Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/11/2017

“Queridos filhos, olhando vocês em torno de Mim, em torno da sua Mãe, Eu estou vendo muitas almas puras, vejo muitos dos Meus filhos que estão procurando amor e consolação, mas ninguém está oferecendo isso a eles.

Também vejo aqueles que fazem o mal, porque não têm bons exemplos, não conheceram Meu Filho, aquele bem que é silencioso, que se difunde através das almas puras, que é a força que reforça o mundo.

Existem muitos pecados, mas também muito amor. o Meu Filho Me envia, como Mãe, a mesma igual para todos, para que Eu vos ensine o Amor, para que vocês compreendam que são irmãos.

Ele deseja vos ajudar. Apóstolos do Meu Amor, é suficiente o desejo vivo da fé e do Amor, o Meu Filho o aceitará.

Mas vocês têm que ser dignos, ter boa vontade e um coração aberto. O Meu Filho entra nos corações abertos. Eu, como Mãe, desejo que vocês conheçam o melhor possível o Meu Filho, Deus, nascido de Deus, para que vocês conheçam a grandeza do Seu Amor, o qual vocês tanto precisam.

Ele aceitou os seus pecados, conseguiu a Redenção para vocês, mas em troca procura que vocês amem-se uns aos outros. O Meu Filho é Amor. Ele ama todo ser humano, sem diferença, todas as pessoas de todos os povos e nações.

Se vocês, Meus Filhos, vivessem o Amor do Meu Filho, o Seu Reinado já estaria na Terra. Por isso, Apóstolos do Meu Amor, rezem, rezem para que o Meu Filho e Seu Amor estejam mais próximos de vocês, para que vocês sejam exemplos de Amor e possam ajudar àqueles que ainda não conhecem o Meu Filho.

Nunca esqueçam que o Meu Filho, Uno e Trino, Ama. Amem e rezem pelos seus sacerdotes. Obrigada.”

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

Nova telenovela da Record atacaria Igreja insinuando que o Papa é o anticristo

Site focado em televisão apresenta imagens que evocam grande semelhança entre suposta falsa igreja e a Igreja católica

A TV Record deve lançar nesta semana, no Brasil, a telenovela Apocalipse, que levará ao ar uma interpretação particular do livro bíblico da Revelação com destaque para as catástrofes naturais, de modo a atrair telespectadores com a promessa de efeitos especiais.
Os recursos técnicos, porém, não deverão ser a única arma da emissora, que pertence à instituição religiosa Igreja Universal do Reino de Deus, fundada pelo assim chamado bispo Edir Macedo.
De acordo com informações recopiladas por sites e páginas católicas em redes sociais, como FaceCatólicoFront Católico e Católica Conect, entre outros vários que veicularam o mesmo material a partir de notícias divulgadas em sites focados em produções televisivas, como o TV Foco, a novela da Record apresentará um falso profeta que é sacerdote de uma igreja supostamente fictícia. Acontece que a caracterização visualtanto dessa igreja quanto do falso profeta guarda enorme semelhança com a liturgia, as vestes, a estrutura e os templos da Igreja católica, tal como se observa no seguinte conjunto de imagens publicado por TV Foco a partir de cenas de divulgação da emissora:
Além da evidente alusão visual à Igreja católica, outra “casual semelhança” seria a sede da suposta igreja fictícia, que ficaria em… Roma.
Como acréscimo ao cenário tendencioso, haveria na trama um pastor evangélico perseguido porque tentaria alertar a todos contra o falso profeta e a falsa igreja.
Páginas como a FaceCatólico deram início a uma campanha de boicotecontra a telenovela.
Com informações de TV FocoFaceCatólicoFront Católico e Católica Conect

Segunda, 20/11/2017 - Aleteia

Dia da Consciência Negra

Mais diálogo, menos divisão

No dia da consciência negra, gostaria de propor uma reflexão diferente dos habituais e que poderão ser encontradas com facilidade em uma simples busca pela internet. Minha proposta é pensar na consciência negra dando ênfase na consciência e não no negro. Isso porque essa forma de pensar coloca em destaque justamente aquilo que todos, negros, brancos, índios, mulatos e qualquer outra raça, temos em comum. E se queremos caminhar para um mundo no qual todos possamos viver dignamente, o ponto de partida precisa ser o diálogo e não a divisão.
Isso quer dizer que fechamos os olhos para tudo aquilo que aconteceu historicamente? Não. Justamente porque se formos honestos, as nossas responsabilidades históricas pesam justamente nas nossas consciências, como um grito que exige alguma espécie de reparação. Por outro lado, se não entramos já de partida com preconceitos sobre os fatos, veremos que muito do que achamos saber sobre o que aconteceu talvez não tenha ocorrido da forma como imaginávamos. Um exemplo disso é que pesquisando rapidamente sobre o quilombo dos palmares, descobrimos que naquela imensa cidade (para a época) também havia escravidão, assim como nos engenhos de açúcar.
A escravidão, de fato, aparece à consciência, especialmente nesse dia, como um dos flagelos da nossa sociedade. Em quais consciências ela pesa? Infelizmente é preciso admitir que em todas as consciências humanas. Houve escravidão em todos os povos. Da Grécia antiga às tribos africanas, passando pela escravidão mulçumana. Que a escravidão seja algo moralmente horrível não se discute. É impressionante acolher a verdade de que o ser humano não conseguiu até muito recentemente superar esse flagelo. Quantos séculos foram precisos para que depois de escutar a mensagem de Jesus, os cristãos entendessem que realmente o outro não pode ser subjugado dessa forma, tenha a cor que tenha.
É muito fácil dizer que houve um herói que se manteve firme frente a um regime opressor, lutando pela liberdade dos seus iguais até dar a vida por eles. Mas é tão caricaturada essa imagem que, pelo menos, nos deveria fazer pensar. A história geralmente é mais cinzenta do que preta ou branca. Essa mesma afirmação nos leva a uma certa união como seres humanos. Somos todos cinzas, por mais que tenhamos a cor de pele mais branca ou mais negra. Não podemos, e nem tenho a capacidade para tanto, entrar nos meandros dos acontecimentos daquela época do Brasil que inspirou esse dia. O convite que fica é o de aprofundar-nos em nós mesmos, nas nossas próprias consciências, por meio do estudo, da oração, do diálogo fraterno e assim, nos responsabilizarmos de fato por aquilo que precisa uma reparação.
“A verdade os fará livre”, nos disse nosso Senhor Jesus. É essa verdade que é Ele mesmo que devemos buscar. “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua Justiça e tudo mais vos será acrescentado”. Essa verdade, esse reino e essa justiça é para todos os donos de consciências. Sejam brancos ou negros. Talvez o perigo que estejamos vivendo é justamente o de que cada vez mais as consciências estejam sendo esmagadas por ideologias estranhas que nos impedem de sermos verdadeiramente homens e mulheres (Da cor que seja) de verdade.


