Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 02/07/2017

“Queridos filhos, os agradeço porque responderam ao Meu chamado e porque se reuniram em torno de Mim, em torno da Sua Mãe Celestial. Eu sei que pensam em Mim com amor e esperança. Eu sinto o amor de cada um de vocês, como também a sede do Meu Amadíssimo Filho, que por meio do Seu Amor Misericordioso, sempre e novamente Me envia até vocês. Ele que era homem e Deus Uno e Trino. Ele que por causa de vocês sofreu com o corpo e com a alma. Ele que se fez pão para dar pão às suas almas, para poder salvá-las.

Meus filhos, os ensino como serem dignos do Seu Amor, para poderem dirigir os seus pensamentos a Ele, para poderem viver o Meu Filho. Apóstolos do Meu Amor, os envolvo com o Meu Manto porque como Mãe desejo salvá-los.

Os peço: rezem pelo mundo inteiro. O Meu Coração sofre. Os pecados se multiplicam, são muitos. Mas com a ajuda de vocês, vocês que são humildes, cheios de amor, escondidos e santos, o Meu Coração triunfará. Amem o Meu Filho acima de tudo, e o mundo inteiro por meio Dele.

Não esqueçam nunca que cada irmão seu leva em si algo de precioso: a alma. Por isso, Meus filhos, amem a todos aqueles que não conhecem o Meu Filho, para que por meio da oração e do amor que vem da oração, eles possam tornarem-se melhores, a fim de que a bondade neles possa vencer, para poder salvarem as almas e terem a Vida Eterna.

Meus Apóstolos, Meus filhos, o Meu Filho pediu que amassem uns aos outros; que isto esteja escrito em seus corações e com a oração comecem a viver este amor.

Obrigada.

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

EVANGELHO DO DIA 23/07/2017 – Mateus 13,24-43

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: “O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando o trigo cresceu e deu fruto, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio? Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’. Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ ‘Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’ “.Jesus disse-lhes outra parábola: “O reino dos Céus pode comparar-se a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos”. Disse-lhes outra parábola: “O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado”. Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: “Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo”. Jesus deixou então as multidões e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe: “Explica-nos a parábola do joio no campo”. Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que o semeou é o Demónio. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão-de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça”.


Palavra da Salvação.
Gloria a Vós Senhor!


COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Vivemos num mundo repleto de contrastes: enquanto uma grande parte do globo se debate com a falta daquilo que é essencial para a vida, uma outra parte malbarata os bens que lhe são amplamente concedidos.
A vida quotidiana pauta-se, então, por constante ansiedade.
Este modo de viver gera nuns e noutros uma impaciência intolerante. Mercê da carência ou perante a abundância, desunem-se vontades, geram-se ódios, multiplicam-se as divisões, cometem-se injustiças…
A liturgia da Palavra deste domingo ajuda-nos a compreender que Deus respeita a liberdade do homem e que, perante a nossa impaciência, manifesta a Sua grandeza e o Seu poder através de uma paciência infinita.
Uma vez que em cada um de nós também coexiste o bem e o mal, devemos neste dia procurar reflectir sobre o modo como gerimos a nossa tolerância, perante as nossas próprias fraquezas e debilidades, bem como diante as daqueles com quem convivemos.


UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA
ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
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P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
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Como rezar por quem me humilhou?

Uma oração por todos os que agridem as outras pessoas - mesmo que sem querer

Há alguns dias, tenho tido situações difíceis e tenho precisado passar mais tempo com meu Senhor no sacrário, onde me coloco a refletir sobre esta passagem bíblica: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”  (Mt 11,28-30).

Eu me sentia assim: cansado, inquieto, precisava de alívio.

Enquanto estava ajoelhado, a única coisa que pedia a Deus era que Ele me ajudasse a aceitar sua vontade, que me desse a fé que me faltava para saber que, apesar de não estar feliz com o que estava acontecendo, seus planos são perfeitos e, ao final de minha vida, entenderia os motivos pelos quais agora eu me lamento.

Justamente neste momento, escutei que, nas minhas costas, alguém estava soluçando. Não quis olhar para não ficar chato. E continuei rezando – agora também pela pessoa que estava atrás de mim.

Em pouco tempo, a jovem se aproximou e começou a desabafar comigo sobre suas dores. Era uma índia da serra de Hidalgo que veio estudar na universidade e morar com uma tia, que lhe prometeu ajuda.

No começo, tudo ia bem. Mas, pouco a pouco, a tia começou a mudar de atitude. Primeiro, disse que ela não poderia comer na mesa com todos, devia esperar e comer o que sobrasse. Depois, tirou-a do quarto e a mandou para um corredor com uns cobertores. Também não permitia que ela assistisse TV enquanto eles estivessem lá. Por último, exigiu que ela fizesse todos os trabalhos domésticos quando chegasse em casa.

A pobre menina estava muito triste. O que mais lhe doía é que não a tratavam como membro da família. Seus primos zombavam porque ela era índia e o tio não a considerava. Ela sofria uma infinidade de humilhações e, ultimamente, pensava até em suicídio.

Enquanto ela falava, chegavam à minha mente coisas que eu já tinha ouvido, como: “Padre, minha sogra não me aceita porque não sou da cidade”; “Meus pais não me amam porque não tenho boas qualidades como meus irmãos”; “Na minha família, meus filhos são zombados porque não têm roupas de marca”; “Desprezam-me porque não estudei”; “Não me aceitam porque meu esposo me deixou”; “Não me convidam para festas porque acham que não sou da mesma classe social”…

A discriminação que esta jovem sofre é um extremo. Mas quantas vezes no interior de nossas famílias, escolas e trabalhos discriminamos “discretamente”, com olhares, grosserias, piadinhas…? 

Embora pareça uma brincadeira inocente, as pessoas sofrem. Perguntem a mim, que sou padre, e ouço diariamente a dor das pessoas. As pessoas vivem destroçadas por causa destas atitudes.

Escutei a moça e lhe expliquei que ninguém tem o direito de fazê-la se sentir mal, pois Deus a criou para ser feliz. Pedi-lhe que orasse muito para que o bom Jesus olhasse com ternura para ela e a fizesse conhecer o verdadeiro valor que ela tem e que nunca mais permitisse que nem sua família nem ninguém tirasse a sua felicidade e seu esforço para alcançar seus sonhos. Pedi que juntos rezássemos por nós, mas também pela conversão de nossos agressores:

Senhor Jesus, te pedimos que nos fortaleças com teu Espírito Santo, de tal forma que ele nos proteja contra as ofensas que recebemos. Que nada nem ninguém nos deplore nos entristeça ou nos tire a alegria.

Suplicamos-te também que toques o coração de todas as pessoas que -intencionalmente ou sem querer- humilham, ferem e maltratam sua família, seus amigos ou conhecidos sem se dar conta do dano que lhes causam.

Tu, que fostes humilhado e maltratado na cruz, concede-nos a graça de Te vermos em nossos irmãos que sofrem pequenas ou grandes crucificações diariamente. Concede aos agressores a graça de descobrir que é a Ti que eles ferem. Dá-lhes tua sabedoria para transformar a violência em amor, a discriminação em compreensão, o ódio em ternura, a soberba em humildade e os sarcasmos em sorrisos.


