Mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje no dia 25/05/2017

Queridos filhos! O ALTÍSSIMO permitiu-ME chamar vocês novamente à conversão. Filhinhos, abram seus corações à graça para a qual vocês são todos chamados. Sejam testemunhas da paz e do amor neste mundo sem paz. Sua vida aqui na terra é passageira. Rezem para que através da oração vocês possam ansiar pelo CÉU e pelas coisas celestes e seus corações verão tudo diferente. Vocês não estão sozinhos, EU estou com vocês e intercedo diante do MEU FILHO por vocês. Obrigada por terem respondido ao MEU Chamado.

OBS: Esta mensagem é um carinho de Nossa Senhora para você... As matérias do blog seguem abaixo, aproveite!

A eterna impressão de que a felicidade está sempre com os outros

Por que às vezes tenho a sensação de que todo mundo ao meu redor é feliz, menos eu?

Ela está cansada e essa é a grande verdade.

A vida se tornou uma grande janela: ela vive, mas não está conectada, parece que tudo isso acontece lá fora.

É idiotice, ela sabe, mas todas as pessoas parecem felizes lá fora. Não que ela seja uma pessoa triste… talvez seja uma pessoa anestesiada, mas existe uma pequena ambição em provar da vida, parece que a vida está sempre escondendo algo dela.

Será que a vida é só isso ? Uma janela onde tudo acontece lá fora, uma eterna impressão de que a felicidade está sempre com os outros, ou de que felicidade é interesseira e escolhe os mais bem sucedidos.

Será que viver é acumular cansaço, cicatrizes e remorsos bobos?

Por que estamos esperando sempre mais, com uma fome que nunca se sacia?

Ela que tinha mais cicatrizes do que palavras, e vivia em um dia sem sol, um dia em que as pessoas são obrigadas a ficar em casa, pois chove torrencialmente lá fora. Lá fora.

Onde a vida acontece ? Por que só nos damos conta do que é precioso quando perdemos algo? Talvez quando perdemos algo, aquilo se torna de fato nosso.

Ela que está cansada e repleta de cicatrizes, pergunta verdades à vida lá fora, mas o vidro impede todo som. Talvez ela deva falar pra dentro.


(Zack Magiezi, via Sábias Palavras)


Quinta, 25/05/2017 - Aleteia

A Ascensão do Senhor

Parece que Jesus está nos deixando, qual é então o motivo da celebração?

Ao final do percurso que estamos percorrendo como Igreja nesse tempo pascal nos deparamos com a solenidade da Ascensão do Senhor. Essa celebração marca o final desse período de particular alegria por celebrar a vitória de Cristo sobre a morte e, com ela, a nossa reconciliação com Deus. Mas se a ascensão é a subida de Jesus ao Pai, podemos nos alegrar? Parece que Jesus está nos deixando, qual é então o motivo da celebração?

Essas são perguntas que, de alguma forma, o Papa Bento XVI buscou responder em seu livro Jesus de Nazaré, no qual fala sobre a vida de Jesus e os diversos acontecimentos que nela se deram. Quando medita sobre a Ascenção do Senhor, ele destaca a reação dos discípulos frente a esse suposto “ir embora” de Cristo. A reação deles é de alegria, o que nos deixa muito intrigados. Como assim os discípulos puderam se alegrar com isso? Mas efetivamente se alegraram como podemos ver no final do evangelho de Lucas: “Enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado ao céu. Depois de o terem adorado, voltaram para Jerusalém com grande júbilo.” (Lc 24, 51-52)

Se, à primeira vista, não conseguimos uma explicação na bíblia para isso, pelo menos a leitura deve fazer-nos pensar que alguma coisa está escapando a nossa compreensão. O que fica evidente é que os discípulos não se sentem abandonados, não acreditam que Jesus tenha partido para um céu inacessível e distante. Parece evidente, diz o Bento XVI, que os discípulos estão seguros de uma certa presença nova de Jesus. E de fato, se olhamos a comunidade primitiva e o seu anuncio, perceberemos que se bem eles anunciam a vinda de Cristo novamente, o que eles fizeram foi, sobretudo, dar testemunho de uma presença viva de Jesus. Testemunho de que ele está vivo, que é a Vida mesma.

E para explicar melhor, Bento XVI nos diz que essa figura na qual Cristo aparece sentado à direita do Pai não faz referência a um local concreto, porque Deus é espírito puro. Deus não está no espaço, Ele é aquele que sustenta o espaço sem estar nele. Jesus retorna ao Pai e por isso retorna a essa condição na qual não está limitado pelo espaço e justamente por isso pode estar presente de uma forma distinta no mundo inteiro. Diz Bento XVI: “Seu ir é precisamente uma vinda, um novo modo de proximidade, de presença permanente”. E é essa presença a causa da alegria dos discípulos no Evangelho de Lucas que vimos acima.

Um bom exercício é se perguntar se realmente conseguimos nos alegrar com a presença permanente de Cristo no mundo e em nossas vidas dessa maneira distinta. As vezes gostaríamos que essas realidades fossem mais concretas, que pudéssemos ver com esses olhos materiais aquilo que, atualmente, apenas os olhos da fé nos permitem ver. Lembremos que Jesus chamou de felizes aqueles que conseguem acreditar sem ver e peçamos a Ele que aumente cada vez mais a nossa fé. Que possamos experimentar hoje essa presença real no meio de nós. Que essa presença viva seja a força da nossa própria vida. E que consigamos, com a alegria que advém desse presença viva, anunciar a todas as pessoas que Jesus não nos abandonou e que estará sempre ao nosso lado, guiando-nos até a comunhão plena com Deus por meio do Espírito Santo.



Por Ir. João Antônio (leigo consagrado e estudante de Filosofia, em vistas ao sacerdócio),  via A12.com

Quinta, 25/05/2017 - A12 / Aleteia

Papa recebe Trump e lhe dá de presente Encíclica Laudato sì

Apesar da reunião ter sido a portas fechadas, foi possível ouvir Trump dizer que a audiência era uma "grande honra"

Com um aperto de mão e um sorriso de ambos, começou na manhã desta quarta-feira (24/05) no Vaticano o primeiro encontro entre o Papa Francisco e o Presidente dos EUA, Donald Trump.

Atravessando uma cidade blindada desde sua chegada, na noite de terça-feira (23/05), Trump deixou a Villa Taverna, residência do embaixador dos Estados Unidos onde estava alojada sua delegação, e chegou ao Pátio de São Dâmaso às 08:20 (03:20 em Brasília), sob fortes medidas de segurança e uma comitiva presidencial de dezenas de automóveis.