Por Ir. João Antônio Johas, via A12.com

Segunda, 20/11/2017 - Aleteia

Que é um eremita?

E como vive um eremita?

A palavra eremita vem do Latim eremus (= deserto) e designa, originalmente, aquele que se retirava para o deserto a fim de lá viver entregue a Deus na oração, no silêncio e na solidão. É considerado o primeiro tipo de vida consagrada masculina na Igreja. Depois, também mulheres o abraçaram.
Podemos distinguir, para efeito de legislação canônica, dois tipos de eremitas: os ligados a uma Associação ou Instituto reconhecido pela autoridade eclesiástica competente, com sua Regra de vida própria, e os autônomos, regidos pelo cânon 603 do Código de Direito Canônico, de 1983.
Os ligados a uma Associação ou Instituto aprovado pela Igreja vivem de modo isolado, mas emitem seus votos (ato canônico juridicamente válido) aos superiores da instituição que entraram. Os chamados autônomos, por não estarem ligados a uma instituição que abriga esse tipo de vida, fazem seu compromisso (votos ou algo equivalente) nas mãos do Bispo Diocesano e seguem suas diretrizes. Diga-se que tanto uma como outra modalidade de eremitismo não deve ser vista como fuga da realidade (o que não seria sadio), mas, sim, como entrega a Deus em favor dos (as) irmãos(ãs).
O eremita é um consagrado (monge) que faz a profissão dos chamados conselhos evangélicos de pobrezacastidade e obediência ligando-se, assim, à vida de santidade da Igreja (cf. Lumen Gentium, n. 44).
Em comentário, notamos que esses três votos clássicos da consagração se opõem aos três obstáculos de santificação apresentados na Sagrada Escritura. Com efeito, diz São João: “O que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida – não vem de Deus” (1Jo 2,16). Ora, é a essa tríplice concupiscência que a Igreja oferece seus remédios eficazes: à concupiscência da carne, o voto de castidade; à concupiscência dos olhos, o voto de pobreza e à concupiscência da soberba da vida, o voto de obediência.
Isso posto, pergunta-se: como vive um eremita? – Vive na busca de perfeição a que todos os cristãos somos chamados (cf. Mt 5,48) por meio da oração pública da Igreja – a Santa Missa e a Liturgia das Horas distribuída nos vários momentos do dia – bem como da oração particular do fiel: o Rosário, a Meditação da Sagrada Escritura entre outras tantas formas de preces a Deus em favor dos necessitados (pobres, idosos, doentes, perseguidos etc.). Busca, ainda, na caridade, atender aos pedidos de orações ou de conselhos que lhe chega. Também estuda, trabalha e se exercita na sadia caridade pastoral.
No campo material, sustenta-se, dentro da simplicidade, com o que a Divina Providência lhe concede pelos frutos de um trabalho condizente com seu estado de vida e por meio das doações de todos aqueles que reconhecem nessa modalidade de viver um grande bem para a Igreja e para a Humanidade inteira. Afinal, a oração é a alma da alma.
É um modelo belo de seguimento a Cristo mais de perto e está aberto a homens e mulheres de todos os tempos e lugares. Voltaremos ao tema.

Ir. Vanderlei de Lima é eremita na Diocese de Amparo.

Segunda, 20/11/2017 - Vanderlei de Lima / Aleteia

Sesi/PE oferece 1200 exames de próstata e mama gratuitos no Agreste

O Serviço Social da Indústria de Pernambuco (Sesi/PE) reforça a luta pela prevenção aos cânceres de próstata e mama no Agreste. Serão oferecidos 1.200 exames gratuitos em Belo Jardim e Caruaru. O atendimento começa, nesta segunda (20) e vai até quinta-feira (23), em Belo Jardim, e segue do dia 27 até 30 deste mês, em Caruaru. Confira o cronograma abaixo. Os exames acontecem sempre das 8h às 13h, nas unidades do Sesi dessas cidades. Mais informações pelos telefones: (81) 3726.1166 (Belo Jardim) e (81) 3722.9520 (Caruaru).

“Essa ação faz parte do compromisso social do Sesi/PE em promover a qualidade de vida da população, especialmente do trabalhador da indústria. Por isso, temos atuado firmemente em facilitar o acesso de homens e mulheres aos exames necessários para obter um diagnóstico precoce do câncer de próstata e mama, que aumenta as chances de cura em 90% e reduz as sequelas do tratamento”, afirma o superintendente da entidade, Nilo Simões.

Para prevenir o câncer de próstata, serão realizados os exames de ultrassonografia e, se necessário, o PSA, exame de sangue que complementa o diagnóstico da doença. Já para as mulheres serão oferecidos o ultrassom da mama e, quando precisar, mamografia, para fechar o diagnóstico.

Podem realizar os exames, qualquer pessoa a partir de 40 anos, mas os trabalhadores da indústria terão prioridade no atendimento. Quem tiver menos de 40 anos poderá realizar os exames, desde que possua encaminhamento médico. No caso do exame de próstata, será necessário fazer jejum de 4h.

Para ser atendido basta apresentar o CPF, a carteira de trabalho ou o crachá da empresa onde atua para provar que é trabalhador da indústria.

Estado - Além do Agreste, o Sesi/PE já realizou outros 890 exames em Recife e Paulista, na Região Metropolitana, e Goiana, na Zona da Mata. Até o final do ano serão oferecidos outros 3,3 mil exames de mama e próstata para as cidades de Camaragibe e Moreno, na RMR, Escada, na Zona da Mata, e Araripina, no Sertão do Estado.

Cronograma no Agreste
Cidade
Dia
Tipo de Exame
Quantidade
Belo Jardim
20/11
Mama
150 exames
21/11
Mama
150 exames
22/11
Próstata
150 exames
23/11
Próstata
150 exames

Total
600 exames
Caruaru
27/11
Mama
150 exames
28/11
Mama
150 exames
29/11
Próstata
150 exames
30/11
Próstata
150 exames

Total
600 exames
Total de exames no Agreste
1.200 exames


Segunda, 20/11/2017 - Rochélle Alves, Jornalista / Sesi Pernambuco

EVANGELHO DO DIA 19/11/2017 – Mateus 25,14-30

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; e depois partiu. O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas, o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei’. Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: ‘Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei’. Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence’. O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes’».


Palavra da Salvação.
Gloria a vós Senhor!