Terminamos de rezar e ela, espontaneamente, me prometeu: “Eu me comprometo, diante de Deus e do senhor, a crer na dignidade que Deus me deu e, sobretudo, a não me lastimar mais da mesma maneira, porque eu também posso pecar, ao crer que sou superior a alguém”.


Sexta, 21/07/2017 - Sergio Argüello Vences / Aleteia

De onde veio a Bíblia?

Não, ela não caiu pronta do céu!

O cristianismo sem a Bíblia parece inimaginável, mas o fato é que, durante os primeiros 300 anos da Igreja, a Bíblia como compilação única de todos os textos sagrados para o cristianismo não existia.

A Bíblia como a conhecemos hoje foi sendo composta num longo processo. Os líderes da Igreja primitiva estudaram numerosos manuscritos e discerniram o seu conteúdo sob a condução do Espírito Santo. O processo de estabelecimento do cânone foi diferente para o Antigo e o Novo Testamento.

A formação do Antigo Testamento

O Antigo Testamento é basicamente uma antiga compilação das Sagradas Escrituras judaicas. Esses textos sagrados, que se desenvolveram ao longo do tempo, eram passados oralmente de geração em geração até finalmente serem escritos.

Cerca de 200 anos antes do nascimento de Jesus, uma tradução grega dos textos hebraicos se tornou amplamente aceita como tradução legítima e até mesmo inspirada. A tradição conta que o rei egípcio Ptolomeu II convidou anciãos judeus de Jerusalém para prepararem a tradução grega. Setenta e dois anciãos, seis de cada uma das 12 tribos, chegaram ao Egito para atender à ordem.

Segundo outro relato, os tradutores foram todos colocados em salas separadas e tiveram que providenciar sua própria versão dos originais. Quando foi concluída a tarefa, os tradutores compararam os textos e descobriram que cada um era milagrosamente idêntico aos demais.

O resultado foi a “Septuaginta” ou “Bíblia dos 70”, especialmente popular entre os judeus de língua grega. A Septuaginta se tornou uma fonte primária para os evangelistas e para grande parte dos primeiros cristãos.

Ao formular o cânon oficial da Sagrada Escritura, a Igreja discerniu levando em conta a Septuaginta. O cânon católico do Antigo Testamento incluiu alguns textos como os Livros de Judite, Tobias, Sabedoria e o Eclesiástico ou Sirácida, que não eram considerados parte das Escrituras judaicas, embora fossem respeitados e lidos pelos judeus.

A formação do Novo Testamento

Inspirados pelo Espírito Santo, vários escritores foram escrevendo, nos anos que se seguiram à morte de Jesus, as muitas histórias que circulavam sobre o Messias. Esses escritores eram ou apóstolos ou amigos de apóstolos que tinham conhecido Jesus muito bem. Eles testemunharam os eventos ou entrevistaram pessoas que os tinham testemunhado, procurando preservar a vida autêntica de Jesus Cristo e os Seus muitos ensinamentos.

Ao longo do tempo, as cópias desses escritos foram se espalhando e várias comunidades cristãs as reuniram para serem lidas durante a celebração dominical da Missa. As cópias das cartas de São Paulo também eram divulgadas e reconhecidas como inspiradas pelo Espírito Santo.

Na época de Santo Irineu, no final do século II, menciona-se o Evangelho “quadriforme”, em referência aos quatro Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João.

Durante o século IV, tornou-se maior a necessidade de codificar oficialmente a Bíblia. Alguns historiadores acreditam que parte da motivação para definir o cânone oficial veio do imperador Constantino, que encomendou do bispo de Constantinopla 50 cópias das Sagradas Escrituras.

A aprovação dos livros a serem incluídos começou com o Concílio de Laodiceia, em 363, continuou quando o Papa Dâmaso I confiou a São Jerônimo a tradução das Escrituras ao latim, em 382, e ficou definitivamente estabelecida durante os Sínodos de Hipona (393) e Cartago (397).

O objetivo era descartar todas as obras errôneas que circulavam na época e instruir as igrejas locais sobre os livros que podiam ser lidos na Missa.


A Igreja sempre acreditou que esse longo processo foi guiado pelo Espírito Santo. O Catecismo explica que a Santa Mãe Igreja, confiando na fé da era apostólica, aceita como sagrados e canônicos os livros do Antigo e do Novo Testamento, inteiros e completos, com todas as suas partes, considerando que, escritos sob a inspiração do Espírito Santo, eles têm a Deus como seu autor e foram por Ele entregues à Igreja como tais.


Quinta, 20/07/2017 - Philip Kosloski / Aleteia

A história de Nossa Senhora do Carmo

Quando Maria nos deu o escapulário

O Monte Carmelo fica na Terra Santa e seu nome quer dizer jardim ou pomar. Ele é considerado sagrado desde tempos imemoriais (cf. Is 33,9; 35,2; Mq 7,14), mas se tornou particularmente célebre pelas ações do profeta Elias (1 Rs 18), que ali defendeu a fé do povo escolhido diante dos assédios pagãos. Elias permaneceu no Monte Carmelo, com seus discípulos, vivendo de maneira contemplativa como eremitas.

Essa vida de oração inspirou, centenas de anos depois, já no século XI da nossa era, a fundação de uma ordem religiosa católica chamada originalmente Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, ou, abreviando, Ordem do Carmo. Nasciam assim os carmelitas.

Tempos depois, expulsos dos Monte Carmelo pelos muçulmanos, os carmelitas se espalharam por várias regiões da Europa, onde passaram por grandes dificuldades. Os frades carmelitas encontravam forte resistência de outras ordens religiosas para a sua inserção. Eram hostilizados e até satirizados por sua maneira de se vestir.

No século XIII, um dos superiores gerais da ordem foi São Simão Stock, homem de fé e grande devoto de Nossa Senhora. No dia 16 de julho de 1251, quando rezava em seu convento de Cambridge, na Inglaterra, São Simão pediu a Nossa Senhora um sinal de sua proteção que fosse visível também para os seus adversários. Teve então a visão em que Nossa Senhora lhe entrega o escapulário, com a promessa:

“Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto sempiterno”.


 O escapulário era o avental usado pelos monges durante o trabalho para não sujar a túnica. Colocado sobre as escápulas (ombros), é uma peça do hábito que ainda hoje todo carmelita usa. Estabeleceu-se também o escapulário reduzido para ser dado aos fiéis leigos, após a visão de São Simão Stock. Dessa forma, quem o usasse poderia participar da espiritualidade do Carmelo e das grandes graças que a ele estão ligadas.

Para conhecer melhor o escapulário, o seu significado, as promessas ligadas a ele, a forma correta de usá-lo e os compromissos que ele envolve, confira o seguinte artigo:


O escapulário: o que é, como surgiu e como nos ajuda para a salvação eterna



Segunda, 17/07/2017 - Aleteia

A fidelidade é própria dos mais inteligentes

Neurocientista afirma que "o amor eterno é uma dança infinita de neurônios entre duas pessoas inteligentes"

Rodolfo Llinás é um neurocientista colombiano que dedicou a maior parte da sua vida ao estudo do cérebro. Dirigiu o programa NEUROLAB da NASA e atualmente é diretor do departamento de psicologia e neurociência da Universidade de Nova Iorque. Há um tempo ele deu uma entrevista na qual surpreendeu com o mapa que traçou com os conceitos de fidelidade, amor e felicidade.