O Presidente entrou no Estado do Vaticano através da porta do Perugino, depois de seguir pela Via da Conciliação sob os olhos de centenas de passantes e fiéis que estavam a caminho da Praça São Pedro, para participar da audiência geral.

Trump estava acompanhado de sua esposa, Melania, a filha mais velha, Ivanka, o genro, Jared Kushner, e uma delegação de cerca de 20 pessoas, 12 das quais entraram no Palácio e estiveram com o Papa.

A audiência particular, a portas fechadas, na biblioteca privada, começou às 8h33 (3h33 em Brasília) e durou 27 minutos. Foi possível ouvir Trump referir que esta era uma ‘grande honra’.

Durante a audiência, esposa e filha do Presidente dos EUA visitaram a Capela Paulina e a Sala Regia, e depois aguardaram conversando com a delegação e representantes do Vaticano em uma sala adjacente.

Em seguida, a comitiva foi chamada para o momento da troca de presentes e os habituais cumprimentos diante dos fotógrafos.

O Papa ofereceu a Donald Trump as edições em inglês da mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017 – dedicada à não-violência -, assinada especialmente para o Presidente dos EUA; das exortações “A Alegria do Evangelho” e “A Alegria do Amor”, sobre a família; bem como do documento sobre o cuidado da casa comum, a carta encíclica “Laudato sí”, que abrange a questão ecológica.

Como é tradição em audiências a Chefes de Estado, Francisco ofereceu também um medalhão do seu Pontificado com dois ramos de oliveira entrelaçados, símbolo da paz que se sobrepõe à guerra, explicando detalhadamente o seu significado.

Por sua vez, o líder estadunidense presenteou o Papa com uma coletânea dos cinco livros escritos por Martin Luther King e uma peça do monumento de granito que honra o ativista afro-americano em Washington e uma escultura de bronze. Um dos livros, “The Strength to Love” (“A Força do Amor”, 1963), traz a assinatura de Luther King.

De acordo com nota da Casa Branca, a peça do monumento em granito é uma “homenagem à esperança, visão e inspiração do ativista para as gerações vindouras”. Com a peça e os livros, Trump também entregou uma cópia do discurso que o Papa ofereceu a uma sessão do Congresso dos EUA em setembro de 2015, na qual foi celebrado o legado de Luther King.

Já a escultura de bronze foi feita à mão por um artista estadunidense não-identificado e representa “a esperança de um amanhã pacífico”, pois evoca dois valores universais: a unidade e a resistência, ainda segundo a Casa Branca.

Antes das fotografias, Francisco cumprimentou com cordialidade Melania Trump, a quem perguntou “se já haviam comido uma pizza” e abençoou um terço que a esposa do Presidente tinha nas mãos. Também a filha, Ivanka, disse algumas palavras ao Papa, que a ouviu em silêncio.

Depois de se despedirem do Pontífice, Trump e sua delegação, incluindo o Secretário de Estado, Rex W. Tillerson, e o conselheiro de Segurança Nacional, H. R. McMaster, se reuniram com o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, acompanhado por Dom Paul Gallagher, secretário do Vaticano para as relações com os Estados.

Segundo a programação, o Presidente e toda a delegação visitou a Capela Sistina e a Basílica de São Pedro; e na sequência, a primeira-dama foi até o Hospital Pediátrico do Menino Jesus, propriedade da Santa Sé, enquanto a filha, Ivanka, seguiu para a Comunidade de Santo Egídio, no bairro de Trastevere.


Assista ao vídeo:




Quinta, 25/05/2017 - Rádio Vaticano / Aleteia

Reflexão - Jo 16, 12-15

O Espírito Santo nos é enviado não apenas como o Consolador. Ele é também o Espírito da Verdade, que nos ensinará toda a verdade. A promessa da presença do Espírito Santo no meio de nós é a garantia da fidelidade da Igreja na busca da compreensão das verdades reveladas nas Sagradas Escrituras. É o Espírito Santo quem abre o coração e a mente de todos os fiéis para que possam compreender melhor as coisas do alto e assim possibilita a todos a melhor vivência da vontade do Pai. É pela ação do Espírito Santo que podemos reconhecer Jesus e glorificar o seu santo Nome. 

Quinta, 25/05/2017 - Inácio Jr. / por e-mail 

Qualidade de Vida para a Família é tema da Ação Global em Goiana neste sábado (27)

Goiana, cerca de 65 KM distante do Recife, recebe a 24ª Ação Global. Em parceria com a Rede Globo e a Prefeitura municipal, a iniciativa do Serviço Social da Indústria de Pernambuco (Sesi/PE) terá como foco este ano a Qualidade de Vida para Toda a Família e vai oferecer, gratuitamente, exames de saúde, atividades de lazer para crianças, palestras, documentação e oficinas.  O evento acontece neste sábado (27), das 9h às 16h, na unidade do Sesi na cidade e faz parte de um movimento nacional que acontece, simultaneamente, em todos os estados e no Distrito Federal.

Segundo o superintendente do Sesi/PE, Nilo Simões, Goiana foi escolhida por abrigar polos industriais e também atrair trabalhadores e dependentes das cidades vizinhas. "A unidade tem espaços modernizados e amplos, e tem forte estrutura para receber até seis mil pessoas neste sábado e realizar 18 mil atendimentos gratuitos" afirma Simões. Segundo o dirigente, o Sesi vai contar com a ajuda de 400 voluntários e mais de 40 instituições parceiras para atender a meta de atendimentos.

A coordenadora da ação em Pernambuco, Fernanda Pinho, explica a novidade do evento em Pernambuco nesta edição. "Teremos uma oficina voltada à toda família para ensinar que vida saudável não é apenas estar com a saúde em dia. Além de cuidar da alimentação e praticar atividades físicas, para se ter qualidade de vida, se faz necessário adquirir bons hábitos, se reunir com amigos, livrar-se do estresse, ter comportamentos preventivos e cuidar da saúde mental. Estes e outros hábitos ajudam a viver mais e melhor", completa.

A população receberá, ao final da oficina, um diagnóstico de estilo de vida, e as nutricionistas utilizarão réplicas de alimentos e de um sistema digestório, orientando como devemos montar um prato nutritivo e saudável, pautado nas orientações do Ministério da Saúde, para diminuir as doenças crônicas.