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

O Evangelho apresenta-nos dois exemplos opostos de como esperar e preparar a última vinda de Jesus. Louva o discípulo que se empenha em fazer frutificar os “bens” que Deus lhe confia; e condena o discípulo que se instala no medo e na apatia e não põe a render os “bens” que Deus lhe entrega (dessa forma, ele está a desperdiçar os dons de Deus e a privar os irmãos, a Igreja e o mundo dos frutos a que têm direito).
A “parábola dos talentos” conta que um “senhor” partiu em viagem e deixou a sua fortuna nas mãos dos seus servos. A um, deixou cinco talentos, a outro dois e a outro um. Quando voltou, chamou os servos e pediu-lhes contas da sua gestão. Os dois primeiros tinham duplicado a soma recebida; mas o terceiro tinha escondido cuidadosamente o talento que lhe fora confiado, pois conhecia a exigência do “senhor” e tinha medo. Os dois primeiros servos foram louvados pelo “senhor”, ao passo que o terceiro foi severamente criticado e condenado.
Provavelmente a parábola, tal como saiu da boca de Jesus, era uma “parábola do Reino”. O amo exigente seria Deus, que reclama para Si uma lealdade a toda a prova e que não aceita meias tintas e situações de acomodação e de preguiça. Os servos a quem Ele confia os valores do Reino devem acolher os seus dons e pô-los a render, a fim de que o Reino seja uma realidade. No Reino, ou se está completamente comprometido, ou não se está.
Depois, Mateus pegou na mesma parábola e situou-a num outro contexto: o da vinda do Senhor Jesus, no final dos tempos… A vinda do Senhor é uma certeza; e, quando Ele voltar, julgará os homens conforme o comportamento que tiverem assumido na sua ausência.
Nesta versão da parábola, o “senhor” é Jesus que, antes de deixar este mundo, entregou bens consideráveis aos seus “servos” (os discípulos). Os “bens” são os dons que Deus, através de Jesus, ofereceu aos homens – a Palavra de Deus, os valores do Evangelho, o amor que se faz serviço aos irmãos e que se dá até à morte, a partilha e o serviço, a misericórdia e a fraternidade, os carismas e ministérios que ajudam a construir a comunidade do Reino… Os discípulos de Jesus são os depositários desses “bens”. A questão é, portanto, esta: como devem ser utilizados estes “bens”? Eles devem dar frutos, ou devem ser conservados cuidadosamente enterrados? Os discípulos de Jesus podem – por medo, por comodismo, por desinteresse – deixar que esses “bens” fiquem infrutíferos?
Na perspectiva da nossa parábola, os “bens” que Jesus deixou aos seus discípulos têm de dar frutos. A parábola apresenta como modelos os dois servos que mexeram com os “bens”, que demonstraram interesse, que se preocuparam em não deixar parados os dons do “senhor”, que fizeram investimentos, que não se acomodaram nem se deixaram paralisar pela preguiça, pela rotina, ou pelo medo.
Por outro lado, a parábola condena veementemente o servo que entregou intactos os bens que recebeu. Ele teve medo e, por isso, não correu riscos; mas não só não tirou desses bens qualquer fruto, co
mo também impediu que os bens do “senhor” fossem criadores de vida nova.
Através desta parábola, Mateus exorta a sua comunidade no sentido de estar alerta e vigilante, sem se deixar vencer pelo comodismo e pela rotina. Esquecer os compromissos assumidos com Jesus e com o Reino, demitir-se das suas responsabilidades, deixar na gaveta os dons de Deus, aceitar passivamente que o mundo se construa de acordo com valores que não são os de Jesus, instalar-se na passividade e no comodismo, é privar os irmãos, a Igreja e o mundo dos frutos a que têm direito.
O discípulo de Jesus não pode esperar o Senhor de mãos erguidas e de olhos postos no céu, alheado dos problemas do mundo e preocupado em não se contaminar com as questões do mundo… O discípulo de Jesus espera o Senhor profundamente envolvido e empenhado no mundo, ocupado em distribuir a todos os homens seus irmãos os “bens” de Deus e em construir o Reino.



UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA
ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
portugal@dehonianos.org – www.dehonianos.org


O Papa Francisco implanta o Dia Mundial dos Pobres

Primeira edição é neste domingo, 19, e o lema é “Não amemos com palavras, mas com obras”: confira algumas das obras do Papa!

Graças a mais uma importante iniciativa instituída pelo Papa Francisco a fim de combater a pobreza e ajudar as pessoas carentes a conquistarem dignas condições de vida, será celebrado neste domingo, 19 de novembro, o primeiro Dia Mundial dos Pobres.

Para esta ocasião, o Vaticano estabeleceu parcerias com restaurantes de Roma para que cada um receba dez pessoas carentes e lhes sirva gratuitamente qualquer prato do seu cardápio, à escolha dos próprios convidados. É uma forma de ir envolvendo os restaurantes numa ação que as igrejas católicas de Roma já realizam há tempo, oferecendo refeições a pessoas que não têm recursos para pagá-las.

Por sua vez, o Papa Francisco receberá pessoalmente 1.500 pessoas carentes para um almoço comunitário, iniciativa que ele já realizou em várias outras ocasiões.

Além das refeições, o Vaticano oferece habitualmente aos pobres de Roma diversas instalações de qualidade voltadas a suavizar a sua situação de carência, como alojamentos, banheiros, duchas e até barbearia e lavanderia, além, é claro, das pastorais focadas em formação humanacapacitação profissional, visando torná-los cada vez mais independentes da ajuda material de terceiros.

 Reproduzimos abaixo um texto de dom Fernando Arêas Rifan, bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, a propósito do primeiro Dia Mundial dos Pobres.
No próximo domingo, dia 19, por instituição do Papa Francisco, se celebrará o primeiro Dia Mundial dos Pobres, com o lema “Não amemos com palavras, mas com obras”, extraído, da frase da 1ª Carta de São João: “Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade” (1 Jo 3, 18). E o Papa Francisco explica: “Estas palavras do apóstolo João exprimem um imperativo de que nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo ‘discípulo amado’ até aos nossos dias, aparece ainda mais acentuada ao contrapor as palavras vazias, que frequentemente se encontram na nossa boca, às obras concretas, as únicas capazes de medir verdadeiramente o que valemos”.
“Possuímos um grande testemunho já nas primeiras páginas dos Atos dos Apóstolos, quando Pedro pede para se escolher sete homens ‘cheios do Espírito e de sabedoria’ (6, 3), que assumam o serviço de assistência aos pobres. Este é, sem dúvida, um dos primeiros sinais com que a comunidade cristã se apresentou no palco do mundo: o serviço aos mais pobres. Tudo isto foi possível, por ela ter compreendido que a vida dos discípulos de Jesus se devia exprimir numa fraternidade e numa solidariedade tais, que correspondesse ao ensinamento principal do Mestre que tinha proclamado os pobres bem-aventurados e herdeiros do Reino dos céus”.
“… ‘De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: ‘Ide em paz, tratai de vos aquecer e matar a fome’, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta’ (Tg 2,14-17)”.
“Nestes dois mil anos, quantas páginas de história foram escritas por cristãos que, com toda a simplicidade e humildade, serviram os seus irmãos mais pobres, animados por uma generosa fantasia da caridade!… Se realmente queremos encontrar Cristo, é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta à comunhão sacramental recebida na Eucaristia”.
“Não esqueçamos que, para os discípulos de Cristo, a pobreza é, antes de mais, uma vocação a seguir Jesus pobre. Pobreza significa um coração humilde, que sabe acolher a sua condição de criatura limitada e pecadora, vencendo a tentação de omnipotência que cria em nós a ilusão de ser imortal…”.
“Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. São nossos irmãos e irmãs, criados e amados pelo único Pai celeste. O convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade”.
“Senhor, dai pão a quem tem fome/ e fome de justiça a quem tem pão!
Dom Fernando Arêas Rifan,
bispo administrador apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney


Sexta, 17/11/2017 - Aleteia

17 cientistas que eram também sacerdotes católicos

Ciência e fé só andam separadas na cabeça de quem quer negar alguma parte da essência humana

A ciência e a  são parceiras que só andam separadas na cabeça de quem quer negar alguma parte da essência humana, aberta naturalmente ao conhecimento, à busca de significado e à exploração de hipóteses que possam ser confirmadas ou refutadas. Não há verdadeira ciência sem abertura ao mistério, nem fé autêntica sem abertura à investigação científica. Faz todo o sentido, por isso, que alguns dos grandes cientistas da história da humanidade tenham sido também sacerdotes.
Conheça 17 deles:

1 – São Silvestre II (945-1003)

O primeiro Papa francês da história da Igreja era matemático e foi um dos primeiros divulgadores dos numerais indo-arábicos na Europa cristã.

2 – Guido d’Arezzo (992 a 1050)

Este monge medieval é um dos responsáveis pelo sistema de notação musical moderna: foi ele quem criou o tetragrama e batizou as notas musicais (a partir das primeiras sílabas de um hino em latim a São João Batista).

3 – Santo Alberto Magno (1193-1280)

Sacerdote dominicano, bispo e Doutor da Igreja, foi também o químico a quem se credita a descoberta do arsênio.

4 – Roger Bacon (1214-1294)

Frade franciscano conhecido como “Doutor Admirável”, fez estudos e pesquisas em áreas importantes do conhecimento como a mecânica, a ótica e a geografia, além da filosofia.

5 – Jean Buridan (1300-1375)

Padre francês, foi um dos pioneiros da Teoria do Ímpeto, que abriu caminho para a dinâmica de Galileu e para o princípio da inércia de Isaac Newton.

6 – Nicolau Oresme (1323-1382)

Teólogo e bispo de Lisieux, fez estudos e pesquisas não apenas como filósofo, psicólogo e musicólogo, mas também como economista, matemático, físico e astrônomo, e, graças a esse conjunto de conhecimentos, descobriu a refração atmosférica da luz.

7 – Nicolau Copérnico (1475-1543)

Embora seja famosíssimo, ainda há muita gente que não sabe que este matemático e astrônomo polonês, pai da teoria heliocêntrica e da astronomia moderna, era sacerdote. E também era jurista, político, líder militar, diplomata e economista.

8 – Francesco Maria Grimaldi (1618-1663)

Padre jesuíta italiano, físico e matemático, ele construiu instrumentos para medir características geológicas da lua e foi pioneiro nos estudos sobre a difração da luz.

9 – Giovanni Battista Riccioli (1598-1671)

Também sacerdote jesuíta, foi o primeiro a medir a aceleração de um corpo em queda livre e é reconhecido como pioneiro da astronomia lunar.

10 – Athanasius Kircher (1602-1680)

Outro jesuíta cientista, inventor, poliglota e especialista em cultura oriental, contribuiu também com a medicina ao usar um microscópio rudimentar para examinar doentes de peste: um projetor de imagens conhecido como “lanterna mágica”, criado por ele próprio, possibilitou importantes avanços na compreensão da peste bubônica. Além disso, escreveu mais de quarenta livros, entre eles o famoso “Mundus Subterraneus” (1665), para expor o conhecimento da época sobre o interior da Terra.

11 – Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685-1724)

Este padre é um dos precursores da aviação, área em que a sua importância é relevante a ponto de que a Força Aérea Brasileira conceda todos os anos, a pessoas que prestaram serviços importantes para a aeronáutica, um prêmio que traz o nome dele: a Medalha Bartolomeu de Gusmão.

12 – Ruder Boskovic (1711-1787)

Mais um jesuíta que, além de sacerdote, era poeta, físico, astrônomo, filósofo e matemático. Influenciou na obra de nomes tão relevantes como Faraday, Kelvin e Einstein.

13 – Gregor Mendel (1822-1884)

Agostiniano austríaco e pai da genética, legou ao mundo as assim chamadas “leis de Mendel” sobre a transmissão dos caracteres hereditários.

14 – James B. Macelwane (1833–1956)

Todos os anos, a União Geofísica Americana concede a medalha James B. Macelwane a um cientista de até 36 anos de idade que tenha prestado contribuições significativas à Geofísica. O nome da medalha é uma homenagem a este padre jesuíta que se dedicou com grande empenho à formação de jovens cientistas que contribuíssem com o progresso da humanidade.

15 – Jean-Baptiste Carnoy (1836-1899)

Fundador da citologia, é dele a criação da importante fórmula da medicina conhecida como “solução de Carnoy”. Nascido na Bélgica, foi ordenado sacerdote em 1861 e se doutorou em Ciências Naturais em 1865.

16 – Georges Lemaître (1894-1966)

Padre católico belga, era astrônomo, cosmólogo e físico. Propôs a “hipótese do átomo primordial” para estudar a origem do universo, o que veio a se popularizar como a teoria do Big Bang. Na foto que ilustra este artigo, vemos o pe. Lemaître com Albert Einstein na Califórnia em 1933.

17 – Bonaventura Thürlemann (1909–1997)

A este padre beneditino e professor de matemática e física na escola do mosteiro de Engelberg, na Suíça, é reconhecida a invenção dos medidores eletromagnéticos de fluxo. Ele publicou, em 1941, um trabalho intitulado “Methode Zur Elektrischen Geschwindigkeitsmessung Von Flüssigkeiten” (Método Elétrico para a Medição da Velocidade em Líquidos).

