Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 25/10/2018

Queridos filhos! Vocês tem uma grande graça de serem chamados a uma nova vida através das mensagens que EU estou lhes dando. Este, filhinhos, é um tempo de graça, um tempo e um chamado à conversão para vocês e às gerações futuras. Portanto, EU estou chamando vocês, filhinhos, rezem mais e abram seu coração ao MEU FILHO JESUS. EU estou com vocês e amo a todos vocês e abençôo vocês com a Minha Bênção Maternal. Obrigada por terem respondido ao Meu Chamado.

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

Reflexão do Evangelho - Lucas 13,1-9

Jesus nos apresenta o amor de Deus em contraposição ao pensamento de que Deus nos castiga. Hoje o Senhor nos faz um convite à conversão, à uma mudança de mentalidade. Essa mudança é possível se nos deixarmos moldar pelo auxílio da graça de Deus. O caminho indicado pelo mestre é o caminho do amor, Ele não quer perder ninguém e sempre nos oferece uma nova chance para retomarmos o caminho da vida. Estejamos abertos a Deus, ao seu amor e misericórdia que não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva. Deus abençoe você! 

29/10/2018 - Inácio Jr.

Número de católicos cresce no mundo, mas cai o de padres e freiras



Por ocasião da 92ª Jornada Missionária Mundial, celebrada neste outubro, é significativo saber alguns números sobre a missão católica no planeta

Foi celebrada neste último domingo, 21 de outubro, a 92ª Jornada Missionária Mundial. Nesse contexto, é sempre significativo ter uma visão de como anda a missão católica em meio à humanidade, inclusive no tocante a um aspecto mensurável que não é o mais importante, mas ainda assim é relevante: a quantidade de católicos no planeta.

Os dados são os do último anuário estatístico disponibilizado pela Igreja, cujos números são os atualizados até 31 de dezembro de 2016.

Naquela data, a população mundial total era estimada em 7,35 bilhões de habitantes, com aumento registrado em todos os continentes – inclusive na Europa, que havia sofrido diminuição nos anos anteriores.

População católica mundial

No mesmo 31 de dezembro de 2016, os católicos somavam 1 bilhão e 299 milhões, aumento de 14,24 milhões em relação às estatísticas anteriores. Veja o aumento por continente:
África = + 6.265.000
América = +6.023.000
Ásia = + 1.956.000
Oceania = + 245.000
Houve uma só exceção no crescimento:
Europa = – 240.000 católicos.
A queda na Europa ocorreu pelo terceiro ano consecutivo.

Sacerdotes

Diferentemente do número total de católicos, o de sacerdotes recuou no mundo no período compreendido pelo relatório do anuário da Igreja: são 414.969, uma diminuição de 687 padres.

A queda mais acentuada ocorreu na Europa (-2.583), seguida pela América (-589), enquanto a Oceania ficou estável e houve crescimento na África (+ 1.181) e na Ásia (+ 1.304).

Religiosas e religiosos

Também diminuiu no mundo, pelo quarto ano consecutivo, o número de religiosas e de religiosos que não são sacerdotes. Seu total diminuiu em 1.604 pessoas, ficando em 52.625.

Neste caso, todos os continentes registraram decréscimo:
África = -50
América = -503
Ásia = -373
Europa = -614
Oceania = -64.
Identificou-se uma tendência à diminuição global do número de freiras, com 10.855 a menos neste ano. Elas totalizam atualmente 659.445. O número de religiosas aumentou na África (+943) e na Ásia (+533), mas caiu na América (-3,775), na Europa (- 8.370) e na Oceania (-216).

Mais informações

Dados adicionais sobre as estatísticas da Igreja no mundo podem ser consultados neste abrangente artigo publicado pelo Vatican News por ocasião do lançamento do anuário mais recente, em junho de 2018.


Segunda, 22/10/2018 - Redação da Aleteia

Por que os franciscanos vestem marrom?

O impressionante e simples simbolismo de uma cor e de uma história

Como pede o Direito Canônico, é recomendado que todas as numerosas ordens religiosas que existem dentro da Igreja Católica tenham seu próprio traje, segundo os costumes e regras de suas Constituições.

Ainda que às vezes possa ser difícil conhecer todos os detalhes, as túnicas religiosas mais reconhecíveis sejam, talvez, as túnicas grossas de cor marrom que vestem os frades franciscanos, que costumam ser atadas com um cordão com três nós e às vezes acompanhadas de uma sandália.

Podemos reconhecer as túnicas dos franciscanos há uns 100 metros de distância, mas como chegou a ser marrom a cor normativa da Ordem?

Viver com simplicidade

Os franciscanos se dispõem a viver sua vida em solidariedade com os pobres e viver com poucas posses, assumindo votos de pobreza. A regra de São Francisco não prescreve nenhuma cor particular para a Ordem, mas convida seus membros a usarem roupas humildes, a vestirem-se com “roupas vis”. Os franciscanos devem servir aos pobres estando em seu mesmo nível e não ajudaria sua missão vestirem-se com roupas finas enquanto servem aos necessitados.

Em 1240, um cronista inglês relata Frades Menores vestidos com “túnicas largas de cor cinza”. Nas Constituições de Narbona (1206), São Boaventura, que era Ministro Geral, prescreve que os frades não se vistam nem de preto nem de branco.

Os tons terra refletem o corpo terreno

Toda Ordem que assume um voto de pobreza o faz para demonstrar que as posses não são o que nos definem e para seguir as palavras de Jesus no Evangelho de Mateus (Mt 19, 21).
“Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois venha, e siga-me.”
O Espelho da Perfeição menciona a admiração de São Francisco pela cotovia, sugerindo que o marrom reflete a vida terrena:
“A Irmã cotovia tem um capuz como os religiosos e é uma ave humilde. Sua veste, isto é, as penas, assemelha-se à terra e dá exemplo aos religiosos, que não devem ter vestes delicadas e coloridas, mas baratas e cor de terra, que é mais humilde que os outros elementos”.

A princípio, marrom era tudo o que tinham

São Francisco iniciou sua ordem em 1209. Naquela época, os camponeses davam as túnicas dos frades, aldeões que por certo não eram muito mais ricos que os franciscanos. As cores mais comuns usadas pelos camponeses da Idade Média eram os diferentes tons de cinza e marrom, dependendo da origem da lã empregada. A lã sem tintura era a mais barata disponível. A túnica de São Francisco, conservada na Basílica Nossa Senhora dos Anjos, era cinza. Os franciscanos, cuja roupa deveria ser funcional e duradoura, não se preocupavam com a cor, mas à medida em que sua influência crescia, o marrom simplesmente converteu-se em sua cor.