Suas declarações provam, do ponto de vista neurológico, o que muitas pessoas pressentiam por bom senso, experiência ou observação do comportamento. Ele afirma que o cérebro é um sistema fechado que somente é “perfurado” pelos sentimentos. Indica que o seu funcionamento guarda certa analogia com o de um computador, com a diferença de que o cérebro tem plasticidade e criatividade: se modifica, se nutre e muda.
“A fidelidade é o esforço de uma alma nobre para se igualar a outra maior a ela”.
-Goethe-
Segundo suas longas e profundas pesquisas sobre o cérebro, ele concluiu que a estrutura intelectual está baseada na emocional. Primeiro vem a emoção e logo a razão. Criamos as ideias do mundo não tanto a partir do raciocínio, mas sim do que sentimos. O amor tem um lugar de destaque, e a fidelidade é própria dos mais inteligentes, segundos suas palavras.

A fidelidade e a inteligência

Rodolfo Llinás aponta que a área emocional do cérebro é uma das mais antigas. Foi uma das primeiras a se desenvolver. Segundo suas palavras, “É o cérebro trapaceiro, o dos répteis, onde não existem mais do que padrões de ação fixos. Por isso eles se aproximam ou se afastam se querem comida; atacam se querem se defender, e têm relações sexuais se querem se reproduzir”.

O amor, aponta o cientista, não é como fazer ginástica, mas sim como dançar, do ponto de vista fisiológico. Diante do chamado “amor eterno” afirma: “Esse é de inteligentes, que estruturam e ajustam os padrões de ação fixos pegando como referência o outro, como se fosse a própria mão; cuidá-la é minha responsabilidade, e vice-versa. Saber que não haverá uma punhalada trapaceira é a norma”.

 A fidelidade contribui para não gastar energia emocional ou intelectual desnecessariamente. O ser humano, quanto mais inteligente, mais inclinado está para as grandes preocupações da humanidade, deixa de lado as situações que desestabilizam sua vida ou usam energia para ações mais complexas. Por tudo isso, Llinás conclui que o amor eterno é uma dança infinita de neurônios entre duas pessoas inteligentes.

Pesquisas sobre inteligência e fidelidade

Rodolfo Llinás não é o único que falou da relação entre inteligência e fidelidade. Uma pesquisa conduzida pelo doutor Satoshi Kanazawa, especialista em psicologia evolutiva, chegou a uma conclusão semelhante. Na sua pesquisa apontou que os homens com coeficiente intelectual mais elevado (superior a 106) valorizam mais a fidelidade do casal. Nas mulheres a tendência é um pouco diferente: no geral, a maioria delas valoriza a fidelidade sem que isso tenha correlação com o seu nível de inteligência.

A pesquisa aponta que a monogamia é uma fase superior da evolução humana. A princípio o humano está estreitamente ligado ao comportamento instintivo do mamífero. Isto o leva à poligamia. Mas tanto na história da humanidade, quanto na individual de cada homem, a monogamia parece ter relação com um nível superior de evolução.

Realmente a infidelidade tem como condição ter muito tempo livre e muita disposição emocional para o conflito. Quando boa parte do nosso próprio tempo está ocupado, é mais difícil gastar parte dele em intrigas e nas estratégias que vêm associadas à infidelidade. Também não se dispõe de tanta energia emocional para pagar o preço de agir às escondidas, evitando ser pegos e mantendo uma fachada falsa.

É muito mais inteligente estabelecer um relacionamento e aprimorá-lo do que ir pulando de relacionamento em relacionamento. A monogamia traz grande satisfação, não é um sacrifício. Como toda situação humana de valor, implica esforços. Contudo, é muito maior o ganho. Se a vida individual foca os grandes objetivos, certamente um companheiro ou companheira permanente de viagem é um grande tesouro. E ao contrário, se a vida for focada no que é banal, um relacionamento estável vai contra essa futilidade e banalidade.



Segunda, 17/07/2017 - A Mente é Maravilhosa / Aleteia

EVANGELHO DO DIA 16/07/2017 – Mateus 13,1-23

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. Reuniu-se à sua volta tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava na margem. Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos: “Saiu o semeador a semear. Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram porque a terra era pouco profunda; mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. Outras caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e afogaram-nas. Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. Quem tem ouvidos, oiça”. Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: “Porque lhes falas em parábolas?” Jesus respondeu-lhes: “Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas a eles não. Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. É por isso que lhes falo em parábolas, porque vêem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender. Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz: ‘Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas não vereis. Porque o coração deste povo tornou-se duro: endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não acontecer que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure’. Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque vêem e os vossos ouvidos porque ouvem! Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram. Vós, portanto, escutai o que significa a parábola do semeador: Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto, produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um”.


Palavra da Salvação.
Gloria a Vós Senhor!


COMENTÁRIO DO EVANGELHO

O Evangelho propõe-nos, em primeiro lugar, uma reflexão sobre a forma como acolhemos a Palavra e exorta-nos a ser uma “boa terra”, disponível para escutar as propostas de Jesus, para as acolher e para deixar que elas dêem abundantes frutos na nossa vida de cada dia. Garante-nos também que o “Reino” proposto por Jesus será uma realidade imparável, onde se manifestará em todo o seu esplendor e fecundidade a vida de Deus.

A parábola que hoje nos é proposta – a do semeador e da semente – é uma das mais conhecidas e emblemáticas das parábolas de Jesus. No entanto, o texto do Evangelho de hoje vai um pouco mais além da parábola em si… Apresenta três partes: a parábola (vers. 1-9), um conjunto de “ditos” sobre a função das parábolas (vers. 10-17) e a explicação da parábola (vers. 18-23).

Na primeira parte temos, pois, a parábola propriamente dita (vers. 1-9). O quadro apresentado supõe as técnicas agrícolas usadas na Palestina de então: primeiro, o agricultor lançava a semente à terra; depois, é que passava a arar o terreno. Assim compreende-se porque é que uma parte da semente pôde cair “à beira do caminho”, outra em “sítios pedregosos onde não havia muita terra” e outra “entre os espinhos”.

Evidentemente, as diferenças do terreno significam, nesta “comparação”, as diferentes formas como é acolhida a semente. No entanto, nem sequer é isso que é mais significativo: o que aqui é verdadeiramente significativo é a quantidade espantosa de frutos que a semente lançada na “boa terra” produz… Tendo em conta que, na época, uma colheita de sete por um era considerada farta, os cem, sessenta e trinta por um deviam parecer aos ouvintes de Jesus algo de surpreendente, de exagerado, de milagroso…

Mateus coloca esta parábola num contexto em que a proposta de Jesus parece condenada ao malogro. As cidades do lago (Corozaim, Betsaida, Cafarnaum) tinham rejeitado a sua pregação (cf. Mt 11,20-24); os fariseus atacavam-no por Ele não respeitar o sábado e queriam matá-l’O (cf. Mt 12,1-14); acusavam-n’O, além disso, de agir, não pelo poder de Deus, mas pelo poder de Belzebu, príncipe dos demónios (cf. Mt 12,22-29); não acreditavam nas suas palavras e exigiam d’Ele “sinais” (cf. Mt 12,38-45). O “Reino” anunciado sofria grande contestação e parecia, pois, encaminhar-se para um rotundo fracasso…

É muito possível que esta parábola tenha sido apresentada por Jesus neste contexto de “crise”. Àqueles que manifestavam desânimo e desconfiança em relação ao êxito do projecto do “Reino”, Jesus fala de um resultado final grandioso. Com esta parábola, Jesus diz aos discípulos desiludidos: “coragem! Não desanimeis, pois apesar do aparente fracasso, o ‘Reino’ é uma realidade imparável; e o resultado final será algo de surpreendente, de maravilhoso, de inimaginável”.