Ainda no rol de atividades, oficinas para geração de renda como customização, decoração de cupcakes, pintura, além de orientações sobre programas sociais, teste de Hepatite, prevenção DST's, educação ambiental, cortes de cabelo e brinquedos infantis, com a ajuda de empresas e instituições voluntárias. A programação completa dos serviços oferecidos estão aqui:http://www.pe.sesi.org.br/produtos_servicos/Documents/Destaque/Programa%C3%A7%C3%A3o%20Site%20Sesi.pdf


Serviço:
24ª Ação Global
Sábado, 27 de maio, das 9h às 16h
Sesi Goiana – Rua do Poço do Rei, s/n, Centro.
Mais informações: www.pe.sesi.org.br ou 0800.600.9606.


Quinta, 25/05/2017 - Rochélle Alves, Jornalista / Sesi Pernambuco

O que fazer quando perdemos a vontade de rezar?

Perdi a vontade de rezar. E agora?

Há horas em que não sinto a menor vontade de dialogar com algumas pessoas, mas, porque preciso, acabo deixando minha vontade de lado e vou ao encontro delas, converso, trabalho, convivo e sigo em frente. Com Deus não é diferente. Às vezes, envolvo-me tanto com as coisas, que não sinto vontade de falar com Ele, ou seja, de rezar, mas porque sei que preciso e, até mais, dependo da Sua graça, vou ao Seu encontro por meio da oração.

É claro que isso exige empenho e perseverança, porque, na verdade, a vida de oração é um conquista diária; e como nenhuma conquista é isenta de lutas, é preciso lutar para ser orante. Aliás, Santa Teresa de Jesus afirma, em sua autobiografia, que oração e vida cômoda não combinam em nada; ela lembra ainda que uma das maiores vitórias do demônio é convencer alguém de que não é preciso rezar. Ou seja, quando o assunto é vida de oração, é preciso ter consciência de que se trata de um luta espiritual, e para vencer o único caminho é rezar com ou sem vontade. Até porque, como diz o ditado popular, “vontade dá e passa”. Se eu escolho deixar-me guiar apenas pelo meu querer, corro o risco de ser vazia, sem sentido.

Deserto espiritual

Eu sei que, com o passar do tempo e o acúmulo de atividades, corremos o sério risco de, aos poucos, irmos deixando a oração de lado ou rezarmos de qualquer jeito, até chegarmos a um “deserto espiritual” e termos uma certa apatia quando o assunto é oração. Mas é justamente, nesta hora, que precisamos ir além dos sentimentos e considerarmos que o “deserto também é fecundo” quando vivido em Deus, e pela sua misericórdia em nossa vida tudo é graça!

Consolações e desolações, alegria e tristeza, perdas e ganhos, tudo é fruto do amor de Deus, o qual permite vivermos as provas enquanto nos chama a crescermos e frutificarmos em toda e qualquer situação. Portanto, no ponto em que você está agora, volte a fixar sua alma em Deus e permita que Ele lhe devolva a si mesmo, pela força da oração.

Ao absorvermos tanta agitação e estímulos em nossos dias, acabamos perdendo o contato com nossa verdadeira essência, e ficamos tão distraídos e preocupados com tudo o que está acontecendo a nossa volta, que acabamos fragmentados, confusos e inseguros, sem nos lembrarmos de onde viemos, onde estamos e menos ainda para onde vamos. Só Deus pode nos reorientar.

Jesus tinha consciência disso quando disse a Seus discípulos: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação” (Mateus 26,41); eu diria, principalmente, a tentação de esquecer quem é você e qual é o seu papel neste mundo.

Então, vamos rezar?

Deixo aqui algumas pistas que podem servir para abrir caminho no seu relacionamento com Deus. Quando encontrar sua própria trilha, caminhará livremente e cada vez mais experimentará a alegria, que está na presença d’Ele por meio da oração.

1- Escolha o horário e o tempo que quer dedicar à sua oração e procure ser fiel a esse propósito. Assim como nos alimentamos diariamente, a oração deve ser o alimento diário da alma, aconteça o que acontecer.

2- Fundamente sua oração na Palavra de Deus e na Sua verdade. Fale com Ele com confiança e sem reservas, como quem fala com um amigo. Agindo assim, encontrará a paz e a harmonia interior que tanto procura, pois, como ensina São João da Cruz, “o conhecimento de si mesmo é fruto da intimidade com Deus, e é o meio essencial para a liberdade interior”.

3- Reze com humildade, detendo-se sempre na palavra: “Seja feita a vossa vontade”. Lembre-se de que sua oração não pode ser movida simplesmente por gosto ou exigência, mas, acima de tudo, por gratuidade e confiança na misericórdia de Deus.

4- Pratique o que você rezou e não desvincule suas obras da oração, pois uma coisa tem tudo a ver com a outra. Caridade, perdão, alegria, confiança, fraternidade e paciência são características de quem reza.

5- Tenha seu próprio ritmo de oração. A imitação e a comparação não ajudam em nada. A vida dos santos, por exemplo, são setas que apontam para o céu, mas é você quem deve dar seus próprios passos para chegar até lá. Desejo que em cada amanhecer e também nas “noites escuras” você experimente pela oração o amor e a verdadeira felicidade, uma vez que esta consiste em amar e sentir-se amado. E ninguém nos ama tanto quanto Deus. Se alguma vez você perder a vontade de rezar, já sabe o que deve fazer: reze assim mesmo e seja feliz!



Terça, 23/05/2017 - Canção Nova / Aleteia

A ciência impotente para explicar a imagem do Santo Sudário

O Dr Paolo di Lazzaro ao trabalho no ENEA.
Tecnologias, Energia e Desenvolvimento Econômico Sustentável – ENEA, após cinco anos de experimentos em seu Centro de Frascati, não conseguiu imitar “a cor que se encontra no tecido de linho do Santo Sudário”. 

Os cientistas tentaram produzi-la sem sucesso, apelando para raios ultravioletas.

Em palavras simples, escreveu o “Vatican Insider”, não foi possível “identificar os processos físicos e químicos capazes de produzir cores semelhantes às que formam a imagem do Sudário”.


Os cientistas Di Lazzaro, Murra, Santoni, Nichelatti e Baldacchini partiram do último e único exame completo interdisciplinar do sagrado lençol, efetivado em 1978 pela equipe de cientistas americanos do STURP (Shroud of Turin Reasearch Project).

