. Estas, no longo prazo, passam necessariamente pela incorporação, no planejamento do transporte no País, da racionalidade que permeia o Acordo de Paris pelo clima do nosso planeta, que tem como intenção primordial a descarbonização da economia, isto é, acabar com a dependência dos combustíveis fósseis.
Quinta, 31/05/2018 - Via: ABJ / Fonte: pagina22.com.br / Postado por: Paulo Alves

Marcos 10,1-12

O matrimônio é uma união semelhante a de Cristo e a Igreja. É muito importante para os casais entender e sentir isso. Deixam de ser dois para se tornarem uma só carne, uma nova história. Nasce um só caminho, uma só alegria e felicidade. O mais importante é a decisão de pertencer um ao outro, apoiar-se, sustentar-se, levantar-se um ao outro, de alcançar juntos uma meta. Para que o matrimônio dê certo é preciso tomar esta decisão no profundo do coração: já não sou eu, somos nós, nossa vida, nosso caminho, nosso futuro juntos. Deus abençoe você! 

Sexta, 25/05/2018 - Inácio Jr.
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