A cor servia também para outro propósito. Quando a ordem começou, os irmãos viviam entre os leprosos na colônia de Rivo Torto, próximo de Assis, e passavam grande parte de seu tempo escalando a região montanhosa da Úmbria para ajudar os necessitados. Os frades, muitas vezes, dormiam no chão, por isso que a cor marrom era útil para ajudá-los a manter um aspecto relativamente limpo.

O cordão

Outro sinal distinto da vestimenta franciscana é o cordão com três nós que é colocado na cintura. 

Enquanto o cordão ajuda a manter as túnicas fechadas nos dias de vento, os três nós representam a pobreza, castidade e obediência, as três pedras angulares da Ordem Franciscana.

O capuz

Ainda que a maioria da veste franciscana tenha um capuz acoplado ao hábito, um ramo da Ordem Franciscana se distingue pelo comprimento do capuz. Os Frades Menores Capuchinhos recebem este nome por causa do capuz e, por sua vez, deram nome ao macaco capuchinho (Cebus) e ao cappuccino, a bebida de café que imita a coloração do hábito franciscano.

Menores, Capuchinhos e Conventuais

Os Frades Menores Conventuais, até as Constituições de 1803, estavam obrigados a usar cinza, mas desde 1823 começou a prevalecer o preto.

Os Frades Menores Observantes fazem sua transição oficial do cinza para o marrom no Capítulo de Assis de 1895, quando Leão XIII unificou em Frades Menores as diferentes famílias da Observância (Reformados, Alcantarinos, Recoletos).

Os Frades Menores Capuchinhos decidiram, em 1912, adotar a atual cor marrom castanho. A cor do hábito das famílias franciscanas da primeira Ordem nasce e evolui dentro de correntes internas. Até 1517, a Família Franciscana nascida em 1209 era juridicamente uma, governada por um único Ministro Geral, considerado por todos sucessor direto de São Francisco. Neste ano, Leão X deu independência jurídica ao movimento da Observância. É deste movimento que deriva a família dos Capuchinhos (1525), que sob a tutela jurídica dos Frades Menores Conventuais alcança a independência jurídica em 1628.
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A partir de texto de J. P. Mauro em Aleteia Espanhol, com informações do site da Ordem dos Frades Menores, adaptado pelo portal Franciscanos.org.br

Segunda, 22/10/2018 - J-P Mauro / Franciscanos.org |

Papa Francisco: cuidado com os cristãos que se apresentam como “perfeitos”



O Santo Padre nos alerta: coração dos hipócritas não está aberto à graça

Na missa celebrada na manhã desta terça-feira, 16, na Capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco comentou a passagem do Evangelho de São Lucas em que Jesus dá uma resposta dura ao fariseu admirado porque Ele se senta à mesa sem ter lavado as mãos como a Lei prescrevia.

O Papa enfatiza a diferença entre o amor do povo por Jesus e o ódio dos doutores da lei, escribas, saduceus e fariseus que o seguiam para pegá-lo em alguma falta.
“Eram realmente um exemplo de formalidade. Mas faltava vida a eles. Eram, por assim dizer, “engomados”. Eram os rígidos. E Jesus conhecia a alma deles. Isto nos escandaliza, porque eles se escandalizavam com as coisas que Jesus fazia quando perdoava os pecados, quando curava no sábado. Eles rasgavam as suas vestes: ‘Oh! Que escândalo! Isto não é de Deus, porque o certo é fazer assim’. Eles não se importavam com as pessoas: para eles importava a lei, as prescrições, os preceitos”.
Mesmo assim, Jesus aceita o convite do fariseu para o almoço, porque Ele é livre e quer chegar a todos. Ao fariseu, escandalizado com o seu comportamento, Jesus responde:
“Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades”.
O Papa comenta:
“Não são palavras bonitas, não é? Jesus falava claro, não era hipócrita. Falava claro. E disse a ele: ‘Por que você olha para o exterior? Olhe para o que existe dentro’. Em outra ocasião já tinha dito a eles: ‘Vocês são sepulcros caiados’. Belo elogio, não? Belos por fora, todos perfeitos… todos perfeitos… Mas, por dentro, cheios de podridão, de roubos e maldades, diz Ele. Jesus faz a distinção entre a aparência e a realidade interior. Aqueles homens são ‘os doutores das aparências’: sempre perfeitos, mas, por dentro, o que há?”.
Francisco recorda outras passagens do Evangelho em que Jesus condena essas posturas, como a parábola do Bom Samaritano ou Suas palavras sobre jejuar e dar esmolas com ostentação.
“Jesus qualifica estas pessoas com uma palavra: ‘hipócrita!’”.
São pessoas de alma gananciosa, capazes de matar.
“E capazes de pagar para matar ou caluniar, como se faz hoje. Hoje também se faz assim: se paga para dar más notícias, notícias que sujam os outros”.
Eram pessoas “rígidas”, não dispostas a mudar.
“Mas sempre, por trás de uma rigidez, existem problemas, problemas graves. Por trás das aparências de bom cristão – aparências – existem problemas. Ali não está Jesus. Ali está o espírito do mundo”.
Jesus os chama de “insensatos” e os aconselha a abrirem a alma ao amor, para que a graça possa entrar: a salvação “é um dom gratuito de Deus. Ninguém salva a si mesmo, ninguém”. Completa o Papa:
“Tenham cuidado com os rígidos. Tenham cuidado com os cristãos, sejam eles leigos, padres, bispos, que se apresentam como ‘perfeitos’, rígidos. Tenham cuidado. Não há o Espírito de Deus ali. Falta o espírito da liberdade. E tenhamos cuidado com nós próprios, porque isso deve nos levar a pensar em nossa vida. Eu costumo olhar só para as aparências? E não mudo o coração? Não abro o meu coração à oração, à liberdade da oração, à liberdade da esmola, à liberdade das obras de misericórdia?”.
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A partir de matéria do Vatican News


Segunda, 22/10/2018 - Aleteia

Fumaça sagrada! Por que a Igreja usa incenso na Missa?

Conheça o significado desta tradição milenar

O Catecismo nos lembra que a oração envolve muito mais do que a nossa alma: “De onde procede a oração do homem? Seja qual for a linguagem da oração (gestos e palavras), é o homem todo que ora” (Catecismo 2562).