O novo relatório do ENEA desmente, quase sem esforço e com muita clareza, a hipótese de que o Santo Sudário possa ser uma falsificação medieval.

Hipótese que já se tentou veicular com insucesso explorando uma análise com Carbono 14 marcada por erros de procedimento e cálculo.

O documento do ENEA aponta outras circunstâncias que constituem um quebra-cabeça até hoje insolúvel:

“A dupla imagem (frontal e dorsal) de um homem flagelado e crucificado, fracamente visível no tecido de linho do Sudário de Turim, tem muitas características físicas e químicas de tal maneira peculiares, que tornam impossível obter em laboratório uma cor idêntica em todos os seus matizes, como já foi discutido em vários artigos e está listado nas referências bibliográficas.

“Esta incapacidade de replicar (e, por conseguinte, de falsificar) a imagem impede que se possa formular uma hipótese crível sobre o seu mecanismo de formação.

“De fato, até hoje a ciência ainda não é capaz de explicar como se originou a imagem do corpo no Sudário”.
Os especialistas Daniele Murra, Paolo Di Lazzaro e  Giuseppe Baldacchini
que participaram nos trabalhos
As primeiras análises experimentais das propriedades físicas e químicas da imagem do Santo Sudário foram realizadas em 1978 por 31 cientistas do projeto STURP.

Eles trouxeram dos EUA instrumentos de vanguarda de valor milionário no campo da espectroscopia de infravermelho, ultravioleta e visível, fluorescência de raios X, termografia e pirólise, espectrometria de massa, análise de micro-Raman, transmissão de fotografia, microscopia, remoção de fibrilas e teste microquímico.

Essas análises não encontraram quantidades significativas de pigmentos, como corantes ou vernizes, nem restos de desenhos. Por isso concluíram que a imagem não está pintada, nem impressa, nem foi obtida por aquecimento.

Acresce que a coloração da imagem reside apenas na parte mais externa e superficial das fibras constitutivas dos fios do tecido de linho. Medições recentes demonstram que a espessura da parte com cor é extremamente sutil.

Quer dizer, por volta de 200 micrômetros (= 200 milionésimos de metro), ou um quinto de milésimo de milímetro. Isto equivale à parede celular primária de cada fibra de linho. Cerca de 200 dessas fibras constituem um fio do tecido.

Trata-se de uma espessura quase impalpável, embora perceptível ao olho humano e captada tecnicamente com segurança.

Mais outros dados constatados pela equipe do STURP:

1) Há sangue humano no Santo Sudário, mas onde ele está presente não há imagem; portanto, não há imagem sob as manchas de sangue;

2) As nuances da cor contêm informações tridimensionais do corpo; 

3) As fibras coloridas da imagem são mais frágeis que as coloridas;

4) A coloração superficial das fibras da imagem provém de um processo desconhecido que causou oxidação, desidratação e conjugação da estrutura da celulose do linho.

Santo Sudário:
montagem tridimensional
por Thierry Castex
“Em outras palavras, a coloração é consequência de um processo de envelhecimento acelerado do linho”, escreve o ENEA. 

Até hoje fracassaram todas as tentativas de reproduzir uma imagem com as mesmas características sobre um pano de linho.

Alguns cientistas conseguiram reproduzir alguns efeitos, mas ninguém logrou obter o conjunto de características do original.

“Neste sentido, a origem da imagem do Sudário hoje é desconhecida. 

“Esse é o ponto central do chamado ‘mistério do Sudário’: independente de sua data ou dos documentos históricos (...)

“a ‘pergunta das perguntas’ continua sendo a mesma: como foi gerada a imagem do corpo do Sudário?”.

E há ainda mais.

1) Há uma relação precisa entre a intensidade das nuances da imagem e a distância entre as partes do corpo e o tecido que o cobriu.

Porém, há partes do corpo retratadas na imagem que não podiam estar em contato com o tecido como se verifica acima e abaixo das mãos.

2) não estão presentes as deformações geométricas típicas de um corpo de três dimensões posto em contato com um lençol de duas dimensões. “Portanto, podemos deduzir que a imagem não se formou por contato do linho com o corpo”. 

Estas características somadas à “extrema superficialidade da cor e a ausência de pigmentos (...) torna extremamente improvável obter uma imagem semelhante por meio de métodos químicos de contato, seja num laboratório moderno, ou com maior razão por obra de um hipotético falsificador medieval”.

O fato de não haver manchas de sangue sob a imagem significa que elas se formaram antes da imagem.

Portanto, a imagem do Santo Sudário se formou após a deposição do cadáver no Sepulcro.

Acresce que as manchas de sangue possuem contornos bem definidos, pelo que se pode pensar que o cadáver não foi carregado com o lençol.
“Faltam sinais de putrefação perto dos orifícios corpóreos. Esses sinais aparecem por volta de 40 horas depois da morte. Em consequência, a imagem não ser atribuída aos gases da putrefação, pois o cadáver não permaneceu no tecido durante mais de dois dias”.

Uma hipótese aventa a possibilidade de uma forma de energia eletromagnética (como seria um relâmpago de luz de onda curta), que poderia reproduzir as características do Sudário.
Porém, as tentativas de reproduzir uma imagem como a do Sudário usando raios laser foram frustras.

Santo Sudário:
montagem tridimensional
por Thierry Castex
O ENEA tentou outra via, usando um flash de radiação direcional ultravioleta, obtendo resultados em algo comparáveis ao Santo Sudário.

Porém, advertem os cientistas do ENEA, “deve-se sublinhar que a potência total de radiação ultravioleta necessária para colorir instantaneamente a superfície de um tecido com o tamanho de um corpo humano de estatura média equivale a 34 trilhões de watts. 

Essa potência torna impraticável a reprodução da imagem por inteiro, porque ela não pode ser produzida por fonte alguma construída até os dias de hoje. As mais potentes que se podem encontrar alcançam alguns bilhões de watts”.

34 trilhões de watts equivalem à produção total da hidrelétrica de Itaipu durante 20 minutos no ápice de seu funcionamento (103.098.355 Megawatts por hora em 2016).

O trabalho do ENEA encerra dizendo que “não chegamos a uma conclusão, estamos compondo as pecinhas de um quebra-cabeça científico fascinante e complexo”.