E mais:

Para não alongar muito, sugerimos este artigo sobre a contribuição tanto histórica quanto atual da Igreja ao conhecimento científico do mundo: Harmonia entre a Ciência e a Igreja, de Alexandre Zabot, que é físico, doutor em Astrofísica, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e católico.

MAS…

Apesar de toda a contribuição da Igreja nos diversos campos científicos e culturais, do filosófico ao psicológico, do social ao literário, do artístico ao jurídico, do médico ao astronômico, do químico ao físico, do musical ao pedagógico (e poderíamos continuar  detalhando longamente…), ainda é grande (e surpreendente) o número de laicistas intelectualmente desonestos que teimam em pré-julgar uma Igreja que sequer conhecem – muito em desacordo com seu próprio mantra de se livrar de boatos infundados em vez de engoli-los cegamente…

Ao se fecharem arrogantemente ao que não conseguem entender, esses pseudo-cientistas incorrem no mesmo dogmatismo cego que, ironicamente, atribuem à Igreja; ou, prescindindo de toda ética, se comportam como deuses e causam catástrofes criminosas em nome de uma ciência que não passa de ideologia irresponsável; ou se alinham à prepotência eugenista do nazismo; ou deixam de enxergar a beleza que vai muito além da estreitez dos seus conceitos anticientíficos disfarçados de progresso humano – e propõem genuínas barbaridades.

Ah, mas e Galileu? Aqui. E a Inquisição? Aqui. E as Cruzadas? Aqui. E… e… e…


Não existem nem cem pessoas que odeiam a Igreja católica. Mas existem milhões de pessoas que odeiam o que eles pensam que é a Igreja católica” (Fulton Sheen).


Sexta, 17/11/2017 - Aleteia

Oração a Santa Edwiges pedindo a graça de um emprego

Para quem está procurando emprego ou quer interceder por alguém

Ó Santa Edwiges, vós que na terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados, e no Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante vos peço que sejais a minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio de que urgentemente preciso: (fazer o pedido).

Alcançai-me também a suprema graça da salvação eterna.

Santa Edwiges, rogai por nós! Amém.


Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e Glória ao Pai.


Quarta, 15/11/2017 - Aleteia

Encerrando ciclos: seja quem você é

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.



Seja resiliente.


Quarta, 15/11/2017 - Revista Pazes / Aleteia

Papa ganha Lamborghini e decide leiloá-lo

O Papa Francisco foi presenteado nesta quarta-feira com um modelo especial da marca de automóveis de luxo Lamborghini, de cor branca, que será leiloado para financiar projetos humanitários, informou o Vaticano.

O pontífice benzeu o carro e assinou o capô, diante de diretores da marca presentes no Vaticano. O automóvel será vendido pela casa Sotheby’s.

O preço do modelo gira em torno de 200 mil euros, mas se espera que o carro do Papa seja arrematado por um valor mais alto.

O Papa determinou que o dinheiro arrecadado seja usado para financiar um projeto de reconstrução de residências, locais de culto e infraestrutura pública na planície de Nínive, Iraque, a fim de ajudar os cristãos que fugiram da guerra a recuperar “suas raízes e sua dignidade”, indicou a Santa Sé.

O Lamborghini do Papa também irá financiar uma associação italiana que ajuda vítimas de redes de prostituição, bem como duas associações italianas atuantes na África, entre elas um grupo internacional de cirurgiões.


O Papa, que costuma receber presentes curiosos, já havia leiloado, com fins de caridade, uma motocicleta Harley Davidson.


Quarta, 15/11/2017 - Agências de Notícias / Aleteia

Onde está escrito que só a Bíblia vale?

Cristo NÃO disse aos Apóstolos: “Sentai-vos, escrevei ou viajai e distribuí Bíblias”, mas sim: “Ide e pregai; quem vos ouve, a mim ouve”.

“A Bíblia, e só a Bíblia: eis a única regra de fé”. Verdade capital, fundamento de todo o cristianismo e que, por isso mesmo, se devera encontrar expresso com uma clareza insofismável na própria Escritura. No entanto, abro a Bíblia, percorro-a de cabo a rabo, e não a encontro uma só vez nem sequer acenada! Que terrível decepção! Para firmar a sua norma de fé, o protestantismo começa por violá-lo flagrantemente. A contradição irrompe logo pela primeira porta e crava-se no coração do sistema.

Lutero e os seus discípulos encalçados pela lógica dos católicos deram-se a folhear as Escrituras à cata de textos que os justificassem. Baldado esforço. Nenhum protestante instruído ousaria fazer gala das investigações exegéticas dos primeiro reformadores. Nem foram mais felizes os que lhes sucederam na desesperada empresa. Assim, da sua excursão pela imensa seara bíblica colheu o Sr. C. Pereira [1] não mais de três textos. Quereis ver-lhes a força demonstrativa?

O primeiro é de S. João (5, 39): “Examinai as Escrituras”. O seu significado nem de longe acena à tese protestante. Cristo num discurso apologético prova contra os seus adversários a divindade de sua missão. Invoca primeiro o testemunho do Padre, depois o do Precursor, apela em seguida para os seus milagres e finalmente num argumento ad hominem aduz a verificação das profecias escritas: “Vós examinais [2] as Escrituras cuidando ter nelas a vida  eterna; pois são elas que dão testemunho de mim”.

Ver nestas palavras — dirigidas não aos discípulos, mas aos adversários, propostas não como regra de fé do cristianismo, senão como prova apologética do seu messiado — uma confirmação da teoria protestante, é zombar da Escritura e insultar o bom senso dos leitores.


O segundo texto é tirado de S. Mateus (13, 43). Ao terminar a explicação da parábola do trigo e do joio diz Jesus: “Quem tem ouvidos de ouvir, ouça”. O Sr. C. Pereira vê aí toda a doutrina da Reforma: só a Bíblia é regra da fé; só o livre exame deve interpretá-la. Se, a grande esforço, não chegais a enxergar naquelas palavras todas estas importantíssimas verdades, a culpa é vossa. Falta-vos aquela agudeza de intuição que caracteriza a exegese do ilustrado gramático.

O Apocalipse de S. João subministra-lhe outro passo não menos peremptório: “Bem-aventurado aquele que lê e ouve as palavras desta profecia” (1, 3). O que diz o Discípulo amado, entende-se facilmente. Ler e ouvir a palavra inspirada é fonte de felicidade. A Igreja a lê todos os dias na sua liturgia e aconselha repetidamente a sua leitura aos fiéis. Mas daí à afirmação protestante vai um abismo que nem a hermenêutica mais atrevida é capaz de saltar.