Por essa razão, as formas públicas de culto da Igreja contêm vários elementos que são visíveis e envolvem nossos sentidos corporais. O Catecismo também nos ensina que “os sinais e os símbolos ocupam um lugar importante na vida humana. Sendo o homem um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual, exprime e percebe as realidades espirituais através de sinais e símbolos materiais. Como ser social, o homem tem necessidade de sinais e de símbolos para comunicar com o seu semelhante através da linguagem, dos gestos e de ações. O mesmo acontece nas suas relações com Deus” (Catecismo 1146).

Para ajudar a envolver todos os nossos sentidos durante a celebração da Missa, elevando nossos corpos e almas a Deus, a Igreja, durante séculos, usou o incenso como um sinal exterior importante.

O incenso era uma parte vital da adoração para muitas religiões antigas, incluindo o culto judeu de Deus. No Tabernáculo, assim como no Templo, Deus ordenou que um “altar de incenso” fosse construído. Deus mandou também que Aarão, o sumo sacerdote, queimasse “um incenso perpétuo perante o Senhor ao longo de suas gerações” (Êxodo 30: 8).

A frase mais conhecida que menciona o incenso no Antigo Testamento também está ligada a essa tradição: “Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde” (Salmos 141:2).

Os cristãos rapidamente adotaram o uso do incenso, e isso aparece no livro do Apocalipse, onde São João descreve: “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus (Apocalipse 8: 4).


À luz das passagens descritas acima, o significado primário por trás do uso do incenso é simbolizar nossas orações se elevando a Deus. Quando vemos o incenso, lembramos que o sacerdote está lá para reunir nossos pedidos e implorar em nosso nome diante de nosso Deus amoroso e misericordioso.

O incenso também lembra a realidade celestial da Missa. Conecta nossa celebração à liturgia celestial retratada no livro do Apocalipse, e lembra-nos que a Missa é um lugar de encontro entre o céu e a terra.

Por último, a nuvem grossa de incenso geralmente turva nossa visão do altar. Isso é uma coisa boa e nos lembra da natureza misteriosa da Missa. Nossas mentes mortais não podem compreender plenamente o mistério que está sendo celebrado diante de nossos olhos; o incenso torna essa realidade ainda mais tangível.

Enfim, embora o uso de incenso possa parecer estranho, lembre-se de que essa tradição tem raízes espirituais profundas e tem sido parte da adoração divina há milhares de anos.


Segunda, 22/10/2018 - Philip Kosloski 

“Busquem Nossa Senhora Aparecida em seus corações”, diz Papa

Neste 12 de outubro, dia nublado e de muito calor em Aparecida, os devotos continuam a celebrar a Padroeira do Brasil

Por ocasião da Festa de Nossa Senhora Aparecida, o Bispo de Imperatriz (MA), Dom Vilsom Basso, e Lucas Galhardo, da Pastoral Juvenil da CNBB, gravaram com o Papa Francisco uma mensagem para o povo brasileiro, em meio aos trabalhos do Sínodo dos Bispos sobre os jovens.

“Ao povo do Brasil, a minha cordial saudação nesta festa de Nossa Senhora Aparecida. Que cada um de vocês a encontre em seu coração, assim como os pescadores a encontraram no rio. Busquem nas águas de seus corações e a encontrarão, porque Ela é mãe. Que Ela nos acompanhe e rezem por mim.”

Romeiros

Neste 12 de outubro de 2018, dia nublado e de muito calor em Aparecida, os devotos continuam a celebrar a Padroeira do Brasil. Alguns estão aqui desde o dia 03 de outubro, quando teve início a novena. A jornada é longa para grande parte dos romeiros, mas o sacrifício, seja físico, econômico ou espiritual, é o menor dos problemas para a maioria dos devotos que aqui chegam.

Mesmo com um pé torcido, Maria Aparecida Vicente da Silva não mediu esforços para encontrar com a Mãe. Residente em de Presidente Epitácio (SP), ela vestiu-se de Nossa Senhora Aparecida para pagar uma promessa: a cura do filho de uma depressão. Mas não foi só esse o motivo. Ela também carregava em punho uma bandeira do Brasil. Diz que é necessário rezar pelo Brasil, pois o momento atual não é nada fácil, tanto no campo político, quanto da intolerância. Na opinião de Maria Aparecida, todos precisam fazer a sua parte e ela cumpre a sua rezando pelo Brasil e pelos brasileiros.

É com a mesma fé e esperança, não só de um Brasil, mas de um mundo melhor, que Alessandro Gouveia deseja à filha Isabela e a sua esposa uma Festa da Padroeira contagiante. Para ele, é motivo de agradecimento estar em Aparecida, um ano após a pequena Isabela estar na Casa da Mãe ainda no ventre materno.

Edna de Oliveira Santos e Manuel do Carmo Medina, do Rio de Janeiro (RJ), estão em Aparecida desde o primeiro dia de Novena. Já são cinco anos seguidos que participam de todas as missas das 9h, novenas da tarde e novenas da noite durante esse período. Também passam o dia no Santuário. A partir das 5h, já se encontram por aqui e se sentem bem no Santuário, além de não se cansarem de agradecer pela realização do sonho do casal de montar o próprio negocio, uma oficina mecânica.

Manuel carrega nos braços uma imagem fac-símile de Aparecida e conta que faz questão que a imagem seja comprada na Loja oficial do Santuário. Todos os anos, ao final da novena ele reza e entrega a Imagem para a primeira pessoa que pedir. A cada ano, uma nova imagem é comprada, com o intuito de propagar a devoção aos lares e uma atitude que revela um rito pessoal de entrega a fé.

Nos braços da esposa e do filho de um ano, o fotógrafo Maurício Melo Santos, chora ao chegar no Santuário após uma peregrinação a pé de cinco dias, vindo do Bairro do Itaim Paulista, em São Paulo (SP), até o Santuário Nacional. As lágrimas são de emoção pela graça da paternidade. Mesmo após muitas dificuldades com a fertilidade, Nossa Senhora Aparecida atendeu as súplicas de Maurício.

Rute da Conceição Oliveira (ao centro), há 10 anos vem aumentando o número de amigos que traz para acampar no Santuário. Em 2018, já são mais de 50 pessoas na caravana que traz de Divinópolis (MG).