Na segunda parte temos uma reflexão sobre a função das parábolas (vers. 10-17). O ponto de partida é uma questão posta pelos discípulos: porque é que Jesus fala em parábolas?

Mateus vê nas parábolas a ocasião para que apareçam, com nitidez, o acolhimento e a recusa da mensagem proposta por Jesus. Que quer isto dizer?

As parábolas apresentam a proposta do “Reino” numa linguagem sugestiva, rica, clara, concreta, questionante, interpeladora… Tornam tudo claro e evidente para os ouvintes; por isso, após escutar a mensagem apresentada nas parábolas, só não aceita a mensagem quem tiver o coração endurecido e não estiver mesmo interessado na proposta. As parábolas são, portanto, o factor decisivo: propõem clara e inequivocamente a realidade do “Reino”. Quem acolher essa mensagem, receberá mais e “terá em abundância” (quer dizer, irá entrando, cada vez mais, na dinâmica do “Reino”); mas quem não a acolher (apesar da clareza e da acessibilidade da mensagem), está a rejeitar o “Reino” e a possibilidade de integrar a comunidade da salvação. Nos que rejeitam a proposta de Jesus, cumpre-se a profecia de Isaías: o profeta fala de um povo de coração endurecido, que quanto mais ouve a pregação profética, mais se irrita, agravando cada vez mais a sua culpa (cf. Is 6,9-10).

Os discípulos são aqueles que escutam a proposta do “Reino” e estão dispostos a acolhê-la. Eles compreendem, portanto, as parábolas e aceitam a realidade que elas propõem. Eles são “felizes”, porque abriram o coração às propostas de Jesus, escutaram as suas palavras, viram e entenderam os seus gestos e sinais; são “felizes” porque (ao contrário daqueles que endureceram o coração e fecharam os ouvidos à proposta de Jesus) já integram o “Reino”.

Na terceira parte, temos a explicação da parábola (vers. 18-23). Alguns indícios presentes no texto levam a pensar que esta explicação não fazia parte da parábola original, mas é uma adaptação posterior, que aplica a parábola à vida dos cristãos.

A explicação desloca, de forma evidente, o “centro de interesse”. Nessa explicação, a parábola deixa de ser uma apresentação da forma grandiosa como o “Reino” se vai manifestar, para passar a ser uma reflexão sobre as diversas atitudes com que a comunidade acolhe a Palavra de Jesus (na verdade, é essa a grande preocupação das comunidades cristãs).

Na perspectiva dos catequistas que prepararam esta aplicação da parábola, o acolhimento do Evangelho não depende, nem da semente, nem de quem semeia; mas depende da qualidade da terra.

Diante da Palavra de Jesus, há várias atitudes… Há aqueles que têm um coração duro como o chão de terra batida dos caminhos: a Palavra de Jesus não poderá penetrar nessa terra e dar fruto. Há aqueles que têm um coração inconstante, capaz de se entusiasmar instantaneamente, mas também de desanimar perante as primeiras dificuldades: a Palavra de Jesus não pode aí criar raízes. Há aqueles que têm um coração materialista, que dá sempre prioridade à riqueza e aos bens deste mundo: a Palavra de Jesus é aí facilmente sufocada por esses outros interesses dominantes. Há também aqueles que têm um coração disponível e bom, aberto aos desafios de Deus: a Palavra de Jesus é aí acolhida e dá muito fruto. Os verdadeiros discípulos (a “boa terra”) identificam-se com aqueles que escutam as parábolas, as entendem e acolhem a proposta do “Reino”.

Temos aqui, portanto, uma exortação aos cristãos no sentido de acolherem a Palavra de Jesus, sem deixarem que as dificuldades, os acidentes da vida, os outros valores a afoguem e a tornem uma semente estéril, sem vida.


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VIRTUOSI DIVULGA A PROGRAMAÇÃO DE SUA IX ETAPAS EM GRAVATÁ

Neste mês de julho, o VIRTUOSI percorre o interior de Pernambuco com uma série de concertos e recitais gratuitos em eventos já consagrados e aguardados ansiosamente pelo público do Agreste do estado. Gravatá recebera mais uma vez a programação do Virtuosi com a chegada de instrumentistas nacionais e internacionais em apresentações inéditas, além da oferta de masterclasses para estudantes de música da região.

Uma das características do Virtuosi é a preocupação em mostrar talentos da música de concerto que possuem grande precisão na execução até de obras consideradas difíceis. As atrações convidadas já conquistaram prêmios internacionais em diferentes categorias e instituições, garantindo um prestígio ainda maior ao evento. Com isso, a expectativa é de sessões lotadas, com a presença até de público de outras cidades além das que sediam o festival.

Pelo nono ano consecutivo, a cidade de Gravatá recebe uma fina programação musical com instrumentistas de alta qualidade. Com direção musical do maestro Rafael Garcia, o IX Virtuosi de Gravatá acontece entre os dias 21 e 30 de julho na Igreja Matriz de Sant’Ana com entrada gratuita.

A programação tem início na sexta (21) às 20h na Igreja Matriz de Sant’Ana com a Orquestra Jovem de Pernambuco sob a direção do Maestro Rafael Garcia tendo como solistas a violinista Yi-Jia Susanne Hou, o violista Rafael Altino e o violoncelista Leonardo Altino. No sábado (22) às 11h, sobem ao palco do Virtuosi o violista Rafael Altino acompanhado pela pianista Ana Lucia Altino. No mesmo dia, às 20h o pianista Victor Asuncion apresenta um recital All Chopin – Prelúdios, Noturnos e Sonata. Domingo (23) às 11h da manhã, a pianista russa Kristina Miller apresenta um programa com obras de compositores russos, incluindo os Quadros de uma Exposição de Moussorgsky.

O festival recebe na segunda (24) o recital Afluências com participação da violinista Paula Bujes e do violoncelista Pedro Huff. Na terça (25), é a vez do recital do violinista grego Yannos Margaziotis com acompanhamento de Kristina Miller. O festival não terá atividades no dia 26 pois este é o dia dedicado à festa de Sant’Ana. O IX Virtuosi de Gravatá segue trazendo no dia 27 com o recital de Leonardo Altino acompanhado pela pianista Kristina Miller.