Enquanto os cientistas continuam debatendo, nós, pobres homens, com toda a nossa ciência e tecnologia, ficamos maravilhosamente postos na nossa dimensão de criaturas diante da infinitude de poder de Deus e da imensidade do milagre espiritual e material da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Físicos do ENEA na TV Raitre: “a imagem do Sudário hoje não é reproduzível”

Terça, 23/05/2017 - Por e-mail: Ciência confirma a Igreja

Compartilhar boas notícias faz bem para a saúde

Estudos mostram que pequenas doses diárias de felicidade ajudam a viver mais

Nós sempre desejamos boas notícias porque elas têm disto: produzem alegria, fazem-nos sorrir, dão-nos a sensação de felicidade e paz, que, inclusive, faz bem para nossa saúde.

Em 2011, o estudo “A felicidade e a percepção de saúde”, realizado pela Universidade Complutense de Madri e o Instituto Coca-Cola, concluiu que:
  • Quanto mais satisfeitos estivermos com nossa vida, melhor percepção teremos de nossa saúde;
  • As pessoas menos felizes têm mais problemas de saúde;
  • Diante de um problema de saúde, as pessoas felizes têm tendência a se sentirem melhor;
  • A felicidade pode ser afetada pela enfermidade, mas o otimismo e o apoio social e familiar amortizam a perda da felicidade.
Ou seja, rodear-se de pessoas otimistas e felizes não só nos ajuda a ficar mais saudáveis, como também nos ajuda a superar as dificuldades de saúde. E as pessoas otimistas, geralmente, compartilham notícias boas ou, no mínimo, uma visão diferente das coisas.

Neste sentido, um novo estudo realizado pela Universidade de Gonzaga, em Oregón, Estados Unidos, ouviu 162 casais militares depois do 11 de setembro. A pesquisa demonstrou que compartilhar boas notícias, principalmente com seus pares, diminui a solidão e o déficit de sono depois de uma experiência difícil.

A Universidade Autônoma de Madri também publicou, recentemente, outro estudo que analisa o bem-estar e sua relação com a mortalidade. O ensaio demonstra que pequenas doses diárias de felicidade ajudam a viver mais. Inclusive, de acordo com o estudo, o fato de ter vários momentos de felicidade durante o dia provoca um efeito melhor do que a sensação generalizada de satisfação.

É possível que tudo isso tenha a ver com a oxitocina, o hormônio que facilita o parto e a lactação, também chamada de hormônio do amor ou dos vínculos emocionais, pois ela é liberada com os abraços e beijos. Este hormônio pode ajudar a reduzir o estresse, a pressão arterial e até inflamações intestinais. Há uma grande quantidade de estudos que mostram como a oxitocina ajuda a reduzir a dor ,curar feridas, reduzir a obesidade, superar a depressão pós-parto, incrementar a fertilidade masculina e feminina e estimular a produção do hormônio do crescimento, entre outros exemplos.

Por isso, seguem alguns conselhos:
  • Cerque-se de pessoas otimistas, capazes de dar boas notícias e palavras de ânimo nos momentos difíceis;
  • Dê boas notícias às pessoas que o rodeiam. Isso não só as fará mais felizes, como também vai ajudá-las a ficarem mais saudáveis;
  • Diante de uma situação difícil, seja realista, mas não faça tempestade em copo d´água;
  • Sorria, apesar das tristezas. Sempre há algo pelo qual vale a pena sorrir, mesmo que, às vezes, é preciso fazer um esforço. Sua  saúde agradecerá.

E lembre-se: tenha sempre uma boa notícia para compartilhar!


Segunda, 22/05/2017 - Monica Costa / Aleteia

Por que os católicos chamam a Virgem Maria de ‘rainha’?

Uma tradição que se remonta à época do Rei Davi

Repetidamente, a Igreja Católica refere-se à Abençoada Virgem Maria como “Rainha” e frequentemente a chama de “Rainha do Céu e da Terra”. Por que isso?

Em primeiro lugar, o Catecismo afirma que “a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada pelo Senhor como rainha, para assim se conformar mais plenamente com o seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte” (CCC 966).

Assim, Maria é reconhecida como a Rainha do céu e da terra, e um dia de festa é reservado pela Igreja para celebrar a sua coroação.

Além disso, no entanto, Maria é chamada de rainha por causa de uma antiga tradição que remonta à época do rei Davi. De acordo com o teólogo Colin B. Donovan, “No Antigo Testamento, a Rainha do Reino Davídico era a Rainha Mãe. Os reis, por razões de estado e fraqueza humana, tinham muitas esposas, nenhuma das quais poderia ser chamada adequadamente de rainha. Essa honra era reservada à mãe do rei, cuja autoridade ultrapassava em muito as muitas “rainhas” casadas com o rei. Vemos que este é o papel que Bate-Seba desempenhou com relação ao rei Salomão e as ocasiões em que a Rainha Mãe agiu em nome dos sucessores juvenis do trono”.

Há referências à rainha-mãe no Antigo Testamento, no Segundo Livro dos Reis, por exemplo: “Então o rei Joaquim, juntamente com seus conselheiros, nobres e oficiais, e a rainha-mãe, entregou-se aos babilônios” (2 Reis 24: 12).

A rainha-mãe no Reino Davídico ouvia as súplicas do povo e as levava para consideração do rei.

Não é exatamente o mesmo que a Virgem Maria faz, como Rainha do Céu e da Terra?

Por essas razões, a Igreja sempre entendeu Maria como uma rainha, sentada ao lado de seu Filho no Céu. Ao longo dos séculos, a arte cristã destacou essa crença ao colocar uma coroa em sua cabeça – tanto na iconografia oriental como na arte ocidental tradicional. Também se desenvolveu ao longo dos anos uma tradição para coroar Maria durante o mês de maio. Isso muitas vezes é feito pelas crianças da primeira comunhão. Em muitas paróquias as homenagens a Maria  acontecem durante todo o mês de maio.

O Regina Coeli (Rainha do Céu) é uma oração tradicional que é feita pela Igreja especialmente durante a época da Páscoa. Aqui está um trecho que recorda a realeza de Maria e pede-lhe a intercessão poderosa:

V: Rainha do Céu, alegrai-Vos, aleluia.

R: Porque quem merecestes trazer em vosso seio, aleluia.

V: Ressuscitou como disse, aleluia.

R: Rogai a Deus por nós, aleluia.

V: Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia.

R: Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia.


Oremos. Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei- -nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.


Segunda, 22/05/2017 - Philip Kosloski / Aleteia

Onde nasceu Nossa Senhora?

E qual é a data de aniversário dela?

Por que há poucas informações?