Sábado, 13/10/2018 - Vatican News / A12.com

Papa pede vigilância contra demônios

“O demônio, quando toma posse do coração de uma pessoa permanece ali, como se fosse a sua casa"

A essência do demônio é destruir ou diretamente com vícios e guerras ou tentar fazê-lo “educadamente”, levando a viver com “o espírito da mundanidade”. Este foi o centro da homilia do Papa Francisco na missa celebrada esta manhã (12/10) na Casa Santa Marta. Uma reflexão sobre o Evangelho extraído de Lucas (Lc 11,15-26).

“O demônio, quando toma posse do coração de uma pessoa permanece ali, como se fosse a sua casa e não quisesse sair”, destacou Francisco, acrescentando que quando Jesus expulsa os demônios, eles tentam arruinar a pessoa, fazendo mal “inclusive fisicamente”. Muitas vezes Jesus expulsa os demônios. Mais do que “a luta entre o bem e o mal”, que parece abstrata, o Papa ressaltou que “a verdadeira luta é a primeira luta entre Deus e a antiga serpente, entre Jesus e o diabo”. “E esta luta – advertiu – se faz dentro de nós. Cada um de nós está em luta, talvez sem que saibamos, mas estamos em luta”.

“A essência do demônio é destruir”, disse ainda o Papa, explicando que a sua vocação é precisamente “destruir a obra de Deus”. Francisco advertiu, porém, que o risco é ser como crianças, que chupam o dedo acreditando que não seja assim, que sejam invenções dos padres. O demônio, ao invés, destrói e quando não pode destruir face a face porque tem diante de si uma força de Deus que defende a pessoa, então sendo “mais esperto do que uma raposa”, astuto, busca o modo de tomar posse novamente daquela pessoa.

O Evangelho de hoje parte com algumas pessoas que acusam Jesus de ter expulso um demônio por meio de Beelzebul. Têm sempre “as más línguas”. Começa, assim, uma discussão entre Jesus e essas pessoas.

Depois, o Papa concentra o seu pensamento sobretudo na última parte do trecho evangélico, no qual se destaca que quando o espírito impuro sai do homem, que vaga por lugares desertos buscando repouso e, não encontrando, volta para a casa da qual saiu, pega outros sete espíritos piores que ele e ali fixam morada. E a última condição daquele homem se torna pior do que a primeira.

Isso leva o Papa a dizer que quando o diabo não pode destruir uma pessoa através dos vícios, ou um povo com as guerras e as perseguições, pensa em outra estratégia, “a estratégia que usa com todos nós”:

“Nós somos cristãos, católicos, vamos à Missa, rezamos….Parece tudo em ordem. Sim, temos os nossos defeitos, os nossos pecadinhos, mas parece tudo em ordem. E ele se faz “o educado”: vai, olha, procura uma bela quadrilha, bate à porta – “Dá licença? Posso entrar?”, toca a campainha. E estes demônios educados são piores que os primeiros, porque você não se dá conta que os tem em casa. E este é o espírito mundano, o espírito do mundo. O demônio ou destrói diretamente com os vícios, com as guerras, com as injustiças diretamente ou destrói educadamente, diplomaticamente neste modo que diz Jesus. Não fazem barulho, se fazem de amigos, persuadem você – “Não, vai, não faz tanto, não, mas…até aqui está bem” – e levam você pelo caminho da mediocridade, fazem você um “morno” no caminho da mundanidade”.

Francisco então adverte quanto à queda “nesta mediocridade espiritual, neste espírito do mundo”: “Mas estas coisas não são tão ruins. E o espírito do mundo nos arruína, nos corrompe por dentro.

“Tenho mais medo destes demônios do que dos primeiros”, afirma Francisco. “Eu não me preocupo tanto, como quando vejo essas pessoas que abriram a porta aos demônios educados, para aqueles que – explica o Papa – convencem de dentro de que eles não são tão inimigos”:

“Muitas vezes eu me pergunto: o que é pior na vida de uma pessoa? Um pecado claro ou viver no espírito do mundo, da mundanidade? Que o demônio coloque você em um pecado – também, não um, vinte, trinta pecados, mas claros, que você se envergonha – ou que o demônio esteja à mesa com você e viva, more com você e está tudo normal, mas alí, dá a você as insinuações e possui você com o espírito da mundanidade?”

O espírito da mundanidade é este: “aqueles que trazem os demônios educados”, continua o Papa, recordando também a oração:

“Diante destes demônios educados que querem entrar pela porta de casa como convidados para o casamento, dizemos: “Vigilância e calma”. Vigilância: esta é a mensagem de Jesus, a vigilância cristã. O que acontece no meu coração? Por que sou assim medíocre? Porque sou assim morno? Quantos “educados” habitam em casa sem pagar aluguel?


Sábado, 13/10/2018 - Vatican News

Reflexão sobre o Evangelho - Lucas 11,27-28

Uma mulher tão entusiasmada e admirada escutando Jesus, gritou: ?

Ditosa a mulher que te deu à luz!?. Alguns interpretam a resposta de Jesus como se fosse um desprezo à Maria. No entanto, não poderia ser isso porque Maria mesma anunciou que todas as gerações a chamariam bem-aventurada. Jesus nos convida a não por nossa felicidade em algo que não podemos ter, porque só Maria pode levá-lo em seu ventre. Sendo assim, todos podemos ter a felicidade de Maria, a felicidade de sempre escutar a Palavra de Deus e colocá-la em prática em nossa vida. Maria é feliz porque aceitou ser discípula de Jesus. Aceitemos o convite: Escutar e colocar em prática a Palavra de Deus para sermos felizes. Deus abençoe você!
Sábado, 13/10/2018 - Inácio Jr.

Papa pede que católicos rezem o terço contra as ameaças do espírito maligno

Francisco chama os católicos a rezarem o terço diariamente este mês contra "mal que divide a comunidade cristã"