Na sexta feira (28), a violinista Yi-Jia Susanne Hou apresenta um recital com obras virtuosísticas acompanhada pelo pianista Victor Asuncion. Susanne alcançou a fama na cena de concerto quando venceu três prestigiosos concursos internacionais de violino: Long-Thibaud, Lipizer e Sarasate. Desde então, tem se apresentado com grandes orquestras de 50 países diferentes colaborando com grandes diretores e artistas tais como Rostropovich, Zukerman e Spivakov, entre outros. Yi-Jia Susanne tem uma paixão pela culinária e começou uma exploração da “Gastronomia Musical” que levou a inspirar a primeira criação do vinho musical: “200%:Virtuoso Wine”, lançado no verão de 2015 pela Hillside Winery.

Às 11h do sábado (29), uma homenagem a Brahms traz o Trio em Dó Maior para violino, cello e piano e o Trio Op114 para viola, cello e piano com participação de Yannos Margaziotis, Rafael Altino, Leonardo Altino e Victor Asuncion. No mesmo dia às 20h, enerrando o festival, haverá a apresentação da Orquestra Jovem de Pernambuco tendo como solista o contratenor Edson Cordeiro, considerado como um dos cantores mais versáteis da atualidade, com a sua impressionante amplitude vocal e a sua enorme variedade tímbrica.


O IX Virtuosi de Gravatá tem o patrocínio do Ministério da Cultura através da lei federal de incentivo fiscal, apoio da Prefeitura de Gravatá, Hotel Villa Hípica e CEPE.


Sábado, 15/07/2017 - Site Virtuosi 

De bêbado e viciado a santo padroeiro dos doentes e dos hospitais

A trajetória de São Camilo de Léllis, entre os abismos da miséria e as alturas da misericórdia

São Camilo de Léllis, fundador da Ordem dos Ministros dos Enfermos, é o padroeiro dos doentes, dos profissionais da saúde e dos hospitais. Bem antes da criação da Cruz Vermelha, os religiosos da sua ordem, conhecidos como camilianos, se tornaram apóstolos da caridade de Cristo em um dos cenários mais angustiantes da existência humana neste mundo: o da enfermidade.

Dos traumas ao vício

Camilo nasceu em 1550 em Bucchianico, na Itália. Aos 17 anos, voluntariou-se no exército veneziano e, junto às tropas, testemunhou o drama dos enfermos que agonizavam diante das mais diversas e torturantes doenças. Ele próprio, nessa mesma época, passou a conviver com uma dolorosa úlcera no pé – que o acompanharia até o último dia de sua vida. Para aumentar as angústias, o jovem ainda sofreu nesse período a perda do pai. Sua vida então mudou drasticamente: Camilo enveredou pelos prazeres mundanos, inclusive o da jogatina, em que acabou se viciando.

Sem dinheiro nem saúde, ele não conseguia local para tratar-se. Partiu para Roma a fim de pedir socorro no Hospital Santiago: não tendo dinheiro, ofereceu-se para trabalhar como servente e enfermeiro. Mal cicatrizada a ferida, voltou a se juntar ao exército para combater os turcos otomanos, em perigosa expansão rumo à Europa.

Recuperação e… queda pior ainda

Aos 23 anos, já quase restabelecido economicamente, Camilo voltou a cair nos vícios mundanos e no jogo até perder tudo. Retornou a Nápoles e prometeu tornar-se religioso franciscano, voto que já tenha esquecido no ano seguinte, quando… estava novamente mergulhado na jogatina.

O jogo e a bebida eram vícios que o derrubavam com força brutal. Camilo, na miséria, partiu para Veneza. O frio, a fome e a indigência de quem sequer tinha teto para dormir não eram suficientes para afastá-lo do maldito vício: em mais uma das suas muitas derrotas no jogo, o rapaz teve de entregar como pagamento a própria camisa.

Dos abismos da miséria às alturas da misericórdia

Depois de muito perambular pelas ruas do mundo, Camilo conseguiu abrigo no convento dos capuchinhos. Foi quando, finalmente, começou de verdade a se converter.

As pregações iam pouco a pouco transformando o seu coração até levá-lo a se reconhecer como pecador necessitado com urgência da misericórdia de Deus. Ele ingressou na ordem dos capuchinhos, mas não pôde fazer a profissão dos votos religiosos por causa da enfermidade na perna. Dedicou-se então, no hospital de San Giacomo, a cuidar dos doentes – e chegou a ser superintendente do hospital.

Golpeado pelas dolorosas necessidades do próximo, Camilo fundou uma associação de pessoas dispostas a se consagrarem por caridade ao serviço dos doentes. Aos 32 anos, voltou aos estudos, sob o acompanhamento de ninguém menos que São Felipe Neri, e, aos 34, pôde enfim receber as ordens sagradas como sacerdote.

A Ordem dos Ministros dos Enfermos

A partir de então, o padre Camilo iniciou a Ordem dos Ministros dos Enfermos, junto com dois companheiros que, todos os dias, cuidavam dos doentes no Hospital do Espírito Santo. Sua motivação era ver neles o próprio Cristo. Além de tratá-los na dimensão física, procuravam também aproximá-los dos sacramentos, cuidando assim da sua alma.

Com o tempo, o serviço da congregação foi se ampliando. Os camilianos assumiram a missão de atender os prisioneiros doentes e os convalescentes em casas particulares. São Camilo passou ainda a enviar religiosos com as tropas para atenderem os feridos.


Muitos religiosos morreram no cumprimento dessa missão sacrificada – alguns, inclusive, atingidos pela peste. São Camilo e seus irmãos, apesar disso, prosseguiram heroicamente. E prosseguem até hoje: os camilianos fundaram e mantêm uma grande quantidade de hospitais em vários países, inclusive em regiões nas quais, sem eles, o atendimento à saúde dos mais pobres estaria severamente comprometido – ou mesmo ausente.

Finalmente, o descanso na Casa do Pai

O santo dos enfermos sempre sofreu as dores intensas da perna e do pé, e, pouco antes de morrer, as náuseas quase o impediam de comer. Ainda assim, se mantinha preocupado com os necessitados. Em 1607, renunciou à direção da ordem. Em 14 de julho de 1614, aos 64 anos, partiu finalmente para o descanso eterno na Casa do Pai.


O Papa Leão XIII o proclamou padroeiro dos enfermos junto com São João de Deus. Pio XI o declarou padroeiro também das associações dedicadas aos doentes.


Sexta, 14/07/2017 - Aleteia

A melhor oração mariana para quando você precisa muito de ajuda

O “Memorare” é uma oração do século XII e está ligada a inúmeros milagres ao longo do tempo

Uma das orações católicas à Santíssima Virgem Maria mais conhecidas -e quase tão popular quanto a Ave Maria – é o Memorare. É uma antiga prece que tem fama de ser milagrosa.

A oração, tradicionalmente atribuída a São Bernardo, recebe o nome da primeira palavra da oração original em latim. No entanto, a oração que conhecemos hoje é realmente encontrada dentro de uma oração muito maior para a Virgem Maria, intitulada Ad sanctitatis tuae pedes, dulcissima Virgo Maria (“A seus pés sagrados, dulcíssima Virgem Maria”).

O Memorare foi popularizado por outro Bernard, Pe. Claude Bernard, no século XVII. Pe. Claude acreditava que a recitação da oração era a causa de sua cura milagrosa. Ele imprimiu mais de 200.000 folhetos com a oração em diferentes idiomas para distribuir onde quer que conseguisse.