Com estas infantilidades proferidas em tom de seriedade aruspicina, julga-se o Sr. C. Pereira no direito de concluir: “estes passos e muitos outros [3] da Sagrada Escritura importam em um reconhecimento formal do direito, e, ainda mais, do dever do livre exame e juízo privado no estudo do código divino”. Quem tem ouvidos de ouvir ouça… e pasme diante desta lógica de por aí além!

Mas se a Escritura, nem mesmo torturada, dá um só texto em favor do protestantismo, a sua origem, a sua índole, as suas declarações formais depõem concordemente contra ele.

Jesus Cristo só ensinou de viva voz, não escreveu uma só linha. E todo o cristianismo deveria apoiar-se num livro! E Cristo não nos deu este livro! E Cristo não disse aos seus apóstolos: “Sentai-vos, escrevei ou viajai e distribui Bíblias”; senão: “Ide e pregai; quem vos ouve, a mim ouve”. E os apóstolos foram fiéis à sua missão; poucos escreveram e pouco, todos pregaram e muito.

Já a Igreja estava fundada, já o cristianismo se havia propagado e não havia ainda um livro do Novo Testamento! O primeiro evangelho de S. Mateus, escrito em aramaico, saiu na Palestina vários anos depois da ascensão do Senhor; o último, de S. João, veio à luz nos derradeiros anos do primeiro século. Durante este tempo a Igreja crescia e prosperava em todo o mundo. Qual era então a regra de fé dos cristãos? Qual o veículo da doutrina integral de Jesus? O ensino oral, vivo, autêntico dos apóstolos ou dos a quem eles confiaram o governo e a doutrina das cristandades [4].

Em que dia, em que ano, em que época cessou esta economia para dar lugar ao reino do livro? Só a Bíblia o deveria dizer. Di-lo? Não. Antes como depois da Bíblia, a Igreja continua sempre como a fundou Cristo, como a estabeleceram os apóstolos, afirmando o direito de ensinar de viva voz, de examinar e interpretar os livros que se apresentam como inspirados. Na história, nenhum vestígio de ab-rogação da antiga regra de fé.

Seria mesmo possível esta ab-rogação? Seria possível que a Igreja, mais tarde, substituísse outra norma de crer à que foi ensinada, praticada e inculcada pelo próprio Cristo e pelos apóstolos?

Mas, enfim, os apóstolos escreveram alguma coisa; escreveram  evangelhos e epístolas. Porventura pretenderam encerrar nestes escritos todo o cristianismo, todo o depósito das verdades reveladas? Basta considerar-lhes a índole e natureza para responder imediatamente e sem tergiversar: não.

S. Mateus escreve para provar aos hebreus que Jesus é o Messias prometido. Da vida do Salvador escolhe os fatos que lhe faziam ao intento e omite os outros. S. Marcos, que resume a pregação de S. Pedro, é ainda mais conciso e poucas notícias novas adianta às que já escrevera S. Mateus. Aos evangelistas anteriores S. Lucas acrescenta algumas parábolas, alguns milagres, alguns episódios da vida do Senhor. S. João, a pedido dos fiéis, toma a pena para pôr em maior relevo a divindade de Cristo, contra as heresias nascentes dos corintianos, ebionitas e nicolaítas.

E as epístolas? Escrevem-nas os seus autores, segundo a oportunidade, para corrigir um erro, extirpar um preconceito, expor uma doutrina, premunir contra uma heresia, dar um conselho, etc. Surgem escândalos na igreja de Corinto? Dirige-lhe S. Paulo duas epístolas veementes. Ilaqueiam os judaizantes a boa fé dos Gálatas? Escreve-lhes o apóstolo precavendo-os contra as suas insídias. A Timóteo, a Tito manda conselhos, exortações, instruções sobre o modo de governar a Igreja, etc.


Em todo o Novo Testamento não há um só compêndio ordenado da doutrina cristã, nada que se pareça com um manual, um código, um catecismo destinado a substituir o magistério vivo e ser para o futuro o canal exaustivo do ensinamento cristão. À vista deste caráter evidentemente ocasional de todos os livros inspirados do N.T., como afirmar que só a Bíblia é fonte de fé, que só nela se encerram todas as verdades religiosas?

Há mais. Os próprios apóstolos que deixaram escritos e precisamente os que por último escreveram, são os primeiros a declarar que não escreveram tudosão os primeiros a insistir em que se conserve a tradição do seu ensino oral. S. João remata o seu Evangelho advertindo que Jesus fez muitas outras coisas que não se acham escritas no seu livro nem em livro algum (cf. Jo20, 30; 21, 25). O mesmo apóstolo termina as suas duas últimas epístolas dizendo expressamente que não quis confiar tudo à tinta e ao pergaminho, reservando para o comunicar de viva vozos ad os loquemur (cf. 2Jo, 12; 3Jo, 14).

S. Paulo não se cansa de inculcar a necessidade da tradição oral. Aos tessalonicenses: “Estai firmes, irmãos, e conservai as tradições que aprendestes ou de viva vozou por epístola nossa” (2Ts 2, 15). Na mesma carta: “Nós vos prescrevemos […] que vos aparteis de todos os irmãos que andem desordenadamente e não segundo a tradição que receberam de nós” (2Ts 3, 6). A Timóteo: “O que de mim ouviste por muitas testemunhas, ensina-o a homens fiéis que se tornem idôneos para ensinar aos outros” (2Tm 2, 2). Aí está claro o ensino vivo,  transmitido por tradição de uns a outros. O apóstolo já velho, nas vésperas do martírio, adverte a Timóteo a necessidade de prover quem continue o seu magistério. Nada de livre exame das Escrituras; sempre o ensino oral feito por mestres autorizados.

Nas suas duas epístolas ao mesmo discípulo, insiste ainda São Paulo para que conserve o bom depósito: “bonum depositum custodi” (1Tm 6, 20; 2Tm 1, 14). Com os corintos, na sua primeira epístola, congratula-se porque haviam conservado as suas tradições orais: “sicut tradidi vobis, praecepta mea sustinetis” (1Cor 1, 14).

De todos estes textos o Sr. C. Pereira nem uma palavra! Em vez de cantar em todos os tons o mesmo estribilho: a Bíblia, e só a Bíblia, fora melhor que a patenteasse aos seus leitores e lhes dissesse sinceramente: “Julgai. Em todo o N.T. nem uma só vez se propõe explicitamente ou implicitamente a regra protestante.  Em mil lugares diversos se inculca a necessidade do ensino vivo, a importância de conservar a tradição, a insuficiência da Escritura, que, segundo afirma S. João, não encerra tudo o que ensinou o Salvador. Jesus Cristo nunca mandou aos seus discípulos que folheassem em um livro para achar a sua doutrina, mandou pelo contrário aos fiéis que ouvissem aos que Ele mandara pregar: Quem vos ouve, a mim ouve; se algum não ouvir a Igreja, seja considerado como infiel e publicano, isto é, não pertencente à minha Igreja; se algum não vos receber nem ouvir as vossas palavras, saindo da casa ou da cidade, sacudi o pó dos sapatos; Pai, oro, não só por esses (apóstolos), mas por todos os que hão de crer em mim mediante a sua palavra a fim de que sejam todos uma coisa só. Foi Jesus ainda quem prometeu o seu Espírito de Verdade, a sua assistência espiritual, todos os dias até à consumação dos séculos, para que os apóstolos, vivendo moralmente em seus sucessores, continuassem até ao fim dos tempos a ensinar sempre tudo o que Ele nos mandou. Eis, meus caros leitores, o que diz a Bíblia”.