Neste sábado, dia em que a Igreja celebra os arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, o Papa pede aos fiéis que rezem, diariamente, neste mês de outubro, o Terço “contra o mal que divide a Comunidade cristã”.
Por isso, a pedido do Santo Padre, a Rede Mundial de Oração lança, neste mês de outubro, uma Campanha especial de Oração para que os fiéis de todos os Continentes possam invocar Nossa Senhora e o Arcanjo Miguel, para que protejam a Igreja nestes tempos difíceis.
Com efeito, recentemente, vivemos na Igreja situações difíceis, como contínuas denúncias de abuso sexual por parte do clero, das pessoas consagradas e dos leigos. O aumento dos abusos e divisões internas na Igreja, certamente, é favorecido pelo espírito maligno, “inimigo mortal da nossa natureza humana”.
Na tradição cristã, o mal se apresenta em diversas formas, como de “Satanás”, que em hebraico significa “adversário”, ou “Diabo”, que, em grego, é aquele que divide e semeia discórdia.
Na tradição bíblica, fala-se também de “sedutor do mundo”, “pai da mentira” ou “Lúcifer”, que se apresenta como anjo da luz e do bem, mas conduz ao engano.
Enfim, o mal se manifesta de diversos modos, complicando a missão de evangelização da Igreja, chegando até a desacreditá-la. Em parte, a responsabilidade é nossa por deixarmo-nos levar pelas paixões e não pela verdadeira vida: a riqueza, a vaidade e o orgulho. Estes são os caminhos pelos quais o maligno nos seduz e nos arrasta para o mal, levando-nos a cometer ações perversas, como discórdias, mentiras etc.
Na sua Carta ao Povo de Deus, no último dia 20 de agosto, o Santo Padre recordou: “Se um membro sofre, todos sofrem com ele… Quando experimentamos a desolação, que provoca tantas chagas na Igreja, devemos persistir na oração a Maria e buscar crescer no amor e na fidelidade eclesial”.
Portanto, neste mês de outubro, o Santo Padre pede a todos os fiéis um maior esforço nas orações pessoais e comunitárias, rezando, todos os dias, o Terço a Nossa Senhora, para que a Virgem Maria proteja a Igreja, nestes tempos de crise, e o Arcanjo São Miguel a defenda dos ataques do inimigo. Segundo a tradição eclesial, este Arcanjo é o chefe dos exércitos celestes e protetor da Igreja.
Ao término da oração mariana do Terço, o Papa nos convida a rezar a mais antiga invocação à Santa Mãe de Deus “Sub tuum praesidium” (“Sob a vossa proteção”) e a tradicional oração a São Miguel, escrita por Leão XIII:
Oração a Nossa Senhora
«À Vossa Proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!»
Oração a São Miguel Arcanjo
«São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Que Deus manifeste o seu poder sobre ele. Eis a nossa humilde súplica. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, com o poder que Deus vos conferiu, precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos, que andam pelo mundo tentando as almas. Amém!».  

Segunda, 01/10/2018 - Vatican News

As 3 vezes que Jesus chora na Bíblia

Jesus conheceu grandes alegrias, mas também enfrentou a cólera e a tristeza

No Novo Testamento, há três episódios em que Jesus derrama lágrimas. Provavelmente, não são os únicos momentos em que ele chorou, mas são estas as ocasiões em  que ficam evidentes as coisas que tocam o coração dele. 
1. Jesus chora ao ver a angústia daqueles que Ele ama 
“Quando, porém, Maria chegou onde Jesus estava e o viu, lançou-se aos seus pés e disse-lhe: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: Onde o pusestes? Responderam-lhe: Senhor, vinde ver. Jesus pôs-se a chorar. Observaram por isso os judeus: Vede como ele o amava!” (João 11,32-36). 
Durante este episódio, Jesus chora depois de ver o cadáver de uma migo próximo: Lázaro. As lágrimas nos relembram o amor que Deus tem para conosco. Elas nos mostram como Jesus sofre ao nos ver sofrer. Ele deixa transparecer sua verdadeira compaixão e chora diante da dor de seus amigos. Mas Cristo, luz das trevas, transforma a lágrima de tristeza em lágrima de alegria, ressuscitando Lázaro.
2. Jesus chora ao ver os pecados da humanidade 
“Aproximando-se ainda mais, Jesus contemplou Jerusalém e chorou sobre ela, dizendo: Oh! Se também tu, ao menos neste dia que te é dado, conhecesses o que te pode trazer a paz!… Mas não, isso está oculto aos teus olhos” (Lucas 19, 41-42). 
Quando Jesus avista Jerusalém, começa a chorar. Ele vê os pecados passados e futuros das pessoas e seu coração se rompe. 
Deus, nosso Pai amoroso, se entristece quando vê que estamos nos distanciando dele. 
No entanto, muito frequentemente, abandonamos o Seu amor e seguimos nossos próprios caminhos. Nossos pecados fazem Jesus chorar. Mas, felizmente, seus braços estão sempre abertos para nos receber quando voltamos para Ele. 
3. Jesus chora antes da crucificação
“Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade” (Hebreus 5,7). 
Segundo registra a Carta aos Hebreus, as lágrimas vieram juntamente com uma veemente súplica a Deus. 
Claro, não precisamos chorar para que o Senhor nos ouça. Mas, neste fragmento, fica transparente que Ele é sensível aos nossos “corações arrependidos”. 
Ele quer que nossas orações sejam uma expressão daquilo que somos em nossa profundidade, não superficialmente. Assim, a oração deve abranger todo o nosso ser e se alimentar de nossas emoções, permitindo que Deus penetre em todos os aspectos de nossas vidas. 

Segunda,01/10/2018 - Philip Kosloski

Ele tem quase 100 anos e anda 10 km por dia só para ver a esposa no hospital

"Eu tenho uma esposa. Não quero ficar esperando num ônibus. Eu quero chegar lá rápido para ver a minha esposa. Eu a amo"

O norte-americano Luther Younger, morador de Rochester, em Nova Iorque, mantém o costume de visitar a esposa Waverleetodos os dias no hospital. Esta informação, por si só, já poderia ser um válido indício de que Luther é um bom marido. Há “detalhes” adicionais, porém, que deixam ainda mais claro que ele é mais que um bom marido “comum”.
Luther é casado há 55 anos com Waverlee, que está internada com pneumonia no Strong Memorial Hospital. Mas não é novidade que a esposa esteja enfrentando sérios desafios de saúde: ela sofre de paralisia, decorrente de um tumor cerebral que se desenvolveu já faz 9 anos.
É desde aquela época, e não somente agora, que Luther faz questão de permanecer firme ao lado da mulher. E é por isso que, ainda hoje, ele caminha cerca de 10 quilômetros, entre ida e volta de casa ao hospital, para estar com ela. Todos os dias. Faça chuva ou faça sol.
E não estamos falando de um bom marido de 22 anos de idade. Estamos falando de um bom marido cuja idade é estimada em 99 anos de idade! Segundo a rede CBS, porém, essa idade não pôde ser confirmada.
O próprio Luther explica por que caminha tanto para ver Waverlee:
“Eu tenho uma esposa. Não quero ficar esperando num ônibus. Eu quero chegar lá rápido para ver a minha esposa”.
Durante a caminhada, conforme ele mesmo revelou ao canal CBS, Luther pensa em seu casamento e em sua esposa. E avisa à repórter:
“Não quero falar de nada, a não ser da minha esposa”.
Luther e Waverlee têm uma única filha, Lutheta, mas ele tem outros filhos de um casamento anterior – e faz questão de se declarar agradecido à esposa por tê-lo ajudado a criar todos eles.
Lutheta até tenta dar carona ao pai. Mas ele não quer.
“Meu pai diz que isso o mantém vivo”.
Luther Younger, que continua fazendo exercícios físicos, incluindo flexões, afirma que a sua verdadeira força vem da força da própria esposa:
“É por isso que eu a amo. Ela é forte. Ela é linda e me trata do jeito que uma pessoa deve ser tratada”.
Porque, afinal, amor com amor se paga.