São Francisco de Sales rezava essa oração diariamente, e Santa Teresa de Calcutá ensinava os outros a dizê-la quando eles mais precisavam de ajuda. Madre Teresa recorria a essa oração sempre que estava diante de uma situação de emergência e precisava de um milagre. A prece nunca falhou com ela e provou seu caráter milagroso ao longo dos anos através de milhares de testemunhos.

Para aqueles que não estão familiarizados com a oração, ela está aqui embaixo. Reze com fé sincera e confiança em Deus. Ele sempre responde as nossas orações, embora nem sempre da maneira que esperamos.

Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria,
de que nunca se ouviu dizer
que algum dos que recorreram à vossa proteção,
imploraram a vossa assistência
e clamaram por vosso socorro
tenha sido por Vós desamparado.


Animado eu, pois, com igual confiança,
a Vós, ó Virgem entre todas singular,
como à Mãe recorro, de Vós me valho e,
gemendo sob o peso dos meus pecados,
me prostro aos vossos pés.


Não rejeiteis as minhas súplicas,
ó Mãe do Verbo de Deus humanado,
mas dignai-Vos de as ouvir propícia,
e de me alcançar o que vos rogo.



Amém.


Quinta, 13/07/2017 - Philip Kosloski / Aleteia

De 16 a 26 de julho Gravatá celebra a festa da padroeira Senhora Sant’Ana

Celebrações e Novenário, Quermesse, Procissão, Missa Solene e apresentações culturais compõem a programação da festa.

A cidade de Gravata, no agreste pernambucano, celebra de 16 a 26 de julho a tradicional Festa de Sant’Ana, a santa padroeira do município. Com uma programação especial, as celebrações e novenários serão realizadas de 16 a 25 de julho, sempre às 19h.

No dia 26 de julho, dia de Sant’Ana, feriado municipal, teremos a partir das 08h, um café da manhã para os avôs e avós, e às 10h, uma celebração em homenagem aos avós. Pela tarde, a partir das 17h sairemos em procissão pelas principais ruas do centro da cidade, e encerraremos com a missa solene, de modo campal, no palco montado ao lado da igreja Matriz.

Para animar as noites, de 21 a 26 de julho, após as celebrações teremos quermesse com música ao vivo, um momento de confraternização das famílias, com muita animação e comidas típicas. Dentro de nossa programação, também será realizado o festival de música clássica, Virtuosi, de 21 a 30 de julho. Nos dias de festival, as apresentações serão realizadas após as celebrações.

Além da programação na igreja, teremos dois momentos sociais: na segunda-feira (24), uma palestra com o tema: “longevidade”, que será ministrada pelo médico João Alexandre, na Escola Amenayde Farias, e na terça-feira (25), um encontro de avós e netos, às 14h30, no salão do Círculo Operário, promovido pela equipe da Pastoral da Pessoa Idosa.

PROGRAMAÇÃO – FESTA DE SANT’ANA 2017

De 16 a 25/07:
19h - Celebração e Novenário, na Igreja Matriz de Sant’Ana.

De 21 a 26/07:
Após as celebrações, quermesse animada com música ao vivo, na Praça da Matriz.

24/07: Segunda-feira
15h – Palestra com tema: “longevidade”, ministrada pelo médico João Alexandre, na Escola Amenayde Farias.

25/07: Terça-feira
14h30 – Encontro de avós e netos, no salão do Círculo Operário.

26/07: Quarta-feira - Dia de Sant’Ana

08h – Café da manhã para avôs e avós, na Praça da Matriz.
10h – Celebração em homenagem aos avôs e avós na Igreja Matriz de Sant’Ana.
17h – Tradicional procissão de Sant’Ana saindo da igreja Matriz, caminhada pelas principais ruas do Centro da cidade.
18h – Celebração Solene de modo campal, ao lado da Igreja Matriz de Sant’Ana.
19h – Quermesse e apresentação da Banda Expresso Jovem Guarda


Quinta, 13/07/2017 - Pastoral da Comunicação - Paróquia de Sant'Ana, Gravatá - PE

São Bento, um dos homens mais importantes da história

Ordem de São Bento - Creative Commons

Sua vocação teve impacto determinante no florescimento da vida monástica cristã

São Bento nasceu na Úmbria, uma região da Itália central, no ano de 480, filho de uma nobre família romana. Desde pequeno manifestou um gosto especial pela oração. Fez os primeiros estudos na região de Núrsia, perto da cidade de Spoleto, e depois foi morar em Roma para estudar filosofia e retórica.

Vocação

Bento se desiludiu rapidamente com a decadência moral da cidade e resolveu retirar-se a uma vida de oração, silêncio e sacrifício. Auxiliado por um eremita chamado Romano, que lhe dava alimentos, passou a viver em uma gruta de difícil acesso no monte de Subíaco, onde passou três em isolamento, dedicado às orações e aos estudos. Descoberto depois por pastores que ficaram assombrados com a sua santidade, Bento passou a receber muitas visitas que procuravam conselho e pediam orações.

Fama de santidade

Sua fama começou a crescer e ele foi chamado para ser abade no convento de Vicovaro. Aceitou, desejando prestar serviço, mas descobriu que a vida que os monges levavam não refletia a entrega incondicional que ele achava que deveria caracterizar o seguimento de Cristo. Foi-se então formando entre os monges uma antipatia contra o santo que culminou na criminosa tentativa de matá-lo com veneno. No entanto, ao abençoar a taça de vinho envenenada, como fazia com todos os alimentos que comia, ela se espatifou.

Fundação da vida monástica

Bento renunciou ao cargo de abade e voltou para Subíaco, retomando a vida de eremita. Muitos discípulos, porém, queriam segui-lo, e, em poucos anos, Bento fundou nada menos que doze mosteiros. Foi assim que ele começou a organizar a vida monástica comunitária e a fazê-la florescer mediante a adoção da Regra dos Mosteiros, depois conhecida (até hoje) como a Regra de São Bento.

A Regra de São Bento


A Regula Monasteriorum é o livro em que São Bento expôs as regras para a vida monástica em comunidade. São 73 capítulos curtos que priorizam o silêncio, a oração, o trabalho, o recolhimento, a caridade fraterna e a obediência. Foi sob esta regra que nasceu e tomou forma a Ordem dos Beneditinos, ou Ordem de São Bento, viva e atuante até os nossos dias e seguidora da mesma regra escrita pelo santo fundador há mais de 1500 anos. Seu mosteiro mais emblemático e famoso é o de Monte Cassino, na Itália, fundado no ano 529. Ao longo da história, várias outras ordens de monges do Ocidente adotaram, com adaptações, a Regra de São Bento.

Devoção a São Bento

São Bento faleceu em 547, aos 67 anos de idade, após predizer a própria morte. No mesmo ano faleceu também a sua irmã, Santa Escolástica, fundadora do ramo feminino da ordem de São Bento. A devoção a São Bento se espalhou solidamente pelo mundo todo, fazendo dele um dos padroeiros da Europa.