Para entender a escassez, nos primeiros séculos da Igreja, de informações sobre a vida de Nossa Senhora, convém levar em conta as particularidades daquela época.
O mundo pagão, por efeito da decadência em que se encontrava, era politeísta, ou seja, os homens adoravam simultaneamente vários deuses. Os pagãos não achavam ilógico nem absurdo que existissem várias divindades, ou que elas não fossem perfeitas. Pior ainda: consideravam normal que os deuses dessem exemplo de devassidão moral, sendo, por exemplo, adúlteros, ladrões ou bêbados. Obviamente, nem todos os deuses eram apresentados como subjugados por esses vícios, mas o fato de haver vários deles nessas condições dificultava que os pagãos entendessem a noção católica do verdadeiro e único Deus, de perfeição infinita.

Por isso, a primitiva Igreja teve muito cuidado ao apresentar Nossa Senhora como Mãe de Deus, pois aqueles povos, com forte influência do paganismo, rapidamente tenderiam a transformá-la numa deusa. Embora nunca tenha ocultado a importância fundamental da Virgem Santíssima na história da salvação, foi só depois da queda do Império Romano do Ocidente e da sucessiva cristianização dos povos que a Igreja começou a colocar Nossa Senhora na evidência que lhe compete, exaltando as suas maravilhas. E com isso, fez um bem indescritível às almas dos fiéis.

É fácil compreender por que nesse longo período, de cerca de 400 anos, muitas informações a respeito da Santíssima Virgem tenham se perdido e outras se achem em fontes não inteiramente confiáveis. Apesar disso, a Tradição da Igreja conservou fielmente aqueles atributos de Maria que eram necessários para a integridade da fé dos católicos. O essencial foi transmitido, e, para um filho que ama a sua Mãe, qualquer dado a respeito dela é importante.

Entre os dados sobre os quais permaneceu um véu de mistério está o local em que nasceu Nossa Senhora.

Belém, Séforis ou Jerusalém?

Três cidades disputam a honra de ter sido o local de nascimento da Mãe de Deus.
A primeira é Belém. Deve-se essa tradição ao fato de Nossa Senhora ser de estirpe real, da casa de Davi. Sendo Belém a cidade de Davi, foi essa a razão pela qual São José e a Virgem Santíssima, ambos descendentes do Profeta-Rei, se dirigiram àquela localidade por ocasião do censo romano que ordenava que todos se registrassem no lugar originário das suas famílias. Por isso, o Menino Jesus nasceu em Belém e é aclamado, no Evangelho, como Filho de Davi. O principal argumento dos que sustentam a tese de que Nossa Senhora nasceu em Belém se baseia num documento intitulado “De Nativitate Sanctae Mariae” [“Sobre o nascimento de Santa Maria“], incluído na continuação das obras de São Jerônimo.

Há uma tradição, em paralelo, que assinala a pequena localidade de Séforis, localizada poucos quilômetros ao norte de Belém, como o local do nascimento da Virgem Santíssima. Tal opinião tem como base que, já na época do Imperador Constantino, no início do século IV, foi construída uma igreja nessa localidade para celebrar São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa Senhora, que ali residiam. Santo Epifânio menciona este santuário. Os defensores de outras hipóteses assinalam que o fato de os pais da Virgem Santíssima terem morado lá não indica necessariamente que Nossa Senhora tenha nascido naquela localidade.

A hipótese que congrega o maior número de adeptos é a de que Maria nasceu em Jerusalém. São Sofrônio, patriarca de Jerusalém (634-638), escreve no ano 603 que aquela é a cidade natal de Maria Santíssima. São João Damasceno defende a mesma posição.

A festa da Natividade

Na Igreja católica celebramos numerosas festas de santos. Havendo, felizmente, milhares de santos, comemoram-se milhares de festas. Ocorre que não se celebra a data de nascimento do santo, mas sim a da sua morte nesta vida, por ser o dia da sua entrada na vida eterna. Apenas em três casos se comemoram as festas no dia do nascimento: o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo; o nascimento de São João Batista; e a natividade da Santíssima Virgem Maria.

A festa da Natividade era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Segundo uma bela tradição, ela teve início quando São Maurílio a introduziu na diocese de Angers, na França, em consequência de uma revelação no ano de 430. Um senhor de Angers se encontrava na pradaria de Marillais, na noite de 8 de setembro daquele ano, quando ouviu os anjos cantarem no céu. Perguntou-lhes qual o motivo do cântico. Responderam-lhe que cantavam de alegria pelo nascimento de Nossa Senhora naquela noite (cf. La fête angevine N.D. de France, IV, Paris, 1864, 188).

Em Roma, já no século VII, encontra-se o registro da comemoração dessa festa. O Papa Sérgio a tornou solene mediante uma grande procissão.

Posteriormente, Fulberto, bispo de Chartres, muito contribuiu para a difusão dessa data em toda a França. Finalmente, o Papa Inocêncio IV, em 1245, durante o Concílio de Lyon, estendeu a festividade a toda a Igreja.

A comemoração na atualidade

Por uma série de motivos curiosos, a festa da Natividade é celebrada muito especialmente na Itália e na ilha de Malta.

Em Malta, a principal comemoração da festa consiste numa solene procissão na localidade de Xaghra.

Na cidade de Florença, no dia da festa, numerosas crianças se dirigem ao rio Arno levando pequenas lanternas, que são colocadas na água e lentamente vão atravessando a cidade.

Em Mistretta, na Sicília, a população celebra a festa representando um baile entre dois gigantes. À primeira vista, pareceria que isso não tem nada a ver com a natividade, mas corresponde a uma tradição: uma imagem de Santa Ana com Nossa Senhora ainda menina foi encontrada e levada à cidade, mas, misteriosamente, retornou ao local onde havia sido achada; os habitantes julgaram que só poderia ter sido levada por gigantes e daí proveio esse costume.

Já em Moliterno existe o belo e pitoresco costume entre as meninas de fixar pequenas candeias nos chapéus de seus trajes típicos. Em determinado momento, apagam-se todas as outras luzes e ficam acesas somente as dessas velas, enquanto as meninas executam uma dança regional.

Em muitas localidades, as luzes desempenham papel determinante na festa. Podemos conjeturar uma razão: a Natividade de Nossa Senhora representou o prenúncio da chegada ao mundo da Luz de Justiça, Nosso Senhor Jesus Cristo.