Segunda, 01/10/2018 - Aleteia

Reflexão sobre o Evangelho: Lucas 8,16-18

Palavra de Deus é apresentada a nós como uma lâmpada que não pode ser escondida, deve ser compartilhada, comunicada. A Palavra precisa ser amada e vivida para que cresça ainda mais em nós. Quanto mais procedemos assim, mais somos fortalecidos pela assistência de Deus. Na vida espiritual para crescer precisamos compartilhar o que recebemos, não podemos guardar os dons de Deus somente para nós porque corremos o risco de logo perder tudo o que recebemos. Que o Senhor nos ajude a compartilhar a vida que recebemos, a Palavra que nos tem iluminado, na certeza de que fiel é Deus para nos dar sempre mais da sua luz através da sua Palavra. Deus abençoe você!

01/10/2018 - Inácio Jr.

Qual a sua “desculpa esfarrapada” para viver no pecado?

Só pode reclamar o direito de seguir a própria consciência quem primeiro se submeteu ao dever de formá-la retamente

A encíclica Humanae Vitae, do Papa Paulo VI, que condenava como imorais os métodos de contracepção artificial — preservativos e pílulas anticoncepcionais, por exemplo —, completou seu cinquentenário no último dia 25 de julho e, até hoje, a onda de contestação a seu conteúdo não cessou.

Em nossos dias, porém, em vez de uma oposição aberta, o que parece estar se delineando é uma tentativa de reinterpretar o documento à luz de teorias morais já condenadas pelo Magistério, a fim de invalidar, na prática, tudo o que a Igreja sempre ensinou a esse respeito.

Não há nada de novo debaixo do sol, é preciso dizer. A título de exemplo, vejamos o que um dos contestadores da Humanae Vitae — e, infelizmente, perito do Concílio Vaticano II — disse sobre a encíclica, tão logo ela foi publicada:
Se um cristão católico, após provar suficientemente sua consciência, acredita ter chegado, após completa reflexão e autocrítica, a uma posição que dissente da norma papal, e a segue em sua vida matrimonial sob a observância desses princípios aos quais já se aludiu frequentemente como sendo comumente cristãos, então esse católico não precisa temer qualquer culpa subjetiva ou considerar a si mesmo formalmente desobediente à autoridade da Igreja. [1]
Para dizer de maneira mais clara: se uma pessoa casada chegasse à conclusão de que deveria usar camisinha ou tomar a pílula, e efetivamente o fizesse em seu relacionamento conjugal, não deveria considerar-se “desobediente” por isso. Pela mesma lógica, um marido que, “após provar suficientemente sua consciência”, “após completa reflexão e autocrítica”, decidisse trair a própria esposa, e realmente o fizesse, nem por isso deveria considerar-se um adúltero; um bandido que decidisse roubar um carro de alguém, e realmente o roubasse, não deveria considerar-se um ladrão, e por aí vai.

A manifestação acima é de ninguém menos que Karl Rahner e, como se vê, seu argumento traz dentro de si o poder de derrubar não só a moral sexual da Igreja, mas todo o edifício doutrinário católico. Afinal de contas, “se tais princípios podem ser aplicados à questão da contracepção”, pergunta-se um estudioso da história da Igreja, “então por que não aplicá-los a outros aspectos da moralidade tradicional católica” [2]? Ora, se a consciência possui um papel assim criativo, que dogma e que preceito moral não poderia ser derrubado por sua atuação?

A contestação à Humanae Vitae precisa ser lida, portanto, em um contexto mais amplo: não se trata de minar simplesmente uma parte do ensinamento da Igreja, mas de relativizar todo o Magistério. A esse propósito o próprio Paulo VI havia respondido em sua encíclica, lembrando que:
Na missão de transmitir a vida, eles [os esposos] não são, portanto, livres para procederem a seu próprio bel-prazer, como se pudessem determinar, de maneira absolutamente autônoma, as vias honestas a seguir, mas devem, sim, conformar o seu agir com a intenção criadora de Deus, expressa na própria natureza do matrimônio e dos seus atos e manifestada pelo ensino constante da Igreja. [3]
É da máxima importância, para a paz das consciências e para a unidade do povo cristão, que, tanto no campo da moral como no do dogma, todos se atenham ao Magistério da Igreja e falem a mesma linguagem. [4]
A proibição de um “livre exame” do ensinamento contido na Humanae Vitae provinha, portanto, da simples leitura de suas letras. Não há desculpas.

Mas o argumento da consciência, aludido acima por Karl Rahner, ainda tem seus simpatizantes em nossos dias. Sob o pretexto de recorrer a ela, tudo se justifica, tudo se desculpa, até mesmo o pecado mortal.



Por isso, como complemento da Humanae Vitae, é preciso ter sempre à mão um outro documento pontifício, tão ou até mais importante para os nossos dias do que a encíclica de Paulo VI: seu nome é Veritatis Splendor, seu autor é São João Paulo II e, coincidência ou não, seu 25.º aniversário se recordou no último dia 6 de agosto de 2018.