Assim devera falar o Sr. C. Pereira, se desejasse ser sincero e realmente lhe interessasse o conhecimento exato e fiel das Escrituras. Mas é mais fácil repisar o estafadíssimo chavão: A Bíblia, só a Bíblia. É mais cômodo passar a esponja na história e continuar a escrever: Roma fecha a Bíblia; só a Reforma abriu aos povos o Livro da palavra de Deus.

Referências

  1. Trata-se de Eduardo Carlos Pereira (1855-1923), mineiro de origem que durante vários anos lecionou português e latim no estado de São Paulo. Foi uma das principais vozes do presbiterianismo em terras brasileiras no século XIX e inícios do século passado. Publicou, por volta de 1920, um estudo intitulado O Problema Religioso do América Latina, de tom marcadamente anti-católico. Foi contra as afirmações contidas nesta obra que o Pe. Leonel Franca escreveu, em 1922, o livro A Igreja, a Reforma e a Civilização, de cuja 5.ª edição são transcritas no presente artigo apenas alguns trechos (Equipe CNP. Todas as demais notas são do autor).
  2. O contexto mostra evidentemente que scrutamini é forma de indicativo, não de  imperativo.
  3. Que pena terem eles ficado no tinteiro do erudito pastor.
  4. Em duas admiráveis conversões relatadas por S. Lucas salienta-se com admirável relevo a necessidade do ensino oral. Saulo, prostrado no caminho de Damasco pergunta a Jesus: Senhor, que quereis que eu faça? — Levanta-te, entra na cidade, e aí te dirão o que deverás fazer. Act., IX, 6. Não lhe dá uma Bíblia. — Voltava de Jerusalém o eunuco  da rainha Candace de Etiópia e lia Isaías. Filipe, apóstolo, movido pelo Espírito Santo  aproxima-se e pergunta-lhe: crês porventura que entendes o que estás lendo? — E como o poderei entender, torna o eunuco, se não houver alguém que mo explique? Sobe então o apóstolo ao carro e, tomando ocasião do passo que acabara de ler, evangeliza-o e administra-lhe o batismo. Act., VIII, 26, sgs. — Onde a suficiência da Escritura interpretada pelo livre exame?

Notas

  • Transcrição de Pe. Leonel Franca, A Igreja, a Reforma e a Civilização. 5.ª ed., Rio de Janeiro, Vozes, 1948, pp. 212-217.

Segunda, 13/11/2017 - via Pe. Paulo Ricardo / Aleteia

Saiba quem é o brasileiro indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2018

Conhecido como "Senhor Gentileza", o indicado lidera uma rede de solidariedade com mais de 35 mil pessoas

Gentileza gera gentileza. A clássica frase de José Datrino, o profeta Gentileza, que, com seus escritos, levavam mensagem de paz, amor ao próximo, bondade e esperança nas ruas do Rio de Janeiro a milhares de pessoas, marcou e muito a vida do escritor e palestrante Luiz Gabriel Tiago.

Luiz, conhecido como “Senhor Gentileza”, também é empresário e turismólogo niteroiense, tem 39 anos e acaba de ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz. A indicação é fruto de sete anos de atuação no “Pontinho de Luz”, sua empresa social, sediada em sua terra natal, (Niterói-RJ), que movimenta uma rede de solidariedade de 35 mil pessoas, responsáveis por ações sociais realizadas no Brasil e no exterior, cujos recursos advêm de treinamentos e doações.

A Pontinho de Luz, que já arrecadou mais de 500 toneladas de alimentos, ajuda, atualmente, 90 famílias, com doação mensal de cestas básicas. Também entrega remédios, fraldas e qualquer tipo de mantimentos para quem precisa.

Luiz Gabriel Tiago é autor dos livros “Como driblar a raiva no trabalho” e “Gentileza no Trabalho”, ambos lançados pela Editora Ideias & Letras, cuja proposta é criar um novo comportamento pautado na cordialidade, no respeito ao próximo e na solidariedade. Ele mostra que a gentileza no trabalho é o grande trunfo de profissionais prontos para captar novos clientes, fidelizá-los e incrementar os resultados. Em um período em que chegamos ao limite brutal da falta de ética nas relações, só conquistará o sucesso contínuo quem conduzir suas relações interpessoais com empatia, cordialidade, respeito e gerando atitudes positivas. Segundo o autor, pessoas gentis atraem fidelidade. O Jornal Santuário e o Portal A12 conversaram com Luiz Gabriel Tiago, que falou sobre a indicação ao Nobelsobre a Pontinho de Luz e sobre, gentileza, tão pregada em seus livros, entre outros assuntos.

Como você recebeu a notícia de que foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz? Como se deu essa indicação?

Luiz Gabriel Tiago – No dia primeiro de setembro, deste ano, recebi um e-mail congratulando-me pela indicação ao Prêmio Nobel. Acabei apagando o e-mail, achando que era um spam, um e-mail em massa, e logo depois, recebi uma ligação dizendo que o Instituto Nobel tinha a indicação ao Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho realizado pela na Pontinho de Luz. A indicação partiu de um jurista do Rio de Janeiro, Celio Celli de Oliveira Lima, que pertence a um grupo de pessoas, espalhadas pelo mundo, que estão aptas a indicarem projetos ao Prêmio Nobel. Ele, durante meses, foi coletando material sobre o nosso projeto e encaminhou ao Instituto Nobel, na Suécia. Hoje estou começando a entender essa indicação, a ficha está caindo aos poucos: é o maior prêmio da humanidade, só de estar sendo indicado já é um prêmio, pois é algo que ficará marcado para sempre. Estou muito feliz!

Fale-nos sobre a Pontinho de Luz, sua empresa social, que há sete anos atua ministrando cursos sobre empatia e coordenando uma rede de solidariedade em todo o Brasil.