Sobre a sua relação com a irmã, não perca este relato fascinante:

                           Dois irmãos santos e a lição da noite da chuvarada

E sobre a morte de São Bento, confira o impressionante depoimento de ninguém menos que o célebre Papa São Gregório Mago:

                A morte de São Bento contada pelo Papa São Gregório Magno

A Medalha de São Bento

Um dos objetos devocionais mais populares do catolicismo, a Medalha de São Bento é apresentada detalhadamente neste artigo recomendado:

                                       
                                      O poderoso significado da medalha de São Bento


Segunda, 10/07/2017 - Aleteia

Maria Montessori: o catolicismo da mulher que revolucionou a educação

Seu método de aprendizagem, com raízes cristãs, respeita a psicologia natural e o desenvolvimento físico e social da criança

Nascida em 1870, a italiana Maria Montessori se tornou médica e educadora e teve seu trabalho elogiado pelos Papas Paulo VI e Bento XVI. Ela conquistou importante reputação internacional com a sua visão da criança como pessoa completa, complexa e destinada a se desenvolver, bem como com seu método educativo focado em ajudar a criança nesse processo de desenvolvimento integral. Divulgada a partir de 1935, a pedagogia de Maria Montessori se destacou pela originalidade impregnada de sabedoria tradicional.

O método Montessori, aplicado até hoje por milhares de pessoas no mundo inteiro, se enraíza na fé da autora. Sua intenção é oferecer às crianças uma educação respeitosa dos seus interesses e capaz de adaptar o entorno de aprendizagem ao seu nível de desenvolvimento. Maria Montessori o explica em “Deus e a criança”, um escrito em que se resgatam as convicções profundas desta célebre pedagoga.

Para Maria Montessori, a criança é dotada de uma grandeza natural que procura se desenvolver num entorno propício. Católica, Maria parte da imagem de Cristo para ajudar a criança a descobrir o seu propósito de vida inspirado por Deus.

A pedagogia de Montessori segue o seu próprio caminho, mas nunca se afasta das palavras de Cristo às crianças. É mediante a observação dos seus comportamentos ao longo de anos que ela chega à conclusão de que as crianças são dotadas de uma riqueza interior inata, mas podem perder ou ignorar essa riqueza caso o seu entorno as impeça de desenvolvê-la.

Em “A Criança” encontramos a metáfora do “embrião espiritual”, que, para expressar-se, precisa se desenvolver.

Em muitas ocasiões, Maria Montessori manifesta o seu entusiasmo com o desenvolvimento da criança e o mistério que ele envolve. A palavra “milagre”, aliás, surge com regularidade ao longo da sua obra.

O caráter cristão da sua pedagogia é explicitado no modo com que ela encerra o seu capítulo sobre o recém-nascido, fazendo clara menção à Encarnação de Jesus:

“Chegou ao mundo

E o mundo foi feito para ele.

Mas o mundo não o reconheceu.

Chegou à sua própria casa


E os seus não o receberam…”


Segunda, 10/07/2017 - Camille de Montgolfier / Aleteia

EVANGELHO DO DIA 09/07/2017 – Mateus 11,25-30

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus exclamou: “Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Tudo me foi dado por meu Pai. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve”.

Palavra da Salvação.
Gloria a vós Senhor!


COMENTÁRIO DO EVANGELHO


No Evangelho, Jesus louva o Pai porque a proposta de salvação que Deus faz aos homens (e que foi rejeitada pelos “sábios e inteligentes”) encontrou acolhimento no coração dos “pequeninos”. Os “grandes”, instalados no seu orgulho e auto-suficiência, não têm tempo nem disponibilidade para os desafios de Deus; mas os “pequenos”, na sua pobreza e simplicidade, estão sempre disponíveis para acolher a novidade libertadora de Deus.

A primeira sentença (cf. Mt 11,25-26) é uma oração de louvor que Jesus dirige ao Pai, porque Ele escondeu “estas coisas” aos “sábios e inteligentes” e as revelou aos “pequeninos”.

Os “sábios e inteligentes” são certamente esses “fariseus” e “doutores da Lei”, que absolutizavam a Lei, que se consideravam justos e dignos de salvação porque cumpriam escrupulosamente a Lei, que não estavam dispostos a deixar pôr em causa esse sistema religioso em que se tinham instalado e que – na sua perspectiva – lhes garantia automaticamente a salvação. Os “pequeninos” são os discípulos, os primeiros a responder positivamente à oferta do “Reino”; e são também esses pobres e marginalizados (os doentes, os publicanos, as mulheres de má vida, o “povo da terra”) que Jesus encontrava todos os dias pelos caminhos da Galileia, considerados malditos pela Lei, mas que acolhiam, com alegria e entusiasmo, a proposta libertadora de Jesus.


A segunda sentença (cf. Mt 11,27) relaciona-se com a anterior e explica o que é que foi escondido aos “sábios e inteligentes” e revelado aos “pequeninos”. Trata-se, nem mais nem menos, do “conhecimento” (quer dizer, uma “experiência profunda e íntima”) de Deus.


Os “sábios e inteligentes” (fariseus e doutores da Lei) estavam convencidos de que o conhecimento da Lei lhes dava o conhecimento de Deus. A Lei era uma espécie de “linha direta” para Deus, através da qual eles ficavam a conhecer Deus, a sua vontade, os seus projetos para o mundo e para os homens; por isso, apresentavam-se como detentores da verdade, representantes legítimos de Deus, capazes de interpretar a vontade e os planos divinos.


Jesus deixa claro que quem quiser fazer uma experiência profunda e íntima de Deus tem de aceitar Jesus e segui-l’O. Ele é “o Filho” e só Ele tem uma experiência profunda de intimidade e de comunhão com o Pai. Quem rejeitar Jesus não poderá “conhecer” Deus: quando muito, encontrará imagens distorcidas de Deus e aplicá-las-á depois para julgar o mundo e os homens. Mas quem aceitar Jesus e O seguir, aprenderá a viver em comunhão com Deus, na obediência total aos seus projectos e na aceitação incondicional dos seus planos.


A terceira sentença (cf. Mt 11,28-30) é um convite a ir ao encontro de Jesus e a aceitar a sua proposta: “vinde a Mim”; “tomai sobre vós o meu jugo…”.


Entre os fariseus do tempo de Jesus, a imagem do “jugo” era aplicada à Lei de Deus (cf. Si 6,24-30; 51,26-27) – a suprema norma de vida. Para os fariseus, por exemplo, a Lei não era um “jugo” pesado, mas um “jugo” glorioso, que devia ser carregado com alegria.


Na realidade, tratava-se de um “jugo” pesadíssimo. A impossibilidade de cumprir, no dia a dia, os 613 mandamentos da Lei escrita e oral, criava consciências pesadas e atormentadas. Os crentes, incapazes de estar em regra com a Lei, sentiam-se condenados e malditos, afastados de Deus e indignos da salvação. A Lei aprisionava em lugar de libertar e afastava os homens de Deus em lugar de os conduzir para a comunhão com Deus.


Jesus veio libertar o homem da escravidão da Lei. A sua proposta de libertação plena dirige-se aos doentes (na perspectiva da teologia oficial, vítimas de um castigo de Deus), aos pecadores (os publicanos, as mulheres de má vida, todos aqueles que tinham publicamente comportamentos política, social ou religiosamente incorretos), ao povo simples do país (que, pela dureza da vida que levava, não podia cumprir escrupulosamente todos os ritos da Lei), a todos aqueles que a Lei exclui e amaldiçoa. Jesus garante-lhes que Deus não os exclui nem amaldiçoa e convida-os a integrar o mundo novo do “Reino”. É nessa nova dinâmica proposta por Jesus que eles encontrarão a alegria e a felicidade que a Lei recusa dar-lhes.