Segunda, 22/05/2017 - A partir de texto de Valdis Grinsteins in catolicismo.com.br / Aleteia

EVANGELHO DO DIA 21/05/2017 – João 14,15-21

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver Me eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».


Palavra da salvação.
Gloria a vós Senhor!


COMENTÁRIO DO EVANGELHO

O Evangelho apresenta-nos parte do “testamento” de Jesus, na ceia de despedida, em Quinta-feira Santa. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o “Paráclito”: Ele conduzirá a comunidade cristã em direcção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a “morada de Deus” no mundo e dará testemunho da salvação que Deus quer oferecer aos homens.

No entanto, Jesus garante aos discípulos que não os deixará sós no mundo. Ele vai para o Pai; mas vai encontrar forma de continuar presente e de acompanhar, a par e passo, a caminhada dos seus discípulos.

É preciso, no entanto, que os discípulos continuem a seguir Jesus, a manifestar a sua adesão a Ele, a amá-l’O (o amor será o culminar dessa caminhada de adesão e de seguimento). A consequência desse amor é o cumprir os mandamentos que Jesus deixou. Nesse caso, os mandamentos deixam de ser normas externas que é preciso cumprir, para se tornarem a expressão clara do amor dos discípulos e da sua sintonia com Jesus (vers. 15).

Como é que Jesus vai estar presente ao lado dos discípulos, dando-lhes a coragem para percorrer “o caminho” do amor e do dom da vida?

Jesus fala no envio do “Paráclito”, que estará sempre com os discípulos (vers. 16). A palavra grega “paráklêtos”, utilizada por João, pertence ao vocabulário jurídico e designa, nesse contexto, aquele que ajuda ou defende o acusado. Pode, portanto, traduzir-se como “advogado”, “auxiliar”, “defensor”. A partir daqui, pode deduzir-se, também, quer o sentido de “consolador”, quer o sentido de “intercessor”. No Novo Testamento, a palavra só aparece em João, onde é usada quer para designar o Espírito (cf. Jo 14,26; 15,26; 16,7), quer o próprio Jesus (que no céu, cumpre uma missão de intercessão – cf. 1 Jo 2,1).

O “Paráclito” que Jesus vai enviar é o Espírito Santo – apresentado aqui como o “Espírito da Verdade” (vers. 17). Enquanto esteve com os discípulos, Jesus ensinou-os, protegeu-os, defendeu-os; mas, a partir de agora, será o Espírito que ensinará e cuidará da comunidade de Jesus. O Espírito desempenhará, neste contexto, um duplo papel: em termos internos, conservará a memória da pessoa e dos ensinamentos de Jesus, ajudando os discípulos a interpretar esses ensinamentos à luz dos novos desafios; por outro, dará segurança aos discípulos, guiá-los-á e defendê-los-á quando eles tiverem de enfrentar a oposição e a hostilidade do mundo. Em qualquer dos casos, o Espírito conduzirá essa comunidade em marcha pela história, ao encontro da verdade, da liberdade plena, da vida definitiva.

Depois de garantir aos discípulos o envio do “Paráclito”, Jesus reafirma aos discípulos que não os deixará “órfãos” no mundo. A palavra utilizada (“órfãos”) é muito significativa: no Antigo Testamento, o “órfão” é o protótipo do desvalido, do desamparado, do que está totalmente à mercê dos poderosos e que é a vítima de todas as injustiças. Jesus é claro: os seus discípulos não vão ficar indefesos, pois Ele vai estar ao lado deles.

É verdade que Ele vai deixar o mundo, vai para o Pai. O “mundo” deixará de vê-l’O, pois Ele não estará fisicamente presente. No entanto, os discípulos poderão “vê-l’O” (“contemplá-l’O”): eles continuarão em comunhão de vida com Jesus e receberão o Espírito que lhes transmitirá, dia a dia, a vida de Jesus ressuscitado (vers. 18-19).


Nesse dia (o dia em que Jesus for para o Pai e os discípulos receberem o Espírito), a comunidade descobrirá – por acção do Espírito – que faz parte da família de Deus (vers. 20-21). Jesus identifica-Se com o Pai, por ter o mesmo Espírito; os discípulos identificam-se com Jesus, por acção do Espírito. A comunidade cristã está unida com o Pai, através de Jesus, numa experiência de unidade e de comunhão de vida entre Deus e o homem. Nesse dia, a comunidade será a presença de Deus no mundo: ela e cada membro dela convertem-se em morada de Deus, o espaço onde Deus vem ao encontro dos homens. Na comunidade dos discípulos e através dela, realiza-se a acção salvadora de Deus no mundo.


UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
Proposta para
ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
  1. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
portugal@dehonianos.org – www.dehonianos.org

Sou o Papa Francisco! Posso entrar para abençoar sua casa?

Papa Francisco visita 12 familias en Ostia (Roma)
 Copyright “L’Osservatore Romano”

Já pensou em receber uma visita tão ilustre quanto essa?

O Papa Francisco deu continuidade à inciativa “Sextas-feiras da Misericórdia”, um programa que começou no Jubileu (2015-2016) e tem o objetivo de colocar em prática as obras de misericórdia corporais e espirituais.

“Perdão pelo incômodo. Pelo menos respeitei o silêncion o horário da sesta, né?”, brincou o papa, referindo-se ao aviso escrito nas portas dos apartamentos que ele visitou, que pede silêncio aos moradores e visitantes, a fim de manter a convivência saudável e evitar transtorno entre os condôminos.


O pároco de Stella Maris, uma das seis paróquias de Ostia (periferia de Roma) tinha avisado que iria abençoar as casas de um conjunto residencial popular, onde vivem pessoas que não podem pagar aluguel. Estes moradores pedem ajuda à prefeitura, que lhes oferece uma casa, de acordo com o preenchimento de alguns requisitos.

As famílias sabiam que, na sexta-feira à tarde, receberiam a visita do padre, durante a tradicional bênção de Páscoa. Mas tiveram uma grande surpresa: quem tocou a campanhia no lugar do pároco era ele, o próprio papa Francisco.

Bergoglio sempre comentou com seus amigos e conhecidos que ele nasceu para ser padre. Pois, dessa forma, ele passeou pelo bairro inteiro como “pároco” e se entreteve com12 famílias. Todas elas receberam um terço de presente do pontífice.


Ostia tem mais de 100.000 habitantes e é uma região da capital que vive o contrates do bem-estar e da marginalidade e pobreza. As paróquias proporcionam às pessoas mais vulneráveis a chance de fazerem parte de uma verdadeira comunidade.