Os deveres da consciência

Nesta encíclica, dedicada a uma defesa geral de toda a doutrina moral cristã, encontramos ensinamentos fundamentais para resolver o aparente choque entre lei e consciência, verdade divina e liberdade humana. O Papa S. João Paulo II aí ensina, por exemplo, que:
Se existe o direito de ser respeitado no próprio caminho em busca da verdade, há ainda antes a obrigação moral grave para cada um de procurar a verdade e de aderir a ela, uma vez conhecida. Neste sentido, afirmava com decisão o Cardeal John Henry Newman, eminente defensor dos direitos da consciência: “A consciência tem direitos, porque tem deveres”. [5]
Só neste simples parágrafo já é possível identificar o problema do pensamento de Karl Rahner, exposto mais acima. O direito a ser respeitado “no próprio caminho em busca da verdade” deve andar junto com a responsabilidade “de aderir a ela, uma vez conhecida”. Em outras palavras, a consciência não cria a lei que deve seguir, mas simplesmente se submete àquilo que encontra inscrito na própria natureza das coisas e revelado por Deus ao longo da história da salvação. Nas palavras do teólogo dominicano espanhol Pe. Royo Marín,
A consciência supõe verdadeiros os princípios morais da fé e da razão natural e aplica-os a um caso particular. Não julga de modo algum os princípios da lei natural ou divina, mas unicamente se o ato que vamos realizar se ajusta ou não àqueles princípios. Donde se segue que a consciência de modo nenhum é autônoma (como querem Kant e seus sequazes) e que é falsa aquela liberdade de consciência proclamada por muitos racionalistas, que consideram a própria consciência como o árbitro supremo e independente do bem e do mal. [6]
Saiamos um pouco da teoria e sejamos práticos. O que isso significa de modo bem concreto?
Significa simplesmente que a Verdade não é uma ficção que nós inventamos, mas um dom que nós recebemos. Se Deus revelou e a Igreja ensina, na linha de uma tradição constante, o que é certo e errado, não resta ao ser humano outra alternativa senão submeter-se humildemente a essa verdade e procurar conformar a ela sua conduta. Nós não somos senhores do bem e do mal; a verdade não é relativa, como pregam muitos de nossos contemporâneos. O que é certo, é certo; o que é errado, é errado, independentemente do que achemos ou deixemos de achar.

Mas talvez estejamos excessivamente apegados ao nosso pecado. Quando as pessoas repetem muitas vezes um ato mau, pouco a pouco vão perdendo a noção da gravidade do que fazem, podendo até mesmo achar que aquilo que as está destruindo, na verdade, é um bem. Assim o dependente químico com as drogas; assim o jovem obstinado na masturbação e na pornografia, ou no sexo desregrado; assim o marido infiel; assim o ladrão que não se arrepende do que faz etc. É o fenômeno da chamada “consciência culpavelmente errônea”:
A consciência, como juízo último concreto, compromete a sua dignidade quando é culpavelmente errônea, ou seja, quando o homem não se preocupa de buscar a verdade e o bem, e quando a consciência se torna quase cega em consequência do hábito ao pecado. Jesus alude aos perigos da deformação da consciência, quando admoesta: “A lâmpada do corpo é o olho; se o teu olho estiver são, todo o teu corpo andará iluminado.
Se, porém, o teu olho for mau, todo o teu corpo andará em trevas. Portanto, se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão essas trevas!” (Mt 6, 22-23).Nas palavras de Jesus agora referidas, encontramos também o apelo para formar a consciência, fazendo-a objeto de contínua conversão à verdade e ao bem. Análoga é a exortação do Apóstolo a não se conformar com a mentalidade deste mundo, mas a transformar-se pela renovação da própria mente (cf. Rm 12, 2). Na verdade, o “coração” convertido ao Senhor e ao amor do bem é a fonte dos juízos verdadeiros da consciência. [7] 
A consciência deve ser, portanto, um “santuário” onde o ser humano “se encontra a sós com Deus” [8], não uma rave onde dá ouvidos tão-somente a suas paixões desordenadas. Só pode reclamar o direito de seguir a própria consciência quem primeiro se submeteu ao dever de formá-la retamente, de acordo com os Mandamentos, com a verdade divinamente revelada, com a doutrina moral da Santa Igreja. Caso contrário, o “argumento” da consciência não passará de uma desculpa esfarrapada para satisfazer caprichos e desejos irracionais.

Consequências práticas do abandono da moral católica

Vejam-se, por exemplo, todas as tentativas recentes de minar a doutrina católica tradicional com a velha “moral de situação”.

A Igreja sempre ensinou que, quando uma pessoa comete consciente e deliberadamente — isto é, “sabendo e querendo” [9] — um pecado de matéria grave, ela perde a graça de Deus, só a recuperando, via de regra, pelo sacramento da Penitência. É o pecado mortal, que mata a vida sobrenatural na alma.

Assim, um casal de namorados que tem relações sexuais fora do casamento, se deseja aproximar-se da mesa da Comunhão, precisa arrepender-se de tal pecado, fazer o propósito de nunca mais o cometer e confessar-se primeiro a um sacerdote; um esposo infiel, se deseja salvar-se, precisa romper seus casos extraconjugais e fazer penitência por sua infidelidade; saindo do sexto para o quinto Mandamento, uma mãe que tenha praticado um aborto só pode voltar a receber os sacramentos se trilhar, também ela, o caminho da conversão. Foi assim que a Igreja sempre e em todos os lugares creu e ensinou, mantendo-se fiel ao Evangelho.


Hoje, ao contrário, há uma tendência generalizada a relativizar o mal, diminuir a gravidade do pecado, em um discurso mais parecido com as máximas do mundo que com a verdadeira doutrina do Evangelho.



A grande tragédia dessa verdadeira “mudança de rota” é que ela simplesmente frustra toda a possibilidade de as pessoas terem uma vida espiritual, uma relação de amizade e intimidade com Deus. Ao invés de reconhecer o próprio pecado, arrepender-se e confessá-lo, o que se busca é apelar a toda sorte de “argumentos” para justificá-lo: o ladrão que rouba pode não estar em pecado mortal, dizem; o marido que não é fiel à esposa pode não estar em pecado mortal; o jovem que se masturba ou tem relações com a namorada pode não estar em pecado mortal… Talvez em um futuro não muito distante certos teólogos cheguem a descobrir que a humanidade inteira foi concebida sem pecado original!

Ora, não seria muito mais fácil, mais simples, mais condizente com o que diz Nosso Senhor nos Evangelhos que ensinássemos às pessoas o que elas devem e o que não devem fazer, sabendo que contam com a graça de Deus para realizá-lo, e reforçássemos a importância dos sacramentos para recuperar a graça de Deus? Que parássemos de inventar todo tipo de pretextos para continuarmos a viver em pecado?

O que nossa época precisa é de menos “argumentações” e mais obediência, mais arrependimento, mais humildade. Quem seríamos nós, por exemplo, na parábola do fariseu e o publicano (cf. Lc 18, 9-14)? Queremos defender-nos diante de Deus, arrumando toda sorte de justificativas para viver no pecado, ou reconheceremos humildemente nossas faltas diante dEle, pedindo perdão por nossas culpas e fazendo o firme propósito de não mais incorrer nelas?