A proposta do “Reino” será uma proposta reservada a uma classe determinada (os pobres, os débeis, os marginalizados) em detrimento de outra (os ricos, os poderosos, os da “situação”)? Não. A proposta do “Reino” destina-se a todos os homens e mulheres, sem excepção… No entanto, são os pobres e débeis aqueles que já desesperaram do socorro humano, que têm o coração mais disponível para acolher a proposta de Jesus. Os outros (os ricos, os poderosos) estão demasiado cheios de si próprios, dos seus interesses, dos seus esquemas organizados, para aceitar arriscar na novid
ade de Deus.


Acolhendo a proposta de Jesus e seguindo-O, os pobres e oprimidos encontrarão o Pai, tornar-se-ão “filhos de Deus” e descobrirão a vida plena, a salvação definitiva, a felicidade total.



UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA
ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
portugal@dehonianos.org – www.dehonianos.org



Fumaça sagrada! Por que a Igreja usa incenso na Missa?

Conheça o significado desta tradição milenar

O Catecismo nos lembra que a oração envolve muito mais do que a nossa alma: “De onde procede a oração do homem? Seja qual for a linguagem da oração (gestos e palavras), é o homem todo que ora” (Catecismo 2562).

Por essa razão, as formas públicas de culto da Igreja contêm vários elementos que são visíveis e envolvem nossos sentidos corporais. O Catecismo também nos ensina que “os sinais e os símbolos ocupam um lugar importante na vida humana. Sendo o homem um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual, exprime e percebe as realidades espirituais através de sinais e símbolos materiais. Como ser social, o homem tem necessidade de sinais e de símbolos para comunicar com o seu semelhante através da linguagem, dos gestos e de ações. O mesmo acontece nas suas relações com Deus” (Catecismo 1146).

Para ajudar a envolver todos os nossos sentidos durante a celebração da Missa, elevando nossos corpos e almas a Deus, a Igreja, durante séculos, usou o incenso como um sinal exterior importante.

O incenso era uma parte vital da adoração para muitas religiões antigas, incluindo o culto judeu de Deus. No Tabernáculo, assim como no Templo, Deus ordenou que um “altar de incenso” fosse construído. Deus mandou também que Aarão, o sumo sacerdote, queimasse “um incenso perpétuo perante o Senhor ao longo de suas gerações” (Êxodo 30: 8).

A frase mais conhecida que menciona o incenso no Antigo Testamento também está ligada a essa tradição: “Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde” (Salmos 141:2).

Os cristãos rapidamente adotaram o uso do incenso, e isso aparece no livro do Apocalipse, onde São João descreve: “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus (Apocalipse 8: 4).


À luz das passagens descritas acima, o significado primário por trás do uso do incenso é simbolizar nossas orações se elevando a Deus. Quando vemos o incenso, lembramos que o sacerdote está lá para reunir nossos pedidos e implorar em nosso nome diante de nosso Deus amoroso e misericordioso.

O incenso também lembra a realidade celestial da Missa. Conecta nossa celebração à liturgia celestial retratada no livro do Apocalipse, e lembra-nos que a Missa é um lugar de encontro entre o céu e a terra.

Por último, a nuvem grossa de incenso geralmente turva nossa visão do altar. Isso é uma coisa boa e nos lembra da natureza misteriosa da Missa. Nossas mentes mortais não podem compreender plenamente o mistério que está sendo celebrado diante de nossos olhos; o incenso torna essa realidade ainda mais tangível.


Enfim, embora o uso de incenso possa parecer estranho, lembre-se de que essa tradição tem raízes espirituais profundas e tem sido parte da adoração divina há milhares de anos.


Quinta, 06/07/2017 - Philip Kosloski / Aleteia

O “mini São Francisco” que está conquistando as redes sociais

O pequeno Bernardo protagonizou um ensaio fotográfico pra lá de fofo!

Um ensaio fotográfico de 1 ano de um bebê conquistou as redes sociais não só pelo tema escolhido, mas pela mensagem que transmitiu: o pequeno Bernardo foi vestido de São Francisco de Assis e junto com seus pais mostrou que os santos são verdadeiros exemplos para as crianças.

Bernardo completará 1 ano no dia 10 de julho de 2017. A mãe do menino, Alessandra Oliveira, contou que a ideia de realizar esse ensaio surgiu quando começaram a pensar no tema da festinha de seu filho.


“Pensamos em vários tipos de temas como super-heróis, animais infantis e até mesmo de príncipes. Porém, nós queríamos dar a ele algo mais verdadeiro. Pensamos da seguinte forma: se for para que ele queira ser igual a alguém na vida, que seja como Jesus”, explicou Alessandra.

Nesse sentido, considerou, “para mostrar a santidade de Deus, quem melhor do que os santos da nossa igreja, que imitaram Cristo em toda a sua vida?”. “É isso o que queremos para a geração em que vivemos”, acrescentou.

Alessandra e o marido, Marcelo Oliveira, são leigos da Fraternidade Toca de Assis e cultivam especial estima por São Francisco de Assis, por isso, escolheram o santo para o ensaio e também para o tema da festinha de um ano de Bernardo, que será feita de forma singela com a família. “O simples nos encanta”, expressa a mãe.

O local onde fizeram o ensaio foi  a Casa contemplativa Bendita Árvore da Cruz, da Fraternidade Toca de Assis, em Cotia (SP).


De acordo com Alessandra, “a mais bela herança” que deseja transmitir ao seu filho é “a nossa fé”. “Deus tem sido maravilhoso em nossa vida . É por Ele e para Ele que nós vivemos, para que o nome Dele seja exaltado todo momento, até no sorriso de uma criança”, completou.

Este ensaio fotográfico também comoveu de modo especial a fotógrafa responsável pelos cliques, Lanne Benatto, amiga dos pais de Bernardo e também católica.

Diante da sugestão dos pais do “mini São Francisco”, a fotógrafa disse que amou a ideia, “pois seria diferente”. “Como seria bom ver mais crianças vestidas assim, como santos que viveram buscando a santidade”, declarou, ressaltando que “não é todo mundo que veste seu filho assim”.

“Fiquei muito feliz e encantada, pois além de fazer o que gosto, estaríamos levando uma mensagem de uma família que busca a santidade, que ensina seu filho desde cedo sobre a fé, os valores que existem na nossa amada Igreja”.

Para Lanne, é necessário transmitir “testemunhos de vida como esses, famílias que precisam ser exemplos na sociedade em que vivemos hoje” para, assim, “viver a fé, a caridade, o amor, anunciar a palavra de Deus”.


“É tão belo ver exemplos como esses. Para mim, foi um grande prazer fotografá-los e falar de Deus de forma tão natural”, afirmou a profissional, ressaltando que “através das imagens também é uma forma de evangelizar”.


Quinta, 06/07/2017 - Via Aci Digital / Aleteia
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