Sexta, 19/05/2017 - Ary Waldir Ramos Díaz / Aleteia

Por quanto tempo Jesus fica presente na Eucaristia após recebermos a Comunhão?

Temos que dar o devido respeito ao Nosso Senhor

O grande tesouro da Igreja Católica é a Eucaristia – o próprio Jesus disfarçado sob as aparências do pão e do vinho. Cremos que, como diz o Catecismo, “No santíssimo sacramento da Eucaristia estão ‘contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo’”(CCC 1374).

Além disso, esta presença real de Cristo na Eucaristia não termina imediatamente quando o recebemos na hora da Comunhão. O Catecismo prossegue explicando como “a presença eucarística de Cristo começa no momento da consagração e perdura enquanto a espécie eucarística subsistir” (CCC 1377).

Mas o que significa quando recebemos a Comunhão em nossas bocas? Quanto tempo permanece a Presença Real de Jesus em nossos corpos?

Há uma história famosa da vida de São Filipe Néri que ajuda a responder a essa pergunta. Um dia, enquanto celebrava a Missa, um homem recebeu a Sagrada Comunhão e deixou a igreja mais cedo. O homem parecia não ter respeito pela Presença dentro dele e, assim, Filipe Néri decidiu usar esta oportunidade como um momento de ensino. Ele enviou dois coroinhas com velas acesas para seguir o homem fora da igreja.

Depois de um tempo andando pelas ruas de Roma, o homem se virou para ver os coroinhas que ainda o seguiam. Confuso, o homem voltou à igreja e perguntou a Filipe Néri por que ele tinha mandado os coroinhas atrás dele. São Filipe Néri respondeu dizendo: “Temos que prestar o devido respeito a Nosso Senhor, que você está levando com você. Como você se recusou a adorá-lo, mandei os dois acólitos para fazer isso”. O homem ficou atordoado com a resposta e resolveu, das próximas vezes, ficar mais consciente sobre presença de Deus dentro dele.

Considera-se que a espécie eucarística do pão permanece por cerca de 15 minutos em nós, após recebermos a Comunhão. Isso se baseia na biologia simples e reflete a afirmação do Catecismo de que a presença de Cristo “permanece enquanto persistir a espécie eucarística”.

É por isso que muitos santos recomendaram oferecer 15 minutos de oração depois de receber a Eucaristia, como uma ação de graças a Deus. Isso permite que a nossa alma saboreie a presença de Deus, e que nós tenhamos um verdadeiro encontro de “coração para coração” com Jesus.

Em nosso mundo corrido, muitas vezes é difícil permanecer na Igreja muito tempo depois da Missa. Mas isso não significa que não possamos pelo menos fazer uma breve oração de agradecimento. O ponto principal é que precisamos nos lembrar de que a presença de Jesus na Eucaristia permanece conosco por vários minutos e nos apresenta um momento especial, quando podemos comungar com o Senhor e sentir seu amor dentro de nós.


Se um dia você se esquecer disso, não se surpreenda se o seu pároco enviar coroinhas para seguir o seu carro quando você sair da Igreja logo depois de receber a Comunhão!


Quinta, 18/05/2017 - Philip Kosloski / Aleteia

Por que algumas pessoas beijam as mãos dos padres?

Conheça o significado deste gesto.

Este gesto de humildade teve origem nos tempos de Jesus. As crianças corriam para ele quando o viam, e os pais orientavam para que elas beijassem a mão dele. Jesus colocava suas mãos sobre as cabeças dos pequenos, pedindo que Deus os abençoasse. Depois, ficou o costume de beijar as mãos dos apóstolos, continuando até hoje com os padres, seus sucessores.

Mãos consagradas

É costume sempre ao fim de uma ordenação sacerdotal que os fiéis se aproximem dos novos padres e beijem as mãos deles, porque elas acabaram de ser consagradas.

Durante a consagração dos óleos, na Sexta-feira Santa, derrama-se perfume sobre eles. Com este perfume, o Crisma tem um novo odor, o bom odor de Cristo, de que fala São Paulo.

As mãos de um padre foram consagradas pelos óleos do Crisma. Além disso, elas administram o poder e a graça de Deus na Eucaristia, o perdão dos pecados e a transmissão dos sacramentos. Por isso é que se beija a mão do sacerdote, porque essa mão está cheia do poder de Deus.

Sábia lição

O padre José Rodrigo López Cepeda conta que, quando chegou ao México, foi nomeado vigário de uma zona rural e visitava 24 comunidades dedicadas às atividades do campo.

No primeiro ano, foi convidado por sr. Nicanor – um fazendeiro de intensos olhos azuis e pele branca – para conhecer sua propriedade. Ele já tinha mais de 60 anos, mas seu físico, acostumado ao trabalho, era o de um homem jovem e forte. Na fazenda, era respeitado por sua prudência e sabedoria empírica.

O padre José Rodrigo não se esquece da primeira vez que se aproximou dele e estendeu a mão.  “Eu o cumprimentei como faria com qualquer outra pessoa, mas ele fez um gesto que logo eu tratei de evitar”.

É que sr. Nicanor quis beijar a mão do padre. Com força, o sacerdote quis impedir. Talvez porque tenha vindo da Espanha, onde toda forma de clericalismo mudou, devido à indiferença e até à rejeição aos religiosos.

Mas, sem pensar, sr. Nicanor pegou fortemente na mão do padre, levou-a à boca e a beijou. Logo, ele olhou nos olhos do sacerdote e disse com certa autoridade na voz: “Não beijo você. Beijo o Senhor, através de suas mãos consagradas”.

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Artigo publicado originalmente por Catholic.net, traduzido e adaptado ao português 


Quinta, 18/05/2017 - Catholic.net / Aleteia

Reflexão - Jo 15, 1-8

O verdadeiro evangelizador tem plena consciência de que ele não atua por suas próprias forças. Também sabe que a missão à qual participa não é uma missão sua ou mesmo humana. Jesus é o grande missionário do Pai e todos nós participamos da tríplice missão de Jesus pela graça do Batismo. Por isso, só podemos produzir frutos para o Reino de Deus, frutos que permanecem para a vida eterna, se estamos unidos a Jesus para participar da sua obra. Se nos separamos de Jesus, deixamos de realizar a obra do Reino para realizar a nossa própria obra, e o resultado disso é o fracasso de todos os nossos esforços. 

Quinta, 18/05/2017 - Por e-mail: Inácio Jr.
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