Luiz Gabriel Tiago – A Pontinho de Luz é uma empresa social, um conceito novo no Brasil. Uma empresa, porque tem fins lucrativos, mas também uma ONG, por ter seu trabalho social. Ela ministra cursos pagos, e o dinheiro arrecadado financia os projetos, que destinamos ao próximo, sem depender de campanhas e caridade alheia de terceiros, tem vida própria e se auto-sustenta. Mensalmente, 500 pessoas, entre moradores de rua e pessoas com moradias, se alimentam por causa da Pontinho de Luz. É um trabalho que acontece no Brasil todo, e o nosso foco é a erradicação da fome. Nós vamos aonde o povo sente fome, o alvo são essas pessoas. Até a fome deixar de existir no Brasil. Não sei se estarei vivo para ver isso, mas tenho esperança de que um dia a fome acabará em nosso país.

Sobre o conceito de gentileza e empatia, você tem uma publicação que aborda essa temática:, o livro Gentileza no Trabalho, lançado em 2013 pela Editora Ideias e Letras. Conte-nos sobre essa obra.

Luiz Gabriel Tiago – O livro é uma leitura de fácil acesso, a qual mostra de como ser gentil no ambiente profissional. Existe uma lacuna no trabalho, – e imagino que muitas pessoas passem por isso –, que é a falta de trato entre as pessoas, a falta de preocupação com seu colega. Uma palavra grosseira, uma fofoca, tudo isso afeta muito o ambiente de trabalho. Existem pessoas que têm pavor da música de encerramento do programa Fantástico (Rede Globo), pois elas lembram que o domingo acabou e que, no dia seguinte, terão de ir no ao serviço. Isso é horrível! Você tem de sentir prazer, estar feliz no em seu trabalho. É lá que você produz, que faz algo útil, que troca seu serviço por salário. Não é justo você não ter prazer no em seu trabalho! A empresa tem de ser seu porto seguro! Um um lugar onde as pessoas vão ampará-lo e que você tenha vontade e prazer de ir.

Relacionando a gentileza ao trabalho, acredita-se que o clima organizacional seja humanizado e as pessoas possam trabalhar em harmonia com os valores da empresa. Diante da implantação de um programa de Gentileza Corporativaos colaboradores são envolvidos numa metodologia eficaz e que os conscientiza de que não precisam esperar alguém tomar a iniciativa em ser mais tolerantes e solidários.

Até que ponto vida pessoal e profissional podem se misturar, já que o trabalhador é um só?

Luiz Gabriel Tiago  Os tempos mudaram e o profissional de hoje anseia encontrar a plenitude pessoal e profissional. Antigamente era muito comum as pessoas dizerem que os problemas de casa ficavam da porta para fora da empresa e que nunca misturavam as coisas. Porém, diante da carga profissional cada vez mais exaustiva, é necessária uma humanização fazendo com que possam encontrar no trabalho um local onde sinta segurança e conforto emocional.

O livro mostra que comportamento é condicionamento. Como quebrar certos comportamentos arraigados a profissionais acomodados?

Luiz Gabriel Tiago – É muito difícil mudar o comportamento de profissionais que já estão na empresa há 15, 20 anos e não estão dispostos a transformações. Porém, essa tarefa não é impossível e pode ser uma condição para a readequação do perfil da corporação ao mercado, especialmente por causa da concorrência. Trata-se de uma espécie de seleção natural (ou corporativa), em que os capazes de se adaptar às tendências serão os “predadores” da atualidade. Através das técnicas aplicadas em nossos treinamentos, conseguimos fazer uma “viagem” ao interior desses profissionais e eles próprios conseguem enxergar a necessidade de mudanças.

Há quem pareça gentil mas age assim para fazer fofoca visando a mobilidade dentro da empresa. Como avalia esse comportamento?

Luiz Gabriel Tiago – Posso elencar uma dezena de consequências negativas por causa da falta de gentileza nas empresas. No trabalho as pessoas tendem a se comunicar através de e-mail, atendem os ramais de forma fria, valorizam as “fofocas” e se distanciam cada vez mais.

Os profissionais perderam a capacidade de ouvir de forma imparcial – o que dificulta uma gestão participativa e focada em pessoas. O caminho é muito simples para que a fofoca seja minimizada seguindo a regra dos três C´s: Cumprimentar, Colaborar e Compreender. Através dessa sequência exercitamos alguns valores importantes e indispensáveis para nossa sociedade, como boa educação, respeito, empatia e solidariedade. Em vez de valorizarmos os defeitos dos outros precisamos nos convencer de que os tempos mudaram e – as qualidades devem vir na frente.

Qual a importância de um bom network?

Luiz Gabriel Tiago – Ter uma boa rede de relacionamentos é um dos caminhos mais favoráveis ao sucesso profissional. Hoje é muito simples ampliar seus contatos, em especial para aqueles que se conectam ao mundo virtual e estão familiarizados com isso. As redes sociais são capazes de unir pessoas afins num curto espaço de tempo e distância. Basta estar antenado ao que acontece no mundo e focar os grupos que discutam o mesmo tema, segmento ou profissão do seu interesse.

Todos precisam cultivar contatos interessantes. Ter boas amizades no seu círculo pode abrir portas na sua área de trabalho, principalmente se precisar de uma indicação ou se decidir empreender em seu próprio negócio.

No mundo atual, relacionamento interpessoal é o caminho certeiro para o sucesso. Se for com gentileza, uma grande etapa já foi percorrida!

Qual o segredo para ser verdadeiramente gentil?

Luiz Gabriel Tiago – Ao praticar o bem, literalmente “detonamos” o pessimismo e contribuímos para um mundo melhor. O ideal é não se preocupar com algum tipo de retorno, pois muitas pessoas se queixam que são gentis, mas ficam chateadas por não serem gratificadas de imediato.

Bobos são aqueles que ainda não descobriram o potencial que as pessoas gentis têm. Essa ideia de “esperteza” é bem característica dos brasileiros, pois acreditam que sempre existe alguém que vai “passar a perna” e que o mundo é dos “espertos”. Eu garanto: basta uma pessoa gentil no trabalho e consciente de seu papel para que aconteça uma transformação.

Outros brasileiros indicados ao Nobel da Paz

O Brasil já teve 14 indicados ao Nobel da Paz, mas nenhum deles levou o título. Veja quem foram os indicados:

1. Barão do Rio Branco
2. Afrânio de Melo Franco
3. Oswaldo Aranha
4. Raul Fernandes
5. Marechal Rondon
6. Josué de Castro
7. Dom Hélder Câmara
8. Chico Xavier
9. Irmã Dulce
10. Dom Paulo Evaristo Arns
11. Betinho
12. Zilda Arns
13. Gaetano Brancati Luigi
14. Maria da Penha


A lista com os nomes dos finalistas do prêmio sairá em março de 2018.


Segunda, 13/11/2017 - A12 / Redação da Aleteia
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