É hora de renunciarmos de vez ao pecado e às “estruturas de pecado” que infelizmente se têm montado dentro de nossas próprias casas. Ouçamos as duras, porém libertadoras, palavras de Cristo ecoando através dos séculos: “Não é possível servir a dois senhores” (Mt 6, 24). Não é possível estar ao mesmo tempo na graça de Deus e no pecado mortal. Não é possível ser ao mesmo tempo amigo de Deus e amigo do mundo (cf. Tg 4, 4). Não é possível acender uma vela para Deus e outra para o diabo.

Procuremos, pois, a salvação com sinceridade e humildade, bem como o perdão de nossos pecados. “Se dissermos que não temos pecado, estamos enganando a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos nossos pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1, 8-9).

Referências

  1. National Catholic Register, 18 de setembro de 1968, p. 7, apud Michael T. Davies, O Concílio de João XXIII. Trad. port. de Fabiano Rollim. Niterói: Permanência, 2018, p. 70.
  2. Michael T. Davies, op. cit., Niterói: Permanência, 2018, p. 70.
  3. Papa Paulo VI, Carta Encíclica Humanae Vitae (25 de julho de 1968), n. 10.
  4. Ibid., n. 28.
  5. Papa João Paulo II, Carta Encíclica Veritatis Splendor (6 de agosto de 1993), n. 34.
  6. Antonio Royo Marín, Teología moral para seglares, v. 1, 4.ª ed., Madri: BAC, 1973, p. 130.
  7. Papa João Paulo II, Carta Encíclica Veritatis Splendor (6 de agosto de 1993), n. 63-64.
  8. Concílio Vaticano II, Constituição Gaudium et Spes (7 de dezembro de 1965), n. 16.
  9. Papa João Paulo II, Carta Encíclica Veritatis Splendor (6 de agosto de 1993), n. 70.

Segunda, 22/09/2018 - Pe. Paulo Ricardo

Aos 85 anos, importante político ateu se rende à fé católica e abraça o batismo



"Eu sentia no meu coração que não estava realizado"

Uma notícia inesperada envolvendo o líder do Partido Trabalhista Australiano chamou a atenção da população do país.
Bill Hayden ocupou durante sete anos o posto de governador-geral da Austália, ou seja, foi o representante no país da rainha Elizabeth II, reconhecida como monarca porque a Austrália faz parte da Comunidade de Nações encabeçada pelo Reino Unido. Além do alto cargo, Hayden também era famoso pelo seu ateísmo.
É por isso que surpreendeu a muitos a notícia de que, no último 9 de setembro, Bill Hayden foi batizado católico.
A imprensa local informou que o sacramento foi recebido durante uma celebração na igreja de Santa Maria em Ipswich, Queensland, com a presença de família e amigos.

A motivação

Hayden declarou que a decisão de se tornar “oficialmente católico” foi inspirada pelos muitos atos sinceros de compaixão por parte dos cristãos que pôde testemunhar ao longo da vida, bem como por uma “profunda contemplação” que experimentou depois de sofrer e se recuperar de um derrame cerebral.
“Quando era adolescente, eu ia à missa todos os domingos e depois recebia a bênção (…) Quando você cresce com isso, eu acredito que isso nunca te abandona de verdade”.
Com o passar do tempo, veio o afastamento. Mas também veio a sensação de que faltava algo.
“Eu sentia no meu coração que não estava realizado”.
Em uma carta à família, o novo católico escreveu que os princípios cristãos de “humanidade, compromisso social e serviço aos outros” são coerentes com os seus valores pessoais e políticos. Segundo Hayden, esses princípios guiaram o seu reencontro com a fé católica.
“O cristianismo representa, para mim, as qualidades que tentei aplicar durante a minha vida e que, de agora em diante, lutarei para defender com fé”.

Sabado, 22/09/2018 - Redação da Aleteia

Pai-avô-sacerdote: aos 71 anos, ele foi ordenado padre diante do filho e 3 netos

"Deus me chamava, me agarrava pelos cabelos, mas eu fugia (...) Meu diretor espiritual me disse, há 30 anos, que eu receberia os 7 sacramentos"

Em declarações à rede italiana TV2000, o recém-ordenado padre Giuseppe Mangano, também italiano, afirmou:
“Nosso Senhor chama muitas vezes. Eu sempre digo, brincando, que o Senhor me chamava, me agarrava pelos cabelos, mas eu fugia”.
A “fuga” em questão evoca o fato de que, na juventude, Giuseppe tinha estudado no seminário, mas, depois, se sentiu chamado à vida matrimonial. Ele se casou, foi pai, teve netos, enviuvou. E, então, um novo chamado ressoou no seu coração.
Neste último domingo, 16 de setembro, o agora sacerdote de 71 anos celebrou a sua primeira missa e, muito emocionado, fez questão de recordar o amor pela esposa, que já partiu para a Casa do Pai.

“Ela faleceu há dez anos. Ela me encorajou a seguir o diaconato, mas faleceu antes que eu me tornasse diácono. Ela estava doente já fazia muito tempo e, quando estava morrendo, me disse também que eu poderia ser sacerdote. Então eu procurei o discernimento do arcebispo”.
O pe. Giuseppe se refere a dom Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha, que, após acompanhar a sua trajetória espiritual, aprovou a ordenação sacerdotal do bom viúvo.
Participaram da missa de ordenação do pai-avô-sacerdote o seu filho Francesco e os netos Francesca, de 15 anos, e Vasco e Giuseppe, gêmeos, de 10.

“Agora só falta um sacramento”

O pe. Giuseppe é um homem repleto de privilégios espirituais. Dos 7 sacramentos, ele observa, bem-humorado, que lhe falta apenas a extrema unção. E isto é praticamente uma “profecia”, pois ele mesmo, que já foi batizado, se confessou e foi perdoado, comungou, foi crismado, se casou e foi ordenado sacerdote, relata sobre um antigo diretor espiritual:
“O meu diretor espiritual me disse, há 30 anos, que eu receberia os sete sacramentos”.
Pedimos a Deus que de fato conceda ao pe. Giuseppe a graça de partir deste mundo bem preparado pela unção dos enfermos – mas que não tenha pressa nenhuma em “completar essa lista”! Vida longa e frutífera a este pai-avô-sacerdote! 

sabado, 22/09/2018 - Redação da Aleteia
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